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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Pós-parto: como voltar ao peso de antes da gravidez

Entenda o que fazer para perder os quilos extras que você ganhou na gestação

 

Você, que agora está aí com seu filho nos braços, não vê a hora de voltar ao mesmo peso de antes da gravidez? Claro que isso é possível, mas não em um passe de mágica. Para perder os quilinhos extras é preciso determinação, paciência e alguns cuidados básicos. Uma pesquisa da Universidade de Granada (Espanha) mostrou que, em vez de perder peso no pós-parto, 94% das mães ganham quilos a mais. Isso costuma acontecer porque a ingestão de calorias é muito maior do que o necessário, levando ao acúmulo de gordura. Para ajudar você a focar no que realmente vai fazer diferença, selecionamos A seguir, descubra o que fazer para reconquistar o seu corpo depois do parto.

1. Amamente
 Nos primeiros seis meses após o parto, o bebê deve mamar exclusivamente no peito. Se necessário, conte com o apoio de uma consultora de amamentação ou enfermeira obstétrica para facilitar o processo – e não desista sem tentar. Amamentar traz uma série de aspectos positivos tanto para a saúde do seu filho como para o seu corpo. Segundo os médicos, para produzir leite, a mulher queima, em média, 750 calorias por dia. Além disso, a amamentação incentiva a liberação da ocitocina, hormônio que estimula a contração do útero. De quase 1 quilo, no final da gravidez, o útero volta aos habituais 60 gramas em até seis semanas. Ou seja, a natureza está ao seu lado: amamentar emagrece.

2. Calorias na medida
 
Para produzir leite, você precisa estar bem alimentada. Mas isso não significa que tudo está liberado. Durante a fase de amamentação, você só precisa consumir cerca de 300 calorias extras. Acontece que os longos períodos dentro de casa, as mudanças hormonais, a adaptação a uma nova rotina, as noites em claro e a ansiedade podem  levar você à cozinha! Então, cuidado: deixe de lado frituras, doces, refrigerantes, fast-food, alimentos gordurosos e industrializados. Aposte em frutas, verduras, legumes, grãos, oleaginosas, cereais e carnes magras. Itens saudáveis e naturais são sempre as melhores escolhas para a saúde e ajudam a manter a forma.
 
3. Trocas espertas
 
 A vontade de doce está grande? Não caia na tentação de devorar um pote de sorvete ou uma barra inteira de chocolate. Há alimentos saudáveis que dão saciedade e ainda diminuem aquele desejo de consumir açúcar, como a banana e o abacate. Mas, se as frutas in natura não estão animando muito, tente colocar no seu cardápio diário pequenas porções de uva passa, damasco, mix de castanhas ou gelatina diet. Clicando aqui você também encontra algumas boas ideias de substituições.

4. Rotina para se alimentar
 
A vida com um bebê em casa é agitada, o sono é raro e os horários ficam trocados. Mas, em meio a tudo isso, você precisa encontrar brechas de tempo para se alimentar bem. Não precisa comer de três em três horas, mas você deve fazer, pelo menos, as três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar) de forma rotineira, mais ou menos no mesmo horário. Isso faz com que você não fique com tanta fome até a refeição seguinte e impede que caia em tentações muito calóricas ao longo do dia.

5. Hidratação
 
 
 Tome muita água! Consuma cerca de 2,5 litros por dia (mas tem que ser água mesmo. Refrigerantes, sucos e café não valem!). Ela ajuda na produção de leite e também diminui o inchaço, porque estimula o funcionamento dos rins e acelera a eliminação dos líquidos que estão retidos por todo o corpo.

6. Uma mãozinha
 
 Recorra às massagens que ativam a circulação e também relaxam, como a drenagem linfática. Se aplicada de forma suave e delicada, pode ser feita assim que você chegar da maternidade. A técnica estimula o sistema linfático (responsável pela eliminação de toxinas) e reduz o inchaço. Massagens sobre o útero nos primeiros dias são contra-indicadas. Outra opção é a massagem redutora, mais vigorosa, que ajuda a combater a flacidez.
7. Movimente-se
 
Assim que o seu obstetra liberar, mexa-se! As atividades físicas leves podem ser recomeçadas de cinco dias a três semanas depois de um parto normal e de quatro a seis semanas para quem fez cesárea. Uma boa ideia é fazer caminhada empurrando o carrinho: isso traz um tempo de qualidade com o bebê e ajuda a entrar em forma. Quem passou pela cesárea deve evitar esforço abdominal nos três primeiros meses. Nesse caso, é melhor dar preferência aos exercícios de baixo impacto ou atividades na água, como a hidroginástica.
 
8. Tratamentos estéticos
 
 Para diminuir a flacidez, a gordura localizada e as estrias que costumam surgir na gestação, você pode recorrer a tratamentos estéticos específicos, sempre com o aval do seu médico. É claro que, sozinhos, os procedimentos não resolvem tudo (lembre-se de aliá-los à ginástica e à dieta balanceada), mas eles podem ajudar. Para gordura localizada, há, por exemplo, sessões de dermotonia (drenagem linfática profunda com equipamento que faz movimentos de pressão e sucção da pele) ou criolipólise (células de gordura são destruídas pelo frio, com aparelho específico). Já a eletroestimulação contrai e torce grupos musculares difíceis de serem trabalhados com exercícios físicos.
 
9. Aceite ajuda
 
 Poder contar com o companheiro, os familiares, os amigos ou uma babá faz a diferença no pós-parto. Essas pessoas auxiliam em muitos aspectos – inclusive na sua boa forma! É isso mesmo. A rede de apoio pode colaborar preparando uma refeição saudável para você ou ficando com o bebê por uma hora para você se exercitar diariamente. Não tenha vergonha de pedir ajuda!
 
10. Reduza o estresse
 

Quase toda mulher se sente (muito) cansada no pós-parto por conta dos intermináveis cuidados que o recém-nascido demanda e também por não conseguir dormir à noite. Tudo isso gera estresse, que estimula a produção do hormônio cortisol. Essa substância aumenta a retenção de água no organismo e dificulta a metabolização das gorduras. Para combater o estresse e seus efeitos negativos, a ioga e a meditação são certeiras.
Quilos que vão embora fácil após o parto
Bebê: 3 kg
Placenta: 700 g
Líquido amniótico: 800 g
Água: de 2 a 4 kg
Fontes consultadas: Letícia Fontes, nutróloga pela  Associação Brasileira de Nutrologia e da Clínica Medicina Integrativa  (SP) e Poliani Prizmic, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim (SP).

Fonte: Revista Crescer 
 
 
 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

6 livros para o seu filho amar o mundo da literatura antes mesmo de saber ler

Quem disse que livros e bebês não combinam?

 

Existem livros incríveis para bebês e são uma ótima forma de estimular seu filho (literalmente) desde pequeno a gostar da ideia de ler. Nós pedimos ajuda para a nossa embaixadora e colunista, Lô Carvalho que é escritora, mãe de Gabi e Fernando e ela sugeriu 6 livros para você começar esse processo com o seu filho. Mas o nosso incentivo é: não para por aí!
1. Hora do almoço, de Ilan Brenman e Ionit Zilberman
Que tal uma ajudinha na hora da comida? Alguns bebês não gostam de legumes, outros rejeitam feijão, há aqueles que querem brincar com os alimentos. O escritor Ilan Brenman inventou algumas ideias bem divertidas para animar as crianças e ajudar os pobres pais.
Editora: Companhia das Letrinhas
Preço: R$ 26,58
2. O lenço, de Patricia Auerbach
Uma menina encontra um lenço na gaveta da mãe, e com ele várias possibilidades: o lenço se transforma em vela, manto, vestido e no que mais a imaginação mandar, mostrando que todo objeto cotidiano tem seu lado lúdico.
Editora: Brinque-book
Preço: R$27,46
3. E você?, de Rosinha
Numa brincadeira de repetição, a personagem diz o que vê. Então, o leitor é convidado a encontrar na imagem o que por ele é visto.
Editora: Jujuba
Preço: R$34,00
4. Bichinhos, de  Carvalho
Para desenvolver a leitura desde bebê, os livros da Coleção Bichinhos vêm com aplicativo grátis que estimulam a curiosidade das crianças. O bebê leitor interage com o livro e com a tecnologia e aprende que a leitura é um prazer.
Editora: Bamboozinho
Preço: R$32,89
5. O que é que tem no seu quintal?, de Bia Villela
O que é que tem no seu quintal? Este livro incentiva a criança a observar e se divertir ao brincar fora da casa
Editora: Moderna
Preço: R$38,71
6. Um abraço, passo a passo, de Tino Freitas e Jana Glatt
Nessa história, as crianças embarcam na aventura de um bebê que está aprendendo a andar. O texto apresenta uma linguagem simples, composta por palavras do cotidiano das crianças, como números, animais e membros da família.
Editora: Panda Books
Preço: R$35,90
 
Fonte: Revista Pais e Filhos 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Alerta: educação alimentar é mais efetiva que dietas restritivas

A alimentação deve ser decidida de acordo com as preferências, hábitos e costumes de cada família

 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sobrepeso em adultos no Brasil passou de 51% em 2010 para 54% em 2014. Outro dado desse relatório também é preocupante, sobre o sobrepeso infantil: 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso, sendo que as meninas são as mais afetadas, com 7,7%.

Esses números preocupam e geram um crescimento nas ofertas de dietas para o emagrecimento. “É importante ressaltar que muitas delas podem gerar riscos para a saúde”, alerta Hugo Ribeiro, pediatra especializado em gastroenterologia e nutrologia, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Segundo o especialista esses modismos não oferecem uma adequada orientação para você. “O que leva à perda de peso ou prevenção da obesidade é o controle de calorias e educação alimentar e não a proibição de nutrientes ou alimentos específicos”, aconselha.

Educação alimentar é aprender a comer de forma diversificada e com equilíbrio. “Inúmeros estudos comprovam que uma das principais causas da obesidade é o consumo excessivo de alimentos sem um gasto energético proporcional”, comenta Hugo. O professor defende que a dieta adequada não deve ser imposta por profissionais de saúde como algo fixo, restrito  e que gere sacrifícios. Tudo deve ser planejado de acordo com as preferências pessoais de cada um. “Levando em conta, principalmente, hábitos e costumes daquela família e respeitando aspectos culturais. Com bom senso e equilíbrio nutricional necessário”.

Fonte: Revista Pais e Filhos 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

TV faz mal às crianças mesmo quando está em segundo plano

Especialistas afirmam que exposição indireta pode trazer prejuízos no curto e no longo prazo

Ligar a TV, mesmo quando não vai de fato assistir algum programa, é um hábito que muitos pais levam da vida antes de ter filhos e acabam transmitindo às crianças. Pois, que atire a primeira pedra quem nunca deixou a TV ligada enquanto o bebê brincava no chão! Acontece que isso não é nada saudável e pode trazer prejuízos no curto e no longo prazo para os pequenos.

“Hoje, sabemos que o funcionamento neurológico permite prestar atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo. Porém, em se tratando de crianças, que precisam aprender a focar, ter outros estímulos, como uma TV ligada no momento da brincadeira, atrapalha”, explica a psicóloga Vera Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e da Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo Vera, para ser produtivo, o ato de brincar exige concentração, visto que é neste momento que as crianças procuram resolver seus conflitos e questões internas. Dessa forma, a TV como pano de fundo é absolutamente prejudicial, já que, de imediato, rouba o foco da criança do que ela está fazendo.
Consequências futuras
Distúrbios do sono e dificuldades para manter o foco na escola, por exemplo, são consequências que a TV utilizada indiretamente pode trazer a médio e longo prazos. Assim, desligar a TV e deixar a criança focada no brincar, é a melhor opção.
“Sabemos que os pais estão ocupados, cansados e, às vezes, não querem brincar. Mas, é muito importante estar com os filhos, dialogando, brincando, junto. O silêncio deve ser preenchido com a voz humana”, alerta Evelyn Eisenstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Outras opções
Para os pais que nem sempre podem estar perto dos filhos na hora da brincadeira e resistem à ideia de deixar as crianças em um ambiente silencioso, as especialistas lembram que as crianças costumam ter boa percepção musical. Porém, ao utilizar a música como pano de fundo é preciso observar se a canção é adequada à idade da criança, bem como se o volume não ultrapassa os níveis considerados saudáveis.
No que diz respeito à TV, que faz parte do cotidiano da maior parte das famílias, a sugestão é usá-la com bom senso, controlando a qualidade dos programas assistidos e aproveitando os conteúdos para compartilhar e conversar em família.
Vale lembrar, entretanto, que o tempo máximo de exposição às telas (o que inclui o uso direto e indireto da TV) é de duas horas, não ininterruptas, por dia, para crianças maiores de 2 anos.

Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

9 coisas que você realmente precisa na primeira noite do seu bebê em casa

Seu parceiro pode ajudar a realizar todos os itens da lista

Algumas mães mal podem esperar para ir embora do hospital com seus bebês, enquanto outras estão um pouco hesitantes. Seja qual for a opção que você mais se identificou, sua primeira noite em casa com seu filho é algo que vai ficar na sua memória para sempre.
Se você está grávida, aqui vão algumas dicas para você quando o seu primeiro momento em casa com o bebê chegar. Essas coisinhas simples vão te ajudar a tornar esse dia memorável. As informações são do site Babyology.

1.Banho
Assim que você puder, tome um banho. Não há melhor sentimento no mundo do que uma água quentinha (de casa) após todo o cansaço do parto. Esse primeiro banho também vai lavar o cheiro de hospital e te ajudar na transição mental para casa.
2. Um cochilo
Você estará exausta pelo parto e tempo no hospital e seu filho provavelmente vai querer se alimentar a cada duas ou três horas durante a noite. Isso significa que você precisa de um cochilo quando chegar em casa.
3. Jantar feito
Nenhuma mãe cansada deveria preparar a janta no seu primeiro dia em casa. Se o seu marido puder fazer isso, ótimo! Caso contrário, outras pessoas próximas podem dar uma mãozinha nesse momento.
4. Tenha as compras em dia
Peça para a sua mãe ou uma amiga estocar sua casa com as coisas essenciais antes de você chegar. Você não vai gostar de descobrir que precisa de alguma coisa às 5 horas da manhã.
5. Casa limpa
É sempre melhor ter tudo em casa no seu devido lugar, ainda mais quando você chega exausta do hospital. Entrar em casa com o seu bebê no meio da bagunça nem pensar!
6. Tenha estoque de coisas para o bebê
Você não vai querer mandar alguém à noite, desesperado, atrás de lenço umedecido para seu filho, porque você esqueceu de comprar.
7. O número de celular de uma amiga que também é mãe 
A primeira noite sozinha com seu filho, para uma mãe de primeira viagem, pode ser assustadora. Pergunte para uma amiga, que também é mãe, se ela se importa de receber ligações suas durante a primeira noite, caso você precise.
8. Momentos de descontração com seu bebê
A primeira noite do seu filho em casa é tão especial! Você vai descobrir coisas novas e rir muito com o seu bebê, aproveite isso.
9. Tire fotos de você como nova mãe
Apesar de você provavelmente já ter estourado seu cartão de memória no hospital, não deixe de tirar seus fotos de você e seu bebê em casa. Você vai poder mostrar para seu filho quando ele crescer.

Fonte: Revista Pais e Filhos

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Alimentação saudável na gravidez: 3 novos estudos

Entenda por que o excesso de açúcar é prejudicial durante a gestação e como ele pode afetar a saúde do seu filho

 

Os cientistas da Universidade Queen Mary (Reino Unido) analisaram 9 mil mães e seus filhos ao longo dos últimos anos. O estudo revelou que existe uma associação entre o consumo de açúcar durante a gestação e a presença de asma nas crianças. De acordo com a pesquisa, as mulheres que consomem mais açúcar durante a gravidez apresentam duas vezes mais chances de ter um filho com asma alérgica do que as que comem menos alimentos açucarados.
Embora os pesquisadores ainda não possam afirmar com certeza porque isso acontece, eles sugerem hipóteses. Uma delas é de que grandes quantidades de açúcar podem desencadear uma resposta imune no corpo, levando à inflamação nos pulmões.
Outra possível explicação poder ser a seguinte: “A mãe que consome mais doces tem alteração a flora intestinal e isso pode ser um fator de risco. A flora saudável ajuda a manter a imunidade boa e previne doenças alérgicas”, afirma a pediatra e membro do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês (SP), Cylmara Gargalak Aziz.

Portanto, resista às tentações e, quando sentir aquela vontade incontrolável de comer uma sobremesa enorme, tente fazer trocas saudáveis. 

 Sem refrigerante

Outro estudo recente sobre esse assunto foi publicado pela Universidade de Harvard (EUA). Os cientistas observaram mil pares mãe-filho e chegaram a conclusão que quanto mais as mulheres bebem refrigerante durante a gravidez, maiores são as chances de ter filhos que apresentam sobrepeso ou obesidade a longo prazo.
Os pesquisadores acreditam que existe uma ligação entre a alimentação materna e a constituição corporal de seus filhos. Para eles, o segundo trimestre seria especialmente crítico, porque é o momento em que a acumulação de gordura fetal se acelera.
Apesar de o consumo de bebidas açucaradas ser preocupante ao longo dos nove meses de gravidez, há uma série de outros fatores de risco para o excesso de peso durante a infância. “Não amamentar o filho no peito e oferecer bebidas industrializadas para a criança, como os suco de caixinha, também são fatores que contribuem com a obesidade infantil”, comenta a pediatra Cylmara.



Refrigerante (Foto: Thinkstock)



Bem saudável
grávida; gravidez; fruta (Foto: Thinkstock)


Embora a gestante não possa abusar do açúcar refinado, há uma boa notícia para aquelas que sentem muita vontade de comer doce: as frutas! Elas são bem-vindas porque contêm fibras, vitaminas e minerais, que são importantíssimos para o bom funcionamento do organismo. E tem a frutose que é o açucar natural das frutas.
Para completar a lista de benefícios, um estudo da Universidade de Alberta (Canadá) revelou que comer frutas durante a gravidez pode tornar a criança mais inteligente. Os pesquisadores identificaram que as mães que mais consomem esse tipo de alimento têm filhos com QI mais elevado.

Mas, atenção! Mesmo assim, não pode haver exagero. Quando consumida a frutose em excesso, ela pode ser depositada em forma de gordura no fígado. Por isso, os médicos recomendam o consumo de três porções de frutas por dia, no máximo, enquanto você espera pelo seu bebê.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Sociedade Brasileira de Pediatria lança manual para incentivar exercício físico

O documento é direcionado especialmente aos pediatras e traz orientações para que as famílias tenham uma vida mais ativa

A Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou nesta quinta-feira (27) um manual dedicado ao incentivo da prática de atividades físicas. As altas taxas de obesidade e sobrepeso entre as crianças e jovens foram os grandes motivadores da elaboração do documento. Mas não são a única causa de preocupação dos médicos. “A obesidade não é o problema em si, é só a consequência”, explica o pediatra Ricardo do Rego Barros, coordenador do Grupo de Trabalho de Atividade Física da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
 Para ele, um dos principais motivadores do sedentarismo é o excesso do uso de gadgets. "é preciso reeeducar as famílias. Não adianta o pai falar pro filho largar o tablet se ele mesmo não sai da frente das telas", completa.

Além disso, Barros ressalta a importância de fazer escolhas que promovam uma vida mais ativa no dia a dia. Como ir pelas escadas normais ao invés de pegar as escadas rolantes no shopping ou percorrer a pé com as crianças trajetos curtos ao invés de pegar o carro.
O documento publicado pela SBP é voltado para pediatras, mas também traz orientações para os pais e professores de educação física. Uma grande tabela mostra as recomendações sobre a prática de atividades físicas de acordo com a idade:
Recomendação geral

Ser fisicamente ativo todos os dias é importante para a promoção da saúde integral de crianças e adolescentes.  É  fundamental  que  as  atividades  sejam  prazerosas  e  adequadas  ao  estado  individual  de  crescimento e desenvolvimento da criança/adolescente.
Crianças de 0 a 2 anos de idade

1.  Bebês devem ser incentivados a serem ativos, mesmo que por curtos períodos, várias vezes ao dia.
2.  Bebês que ainda não começaram a se arrastar/engatinhar devem ser encorajados a serem
fisicamente ativos alcançando,  segurando,  puxando  e  empurrando,  movendo  a  cabeça, corpo  e  membros  durante  as rotinas diárias e durante atividades supervisionadas no chão, incluindo tempo em decúbito frontal.
3.  Bebês que conseguem se arrastar/engatinhar devem ser encorajados a serem tão ativos quanto possível em um ambiente seguro, supervisionado e estimulante.
4.  Crianças que conseguem andar sozinhas devem ser fisicamente ativas todos os dias durante pelo menos 180 minutos em atividades que podem ser fracionadas durante o dia e ocorrerem em ambientes fechados ou ao ar livre. Os 180 minutos podem incluir atividades leves, como ficar de pé, movendo-se, rolando e brincando, além de atividades mais energéticas como saltar, pular e correr.
5.    Crianças  dessa  faixa  etária  não  devem  permanecer  em  comportamentos  sedentários  por  longos  períodos,  exceto  quando  estão  dormindo.  O  comportamento  sedentário  representa  o  tempo  em  que  as  crianças estão fazendo muito pouco movimento físico, como passear de carro ou ficar no carrinho de bebê. Permanecer em comportamentos sedentários por longos períodos não é benéfico para a saúde e para o desenvolvimento da criança e deve ser evitado.
6.  Até os dois anos de vida recomenda-se que o tempo de tela (TV, tablet, celular, jogos eletrônicos) seja ZERO.
Crianças de 3 a 5 anos de idade

1.  Crianças dessa faixa etária devem acumular pelo menos 180 minutos de atividade física de qualquer intensidade distribuída ao longo do dia, incluindo uma variedade de atividades em diferentes ambientes e que desenvolvam a coordenação motora.
2.  Brincadeiras ativas, andar de bicicleta, atividades na água, jogos de perseguir e jogos com bola são as melhores maneiras para essa faixa etária se movimentar.
3.    A  partir  dos  três  anos  de  idade  atividades  físicas  estruturadas,  como  natação,  danças,  lutas,  esportes  coletivos, entre outras, também podem ser paulatinamente incluídas.
4.  Comportamentos sedentários devem ser fortemente evitados e recomenda-se que o tempo de tela seja limitado em 2 horas por dia, sendo que quanto menos tempo gasto frente às telas será melhor.
Crianças e adolescentes de 6 a 19 anos de idade

1.  Crianças e adolescentes dessa faixa etária devem acumular pelo menos 60 minutos diários de atividades  físicas  de  intensidade  moderada  a  vigorosa.  Atividades  de  intensidade  moderada  a  vigorosa  são aquelas que fazem a respiração acelerar e o coração bater mais rápido, tais como pedalar, nadar, brincar em  um  playground,  correr,  saltar  e  outras  atividades  que  tenham,  no  mínimo,  a  intensidade  de  uma caminhada.
2.   A prática de atividade física superior a 60 minutos fornece inúmeros benefícios adicionais para a saúde.
3.  Atividades de intensidade vigorosa, incluindo aquelas que são capazes de fortalecer músculos e ossos, devem ser realizadas em, pelo menos, três dias por semana. Para a população pediátrica essas atividades podem ser não estruturadas, como brincadeiras que incluam saltos, atividades de empurrar, puxar e apoiando/suportando o peso corporal.
4.  Atividades de flexibilidade envolvendo os principais movimentos articulares devem ser realizadas pelo menos três vezes por semana.
5.    Crianças  e  adolescentes  devem  ser  encorajados  a  participar  de  uma  variedade  de  atividades  físicas agradáveis e seguras que contribuam para o desenvolvimento natural, tais como, caminhadas, andar de bicicleta, praticar esportes diversos, se envolver em jogos e brincadeiras tradicionais da comunidade em que estão inseridas. Estas atividades melhoram os aspectos físico, emocional e social.
6.  Assim como para crianças de 3 a 5 anos de idade, comportamentos sedentários devem ser evitados e recomenda-se que o tempo de tela seja limitado em 2 horas por dia, sendo que quanto menos tempo gasto frente às telas será melhor. Porém, este limite não deve levar em consideração o tempo destinado ao uso de computador para realização de tarefas escolares.

Fonte: Revista Crescer 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Escola é melhor do que babá para o desenvolvimento infantil

É o que diz um estudo da Universidade de Oxford feito com 6 mil crianças a partir de 2 anos

 “Ele é tão novinho para ir à escola!” Quem nunca ouviu uma frase desse tipo ou mesmo não disse isso para si mesmo? É comum acreditar que matricular o filho em uma creche, berçário ou escola com poucos anos de vida seja algo negativo. Ledo engano. Pelo menos de acordo com as pesquisas. Há bastante tempo já se sabe que o convívio em ambiente escolar é benéfico para a criança. Agora, um novo estudo vem reforçar essa ideia.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, acompanharam 6 mil crianças de 2 a 7 anos e concluíram que as que entraram na escola mais cedo tiveram resultados positivos e muito significativos no desenvolvimento emocional e da linguagem. Segundo os cientistas, por mais rica que seja a aprendizagem promovida em casa, com babá ou outros cuidadores, a instituição de ensino traz benefícios ainda maiores.
“O resultado desse estudo era esperado. A criança de 2 anos está em fase de ampliação de mundo: já fala, se locomove e precisa explorar. Ficar somente dentro de casa é muito limitado”, comenta Ana Cassia Maturano, psicóloga clínica e coautora do livro Puericultura: Princípios e Práticas (Ed. Atheneu). 
“Uma babá geralmente cuida das necessidades básicas, como alimentação, higiene e sono. Ela também brinca e interage, mas pouco. Já a escola é um espaço em que a criança aprende a dividir, convive com outras crianças, se depara com diferentes situações e desafios e tem atividades mais estruturadas”, explica a psicóloga.

Fonte: Revista Crescer

 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Férias: ideias divertidas e de baixo custo

É possível gastar pouco e fazer programas divertidos com as crianças nas férias. Ainda dá tempo de aproveitar o tempo livre e sair do óbvio

 Estamos no meio das férias escolares e ainda tem quinze dias pela frente que exigem muita imaginação e criatividade dos pais. Inventar programas que ajudem as crianças a gastarem energia e se divertirem é a missão da hora em que se acorda a hora de dormir. E não é nada fácil. Fica ainda mais complicado quando a ideia é fugir de passeios mais corriqueiros como as idas aos shoppings centers e cinemas.

Passeios como andar de bicicleta ou sair pra tomar um sorvete podem deixar a criança feliz e satisfeita. "Além de estreitar os laços entre filhos e pais, o período de férias escolares pode ser um excelente momento para refletir sobre os programas que se faz entre família”, diz Isabella Henriques, diretora de Advocacy do Instituto Alana. “O que a criança quer e precisa é brincar, se isso for junto com as mães, pais ou responsáveis será ainda mais importante para elas em termos de consolidação dos vínculos afetivos e emocionais”, reforça.
 A imaginação é o maior recurso para o brincar. Incentivar as crianças a criarem seus brinquedos e brincadeiras com os objetos disponíveis em casa. Um lençol, por exemplo, pode virar uma capa ou uma cabaninha. Parece óbvio, mas não é. Até porque não é sempre que os pais deixam a criança sair amarrando a roupa de cama pela casa. No período escolar, muitas vezes, até as brincadeiras ficam restritas dentro de casa. “As crianças não precisam, necessariamente, de brinquedos novos ou consumir algo para se divertirem”, alerta Isabella. “Nessa mesma linha de pensamento, é importante que o tempo de telas (TV, computador, celulares, tablet) não domine os dias das férias. O consumo com parcimônia é muito importante. Substituir a tela por fazer um bolo na cozinha pode ser bem mais divertido, saudável e gostoso!”, complementa. Pode apostar.

Para quem mora em apartamento ou casa, vale reunir os amigos do prédio ou da rua e fazer uma proposta diferente de brincadeira. Bolar uma gincana ou uma caça ao tesouro é superdivertido e entretêm um número maior de crianças. Dos menores aos maiores, todos vão gostar de brincar. Você pode até criar um convite e sugerir que seu filho entregue aos amigos. Muitas vezes, a criança precisa apenas de uma boa ideia e essa ajuda pode vir dos pais.
Aproximar a comunidade e organizar uma Feira de Trocas de Brinquedos é uma das propostas do Programa Criança e Consumo, do Instituto Alana que criou, há cinco anos, a Feira como uma maneira engajada e divertida de repensar como consumimos, envolvendo adultos e crianças na prática.
Fora de casa, vale trocar os grandes centros por passeios em museus, planetários e pontos turísticos de sua cidade, lugares que podem render momentos divertidos, além de incentivar a descoberta de novos interesses pelas crianças. Os museus costumam oferecer muitas oficinas de graça nessa época do ano. As crianças adoram quando sair de uma exposição e poder experimentar as técnicas que acabaram de ver, por exemplo. A programação do SESC tem sempre ótimas opções.
Os parques também são boas soluções. Vale levar a bicicleta - ou alugar uma por lá, se o serviço estiver disponível - e fazer um passeio. Muitos parques têm bibliotecas e planetários que podem complementar o programa. Depois, você pode escolher uma sombra bem gostosa e fazer um piquenique. Parece bobagem, mas levar a criança ao supermercado e escolherem juntas o que vão comer no parque já é uma diversão. Cada etapa pode ser muito divertida se você a envolver.
Outra solução é aproveitar a cidade mais vazia e o trânsito mais leve para levar a criança conhecer o centro e os pontos turísticos da cidade. Passear a pé é uma delícia e propicia boas descobertas, além de novos interesses. Aos finais de semana, há cidades que oferecem festivais e feiras ao ar livre. Dá para buscar a programação nos sites das prefeituras.
Ideias não faltam e, quanto mais pais e mães se envolvem, mais a criança acha divertido e se engaja na brincadeira também. Vale sair do que é óbvio, do que é certo. Para as famílias que conseguem tirar esse período de descanso, as férias oferecem um tempo extra que pode - e deve! - ser aproveitado, mesmo que orçamento esteja apertado para fazer uma viagem, por exemplo. Divirta-se!

Fonte : Revista Crescer

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Pensando na segunda-feira? Estudo mostra que cuidar dos filhos cansa mais do que trabalhar

Pesquisa foi feita por especialistas da Bélgica

 Como a gente sempre diz por aqui, criança não trabalha, criança dá trabalho – e dá mesmo! Um estudo elaborado pela Universidade Católica de Lovanio, na Bélgica, provou que cuidar dos filhos pode nos deixar mais cansados do que trabalhar fora.

A pesquisa teve a participação de 2 mil pais. Os resultados apontaram que 1 em cada 10 pais afirmam que cuidar dos filhos gera desgaste físico e emocional. 13% dos entrevistados sofriam todos os sintomas típicos do esgotamento, ou burnout parental, como abatimento, sensação de incompetência e cansaço. A porcentagem varia de 12,9% para as mães e 11,6% para os pais.

Fonte - Revista Pais e Filhos

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Leite: tudo o que você precisa saber sobre ele

Ele é o primeiro alimento da vida e essencial para o desenvolvimento dos órgãos e para a formação óssea das crianças. Do materno ao de caixinha, descubra tudo sobre o leite na dieta infantil

Poderoso.  É assim que podemos descrever, muito resumidamente, o leite materno, já que ele tem tudo (e na medida certa!) que o bebê precisa para se desenvolver plenamente nos primeiros meses de vida. Recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como alimento exclusivo até os seis meses e como complemento até os 2 anos ou mais, ele é composto por proteína, carboidrato e gordura. É uma fonte inesgotável de vitaminas e minerais, como cálcio, potássio, zinco, magnésio e fósforo, que garantem o bom funcionamento das células, tecidos, músculos e órgãos do corpo todo. E o melhor: já vem aquecido e pronto para o consumo. “O organismo da mãe é tão sábio que ele sai do seio na temperatura corporal, cerca de 36ºC a 37ºC, para a criança não perder caloria”, explica o pediatra Hugo Ribeiro, professor da Universidade Federal da Bahia, consultor da OMS e especialista em nutrologia infantil pela Universidade de Cornnel (EUA). Água também é o que não falta a ele. É por isso que a criança amamentada somente no peito até o sexto mês não necessita de mais nada.

Além de nutrir e hidratar, o que torna esse leite ainda mais precioso é seu poder de evitar inúmeras doenças, fortalecendo o sistema imunológico dos bebês por meio dos anticorpos da mãe, que são liberados para o filho naturalmente do início ao fim da mamada. Recentemente, uma pesquisa da Universidade de Western (Austrália) revelou outro feito: durante a amamentação, se o leite que retorna pelos ductos mamários com a saliva do bebê carregar micro-organismos nocivos, o organismo da mulher os identifica estimulando uma resposta imunológica que muda a composição do leite. Ou seja, aumenta a quantidade de leucócitos para proteger a criança de infecções. Não à toa, os especialistas são unânimes em afirmar que ele é o melhor alimento para a criança, mesmo após a introdução alimentar, que deve ocorrer a partir do sexto mês.
Porém, mesmo com tamanha importância, apenas metade das mães consegue amamentar o filho até o primeiro ano, segundo dados de uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet. O estudo mostrou também que 68% das crianças brasileiras são amamentadas na primeira hora de vida e apenas 25% até os 2 anos. Há uma série de fatores que podem prejudicar o aleitamento, como a anatomia e fissuras dos seios, o estresse no pós-parto, entre outros (confira quadro ao lado). E, como a criança precisa ganhar cerca de 30 gramas por dia ou 900 gramas por mês nos primeiros meses de vida para se desenvolver bem, quando ela não atinge essa meta e o ganho insuficiente de peso está comprometendo a saúde, o pediatra pode sugerir a fórmula láctea como coadjuvante do leite materno.
Versão artificial X caixinha
Também conhecido como leite em pó, a fórmula láctea foi desenvolvida na década de 1970, mas só na metade dos anos 1980 tornou-se popular. Como o leite materno não pode ser copiado, a maioria é feita a partir do leite de vaca e tem característica semelhante ao humano, já que são enriquecidos com nutrientes no processo de fabricação, como vitaminas A e D (que não tem no leite animal), essenciais para formação óssea e para o sistema imunológico. A quantidade de gordura, proteína e o carboidrato (lactose, que é o açúcar do leite) também é modificada para atender a cada fase do desenvolvimento da criança.
Vale lembrar que as fórmulas devem ser servidas de acordo com as instruções da embalagem, respeitando a idade da criança e a quantidade de pó e água. “Colocar mais leite do que o recomendado pode levar ao excesso de peso e, menos, fará com que a criança não receba a quantidade adequada de nutrientes. Na hora de preparar, também é importante usar água filtrada”, diz a pediatra e nutróloga Daniela Gomes, do Hospital do Coração (SP). Vale lembrar que o tipo de fórmula a ser oferecida deve ter recomendação do pediatra ou nutricionista, de acordo com as necessidades de cada criança.
Embora os fabricantes indiquem o composto lácteo até os 2 anos ou mais, o pediatra Hugo Ribeiro alerta que, como a criança já come de tudo após 1 ano,  inclusive os derivados do leite, como queijos e iogurtes, o organismo já está acostumado a digerir o leite de vaca integral, popularmente chamado de caixinha. “Portanto, ela não precisa mais do artificial que, inclusive, é mais calórico e caro”, diz. No entanto, o leite de vaca é considerado o mais polêmico na área alimentar.
O médico americano Frank Oski, ex-diretor do Departamento de Pediatria da Universidade John Hopkins (EUA) e autor do livro Don’t Drink Your Milk ("Não Beba o seu Leite", em tradução livre), afirma que o alimento da vaca foi feito para os bezerros e não para humanos e possui proteínas e gorduras que são difíceis de serem digeridas. Ou seja, pode provocar alergias, constipação intestinal, difícil digestão, irritação dos tecidos e órgãos e baixar os níveis de minerais no sangue. Algumas pesquisas também mostram que alterações hormonais em crianças e adolescentes poderiam estar associadas com o consumo exagerado do alimento e seus derivados. Porém, vários outros estudos, como o do médico norte-americano Robert J. Collier, publicada no Journal of Animal Science, e pesquisa referência para o assunto, mostra que, embora exista o uso de hormônios do crescimento na alimentação dos animais, essas substâncias não são absorvidas pelo nosso organismo. Para os especialistas entrevistados pela CRESCER, apenas crianças com intolerância a lactose ou alergia à proteína do leite devem evitá-lo. Segundo eles, como cerca de 70% da massa óssea é criada até a adolescência, o cálcio (considerado o “cimento” do osso) é indispensável.
O leite de caixinha pode ser encontrado nas versões integral, semi-desnatado (com 50% menos calorias e gordura) e desnatado (isento de gordura e com poucas calorias). O melhor tipo para as crianças a partir de 1 ano – se ela não for obesa ou tiver problemas cardiovasculares ou refluxo, por exemplo – é o integral, que contém mais gordura, importante na infância desde que seja consumida com moderação.
Na prateleira, você encontra o pasteurizado ou Ultra High Temperature (UHT, em embalagem longa vida). A diferença entre eles está no tipo de temperatura a que são submetidos para eliminação dos micro-organismos. No processo de pasteurização, é aquecido a 75ºC. Deve ser conservado sob refrigeração e tem um prazo de validade médio de cinco a dez dias. Já no UHT, a bebida é aquecida a 150°C e depois resfriada. Seu tempo de prateleira é mais longo, até quatro meses, sem precisar de refrigeração. Vale lembrar que os dois tipos não precisam ser fervidos para o consumo e devem ser conservados na geladeira após aberto.
Alimento indispensável?
Apesar de todos os benefícios do leite, não há um consenso sobre até quando a criança ou o adulto precisa consumir esse tipo de alimento. “É claro que há outras formas de consumir cálcio na alimentação. Mas, como o leite é o alimento que tem o mineral em maior abundância, fica mais fácil atingir a meta”, defende o pediatra Hugo Ribeiro. Essa quantidade ideal a que se refere o pediatra equivale a 1.000 mg/dia do mineral, levando em conta uma criança de 4 a 8 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Ou seja, dois copos (200 ml) de leite e um pote de iogurte; ou uma fatia média de queijo, uma colher (sopa) de requeijão e um copo (200 ml) de leite por dia. Ao considerar uma dieta sem leite, seriam necessárias 13,5 porções de brócolis ou 48 ramos de espinafre diariamente.
Se o seu filho tem dificuldade de consumir o leite in natura, uma alternativa é oferecê-lo batido com frutas, no cereal (sem açúcar, claro!) ou em forma de mingaus, como o de aveia. Só tome cuidado para não adoçá-lo ou misturá-lo com achocolatados. Por mais que sejam bem aceitos pelas crianças, têm alto teor de glicose. Assim, o que seria um benefício acaba prejudicando o equilíbrio na alimentação da criança.
 Amamentar nem sempre é fácil, mas não impossível. Claro que há uma série de questões que podem dificultar o aleitamento, e não só no que diz respeito à mãe. “Prematuros, por exemplo, tendem a ter dificuldade em sugar, crianças com problemas anatômicos na boca também. Ainda assim, todos eles podem ser driblados, desde que a mulher receba apoio e orientação”, diz o pediatra e nutrólogo Ary Lopes Cardoso, responsável pela Unidade de Nutrologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP. Mas uma das grandes barreiras para o sucesso da amamentação é quando a mãe passa a desacreditar da capacidade do leite que produz. Por isso, nunca é demais reforçar: não existe leite materno fraco. E, ele é, sim, o melhor alimento que você pode oferecer ao seu filho. Por isso, insista. Será essa persistência, aliás, que vai ajudar na produção. “Os seios não são reservatórios que esvaziam. Eles produzem o líquido durante as mamadas. Por isso, quanto mais o bebê sugar, mais leite a mãe terá. Quem dita isso é a criança, de acordo com sua saciedade”, explica a pediatra e nutróloga Daniela Gomes. Portanto, relaxe, até porque o nervosismo pode ser prejudicial. Quando a mãe está estressada, o organismo pode ter dificuldade de liberar a ocitocina, hormônio responsável pela descida do leite. Mas, veja só, mesmo nesses casos, ainda há saída, por meio da relactação – técnica em que se utiliza uma sonda para o bebê mamar no peito. Confie no seu taco e peça ajuda sempre que sentir necessidade.

Entenda o rótulo
Dependendo do fabricante, a fórmula pode ter a versão normal ou específica para atender crianças alérgicas à proteína, intolerantes a lactose, com refluxo gastroesofágico e constipação intestinal. Porém, siga a orientação do pediatra do seu filho. Confira:
AR ou Antirrefluxo – É igual à fórmula normal, mas tem um amido que, junto com o suco gástrico, forma um gel e “pesa” no estômago, evitando que o leite volte.
Sem lactose – É indicado para crianças que têm intolerância a ela (entenda mais na página a seguir) e apresenta sintomas como diarreia persistente, cólicas abdominais e flatulência.

HA ou Fórmulas Hipoalergênicas – Possui proteínas hidrolisadas ou parcialmente hidrolisadas para quem tem alergia à proteína do leite de vaca.

Fórmulas prebióticas – Geralmente esse tipo contém adição de fibras para as crianças que sofrem com constipação intestinal.
DHA e ARA – Trata-se de gorduras importantes para o desenvolvimento mental da criança. No entanto, a maioria das fórmulas já tem.
À base de soja – Feito a partir da proteína isolada da soja, pode ser suplementado com aminoácidos (responsável pela formação muscular). Outra opção para crianças com alergia e intolerância.
Intolerância ou alergia?
Estima-se que uma a cada 20 crianças tem alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e podem apresentar coceira, urticárias e inchaço como sintomas dessa reação alérgica. Esses, aliás, podem aparecer durante o aleitamento materno ou depois, na introdução de outro leite. A enfermeira Aline Vanzelli, 22 anos, descobriu algumas bolinhas e manchas vermelhas no corpo de sua filha Laura, 1, quando ela tinha três meses. “Como o médico suspeitou de APLV e ela mama no peito, ele pediu para eu retirar o ingrediente da minha alimentação, pois a proteína era passada para ela através do meu leite”, conta. Após excluí-lo da dieta, a menina parou de ter problemas. Segundo o pediatra Fábio Ancona, especialista em nutrição infantil (SP), a falta de diagnóstico preciso pode aumentar os riscos e, em casos extremos, até levar à morte por anafilaxia, que é a reação mais grave. Já a intolerância à lactose é outra doença. “Ela acontece quando o organismo não produz a quantidade ideal de lactase, enzima intestinal responsável por digerir a lactose, o que leva a reações como diarreia, vômito e assadura perianal”, diz o pediatra Antonio Carlos Pastorino, chefe da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança (SP). Como os especialistas não recomendam o uso de lactase sintética para crianças, principalmente menores de 5 anos, é melhor retirar o componente da dieta. Na dúvida, procure sempre um especialista.

Alternativas
Já ouviu falar dos leites vegetais? Eles podem ser consumidos por crianças com APLV ou intolerância a lactose, a partir de 1 ano, e são encontrados nas versões soja, aveia, arroz e coco, entre outros. Só não se iluda: a composição deles é bem diferente do leite comum, apesar de receber esse nome. “Como geralmente é feito a partir do grão ou cereal com água, herda os componentes nutritivos e o sabor daquele alimento”, diz Débora. O leite de arroz, por exemplo, é rico em carboidratos e de fácil digestão, mas pobre em cálcio (a não ser que o fabricante enriqueça o produto com o mineral e outros nutrientes). O de aveia é rico em zinco (que reforça a imunidade) e em fibras, que ajudam o intestino preguiçoso. Já o de soja é o melhor no quesito proteína, pois contém maior quantidade do nutriente. Há vários tipos disponíveis no mercado e até mesmo aqueles com adição de frutas, que tem melhor aceitação pelas crianças. Mas evite comprar o produto sem conversar com o pediatra, já que muitos podem conter açúcar em sua formulação. Você também pode fazer em casa. Confira passo a passo abaixo.

Alternativas
Já ouviu falar dos leites vegetais? Eles podem ser consumidos por crianças com APLV ou intolerância a lactose, a partir de 1 ano, e são encontrados nas versões soja, aveia, arroz e coco, entre outros. Só não se iluda: a composição deles é bem diferente do leite comum, apesar de receber esse nome. “Como geralmente é feito a partir do grão ou cereal com água, herda os componentes nutritivos e o sabor daquele alimento”, diz Débora. O leite de arroz, por exemplo, é rico em carboidratos e de fácil digestão, mas pobre em cálcio (a não ser que o fabricante enriqueça o produto com o mineral e outros nutrientes). O de aveia é rico em zinco (que reforça a imunidade) e em fibras, que ajudam o intestino preguiçoso. Já o de soja é o melhor no quesito proteína, pois contém maior quantidade do nutriente. Há vários tipos disponíveis no mercado e até mesmo aqueles com adição de frutas, que tem melhor aceitação pelas crianças. Mas evite comprar o produto sem conversar com o pediatra, já que muitos podem conter açúcar em sua formulação. Você também pode fazer em casa. Confira passo a passo abaixo.


92% do leite materno é composto por água
 
RECEITA: LEITE DE AVEIA
 
Indicação: a partir de  1 ano
rendimento: 800 ml
1 copo (200 ml) de aveia em flocos
4 copos (200 ml) de água

 Misture tudo em uma jarra e deixe de molho (dentro ou fora da geladeira) por 12 horas. Depois, bata no liquidificador e peneire com um pano limpo. O leite deve ser consumido no mesmo dia.

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A primeira palavra do bebê

Em pesquisa, leitores da CRESCER afirmaram que "mamãe" foi a primeira palavra da maioria das crianças

 

Mamãe ou papai: qual foi a primeira palavra dita pelo seu bebê? De acordo com uma enquete realizada no Facebook da Crescer, "mamãe" foi a campeã, com 42 % dos votos, enquanto "papai" recebeu 17% das indicações. Outras palavras somaram 41%.
Ainda que as mães estejam comemorando o resultado, a pediatra Maria Amparo Martinez, do Hospital Santa Catarina (SP), acredita que o fonema "p" é mais fácil para a criança falar. “O som do 'm' é mais difícil. O mais comum é a criança começar a falar 'papa', mas tudo depende muito do meio em que ela vive e de como é estimulada”, explica.

As etapas da aquisição da linguagem
O desenvolvimento da linguagem acontece de forma contínua e gradual e cada criança obedecendo o seu ritmo. Por isso, nada de ansiedade ou de comparações! No entanto, de forma geral, é possível observar fases comuns para a maior parte delas.
Inicialmente, a criança emite sons guturais, o famoso “gu-gu”, “da-da”, passando pelas vocalizações (os sons das vogais), consonantizações (sons das consoantes) e silabações (a junção das consoantes e vogais). “Nesse início, ele está experimentando, brincando com os sons da língua. Somente será considerado uma palavra quando atribuímos um significado ao som que o bebê está fazendo e ele usa esse som para designar alguma coisa”, explica a fonoaudióloga Raquel Luzardo, diretora da FONOterapia – Clínica de Fonoaudiologia (SP).
As primeiras palavras costumam surgir entre os 10 e os 15 meses. Por volta dos 2 anos, a criança já é capaz de formar frases com duas ou três palavras. Aos 3 anos, as frases já são mais estruturadas e complexas. Já aos 4, o padrão de fala fica bem próximo ao do adulto, sem trocas de sons.
Quando se preocupar com a demora da criança para falar?
A demora para que os filhos comecem a falar é uma situação de angústia para os pais, como conta a jornalista Vanessa de Paula, mãe de Sara, 7 anos, e Murilo, 2 anos e 3 meses. “A Sara falou com 2 anos e 2 meses. Demorou um pouco, mas quando começou, falou direitinho, formando frases. Já o Murilo ainda não fala nada, a não ser “mama”. Minha mãe diz que meu irmão falou com 3 anos e que minha sobrinha também demorou. Por isso, não devo me preocupar, mas acho que ele pode estar sofrendo por querer falar”, diz ela que já buscou o auxílio de médicos e fonoaudiólogos.
Até os 2 anos é considerado normal a criança não falar. A partir daí, o indicado é buscar ajuda profissional para averiguar o que está acontecendo. Na maioria dos casos, os problemas com a fala estão relacionados à audição. Porém, um ambiente não favorável para o desenvolvimento da linguagem, onde a criança não precisa falar para ser atendida, ou questões envolvendo a parte cognitiva, como algum grau de autismo, ou déficit de atenção, também costumam impactar a fala dos bebês.
Como ajudar?
Os bebês aprendem por imitação e com a fala não é diferente. Por isso, a melhor forma de estimular o seu filho a falar é... falando. “É importante conversar desde sempre com a criança. Contar o que vai fazer, descrever a rotina, nomear as partes do corpo na hora do banho, mostrar as coisas na rua durante um passeio, ler histórias, cantar ... Tudo isso favorece o desenvolvimento da linguagem”, lembra Raquel.
Por outro lado, deve-se evitar palavras no diminutivo, que por serem mais longas, acabam ficando parecidas umas com as outras. Procure também não imitar quando a criança fala errado e não antecipar o que ela quer, atendendo prontamente a solicitação. É importante permitir e incentivar a criança a se expressar verbalmente. Na dúvida, vale consultar o pediatra do seu filho ou um profissional especializado, como um fonoaudiólogo.

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 27 de junho de 2017

Estresse tóxico: entenda o que é

Novo manual da Sociedade Brasileira de Pediatria chama atenção para os efeitos nocivos do estresse muito alto nas crianças

 Doença na família, problemas na escola, excesso de atividades. Todos passamos por momentos de estresse durante a vida, inclusive as crianças. No entanto, quando esses episódios se tornam frequentes e mais intensos que o normal, é preciso ligar o sinal de alerta, pois pode ser o que os médicos chamam de estresse tóxico, que tem efeitos nocivos e, muitas vezes, irreversíveis.

De acordo com a pediatra Liubiana Arantes, presidente do Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), existem três tipos de estresse: o positivo, o tolerável e o tóxico; e todos estão relacionados com a capacidade da criança de lidar com episódios negativos, conforme a maturidade e estágio de desenvolvimento e também com o apoio que a família dá nestes momentos.

Assim, com o objetivo de ajudar crianças e familiares a lidarem com os efeitos do estresse, a SBP acaba de lançar um manual, dirigido aos pediatras, de prevenção do estresse tóxico na infância.
Os tipos de estresse
O estresse positivo acontece quando a criança é submetida a momentos de estresse de baixa intensidade e por curtos períodos de tempo. No geral, há suporte familiar e ele traz benefícios à criança, como no início da vida escolar ou quando é necessário tomar uma vacina.
O estresse tolerável se dá quando a criança passa por situações difíceis por um período maior de tempo e apresenta dificuldades para lidar com elas, mas conta com a ajuda da família. É o caso, por exemplo, de uma doença séria que acomete algum familiar.
O estresse passa a ser considerado tóxico quando seu nível é muito alto ou quando a situação é repetida, de uma forma que supera a capacidade de a criança de lidar com ela. Se encaixam nesta categoria a violência física ou verbal, a privação econômica e social, o estresse dentro da escola com colegas e/ ou professores agressivos, a falta de carinho, a ausência de um ou de ambos os pais, o excesso de atividades ou um divórcio conturbado.
As consequências do estresse tóxico
Irritabilidade, distúrbios do sono, falta de equilíbrio, perda de imunidade e mudança brusca de comportamento são alguns dos sinais de que há algo errado acontecendo. Essas são algumas das consequências a curto prazo do estresse tóxico.
No médio prazo, é possível perceber uma piora no nível de inteligência e o aparecimento de transtornos comportamentais, como o transtorno de ansiedade e a depressão. No longo prazo, é significativamente maior o risco do surgimento de transtornos psiquiátricos, doenças autoimunes e doenças crônicas, como a diabetes, a hipertensão, e o AVC, acidente vascular cerebral.
Como ajudar seu filho
Segundo Liubiana, não há tratamento que reverta as consequências mais graves do estresse tóxico, já que o problema pode causar perda de sinapses (que são as conexões dos neurônios) e redução da capacidade cerebral. Entretanto, a médica lembra que é possível minizar os efeitos e evitar que o estresse atinja níveis mais altos, inserindo no dia a dia da criança hábitos saudáveis, alimentação adequada, menor exposição à telas, prática de esportes. Também é importante separar tempo suficiente para brincar, inclusive com os pais e prestar atenção à rotina de sono.
“Primeiro, os pais devem observar as próprias atitudes e como lidam com as situações de estresse. Eles devem procurar ajuda e tentar acolher, priorizando sempre o diálogo. Além disso, é preciso entender a criança dentro da idade mental dela, não como um adulto, como muitas vezes, os pais querem”, ressalta a médica.

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ouvir a voz da mãe ajuda bebê prematuro a se recuperar

Ava Allen nasceu de 26 semanas e foi salva pelas leituras da mãe

 Ava Allen foi salva pela voz da mãe. A menina nasceu após 26 semanas de gravidez com uma doença pulmonar rara. Com apenas dias de vida ela foi submetida a duas operações de emergência para conseguir respirar direito. De acordo com os médicos, nenhuma criança tão nova tinha sobrevivido a procedimentos como esse. 

A criança nasceu prematura porque a mãe não sabia da sua existência até o dia que desmaiou no trabalho e os exames mostraram que ela estava grávida de 25 semanas. Caters News, uma agência de notícias, compartilhou que a mãe Vicky, de 20 anos, não pôde pegar a filha no colo durante 15 semanas. Para transmitir seu amor pela a filha ela utilizava a leitura.

Ao ouvir a voz da mãe, a frequência cardíaca da menina começou a estabilizar até que ficar normal. Um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences já comprovou que bebês prematuros realmente melhoram ao ouvir o som da voz da mãe.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Especialistas recomendam suco só após 12 meses de vida

Novo relatório da American Academy of Pediatrics mostra preocupação com níveis de açúcar da bebida

Suco é uma presença constante no cardápio das crianças, mas um novo estudo feito pela American Academy of Pediatrics sugere que isso deva mudar.
As novas recomendações da agência, apresentadas na semana passada e publicadas pela revista Parents, aconselham que as crianças não tomem suco até os 12 meses de vida. Após essa idade, as crianças podem consumir sucos, desde que sejam 100% naturais, em dois copos por dia, em geral acompanhando o almoço e o jantar.
Ainda de acordo com o estudo, as crianças tem uma forte tendência a consumir suco, pois mata a sede e é gostoso. Isso faz com que esse público, acredite, seja o maior consumidor de sucos ou bebidas elaboradas a partir de frutas; metade do consumo que as crianças fazem de frutas, vem do suco. Como a maioria dos pais vê a bebida como uma opção saudável, a ingestão pode passar dos limites – mas não podemos nos esquecer que sucos são ricos em açúcar, mesmo que seja um açúcar natural, da própria fruta.

Fonte: Revista Pais e Filhos

 

Suco é uma presença constante no cardápio das crianças, mas um novo estudo feito pela American Academy of Pediatrics sugere que isso deva mudar.
As novas recomendações da agência, apresentadas na semana passada e publicadas pela revista Parents, aconselham que as crianças não tomem suco até os 12 meses de vida. Após essa idade, as crianças podem consumir sucos, desde que sejam 100% naturais, em dois copos por dia, em geral acompanhando o almoço e o jantar.
Ainda de acordo com o estudo, as crianças tem uma forte tendência a consumir suco, pois mata a sede e é gostoso. Isso faz com que esse público, acredite, seja o maior consumidor de sucos ou bebidas elaboradas a partir de frutas; metade do consumo que as crianças fazem de frutas, vem do suco. Como a maioria dos pais vê a bebida como uma opção saudável, a ingestão pode passar dos limites – mas não podemos nos esquecer que sucos são ricos em açúcar, mesmo que seja um açúcar natural, da própria fruta.
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terça-feira, 13 de junho de 2017

É seu direito! Custeio de fertilizações é obrigatório pelo SUS e planos de saúde

Através desse tratamento 60% dos casais engravidam em até três tentativas

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a infertilidade é considerada uma patologia e está na Classificação Internacional de Doenças, por isso existe a obrigatoriedade do custeio da fertilização pelos planos de saúde. Pela lei, caso seja comprovado, isso é um direito seu. Se você não receber esse apoio, pode recorrer ao judiciário.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde dezembro de 2012, também é obrigatório o custeio do tratamento para os casais que precisam. Foram destinados 10 milhões de reais para nove centros de saúde do país.
Segundo o especialista em fertilização, Ivan Penna, professor Adjunto de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina na Universidade Federal Fluminense, se você suspeita, o primeiro passo para diagnosticar a infertilidade é através do exame espermograma para os homens e o histerossalpingografia para as mulheres. “Após os resultados, basta ter o acompanhamento do ginecologista para iniciar o tratamento ou procurar um médico de fertilidade”, aconselha.
 Os tratamentos disponíveis para as mulheres são o namoro programado, inseminação intra-uterina e in-vitro. De acordo com o médico em caso de fertilização, 60% dos casais engravidam em até três tentativas.

Fonte: Revista Pais e Filhos

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Gripe em crianças: como prevenir e tratar

É só começar o inverno que o nariz do seu filho entope e a tosse seca vem com tudo. Às vezes, a febre alta, a dor no corpo e a garganta inflamada também entram em ação. É a gripe atacando. Saiba como evitar que os episódios aconteçam e, se já for tarde demais, entenda quais são as melhores maneiras de cuidar das crianças nesta temporada de frio

 

Não tem jeito. Quando as temperaturas começam a cair, a gripe vai chegando sem dó e pega todo mundo, inclusive as crianças. Para ajudar você a proteger seu filho, a reconhecer os sintomas e a cuidar dele, caso o vírus já tenha atacado, reunimos aqui as principais informações sobre o assunto. Confira!
O que é a gripe?

A gripe é uma infecção dos pulmões e das vias aéreas. É provocada pelo vírus influenza, transmitido pelas gotículas da tosse ou do espirro da pessoa infectada.
Os sintomas da gripe
No início, são mais brandos, como garganta irritada, tosse seca e congestão nasal. Depois, pode surgir febre alta e muita dor no corpo. Conforme a tosse se intensifica, começa a expectoração. A maioria dos sintomas diminui em cerca de três ou cinco dias.
Gripe: como tratar

Além do repouso (evitando esforço físico), é fundamental que a criança esteja sempre bem hidratada. Por isso, ofereça muito líquido (água, sucos naturais, água de coco). Para baixar a febre e aliviar as dores, o pediatra pode indicar medicamentos específicos, bem como descongestionante nasal se ele julgar necessário.
A gripe H1N1 é mais grave?

Não. Gripe é toda infecção causada pelos vírus chamados influenza. O H1N1 é um deles, e faz parte do tipo A. A única diferença é que os jovens, que não fazem parte do grupo de risco para a gripe comum, ficam mais suscetíveis a complicações por esse vírus. Vale esclarecer que crianças com menos de 2 anos (especialmente as menores de 6 meses), gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas e as que recebem quimioterapia já são tradicionalmente consideradas do grupo de risco para a gripe comum, bem como para o H1N1. Isso não quer dizer, no entanto, que terão complicações mais graves só porque foram infectadas por esse vírus especificamente. O que acontece é que o H1N1, assim como os demais vírus inluenza, sofre mutações constantemente e pode combinar-se com outros vírus. Em 2009, ele se juntou a um vírus que circulava entre os porcos e foi isso que gerou a pandemica de gripe suína. Como esse vírus era até então penas entre os animais, os seres humanos não tinham a menor imunidade. Isso explica a gravidade da crise.
Tamiflu

O Tamiflu (Oseltamivir) é uma das únicas drogas capazes de atuar contra o vírus influenza, causador de gripes como a H1N1, mas os médicos e autoridades de saúde alertam: não deve ser usada sem indicação. O uso sem critérios pode induzir à resistência do vírus, ou seja, o influenza pode se modificar e passar a ser mais resistente aos efeitos do Tamiflu. Também foi destacado que cerca de 90% dos casos de gripe evoluem para a cura espontânea, ou seja, sem medicamentos.
Prevenção

A vacinação contra a influenza é a melhor forma de se proteger. Ela pode ser oferecida a partir dos 6 meses, e é gratuita na rede pública para crianças até 5 anos. Vale lembrar que, como o vírus se modifica anualmente, o mesmo ocorre com a vacina. Portanto, a imunização deve ser repetida todo ano.
A alimentação pode ajudar na imunidade contra a gripe

Além da vacina, um reforço com alguns tipos de alimentos na dieta pode ajudar a prevenir a gripe. “A alimentação é a base para a prevenção de muitas doenças. A combinação de alimentos adequada tem o poder de deixar uma pessoa saudável e com boa imunidade para ter mais resistência a gripes e tantas outras doenças”, diz Liliane Opperman, nutróloga, especialista pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Veja aqui uma lista de alimentos para incluir no cardápio de casa e turbinar a imunidade da família inteira.
Gripe, resfriado ou alergia?

Não confunda: gripe e resfriado são doenças diferentes. Os sintomas, por mais parecidos que sejam, são mais fortes na gripe. O resfriado comum pode ser causado por vários vírus, sendo os mais frequentes o rinovírus e o adenovírus – e não há vacina para eles. Já as alergias respiratórias são respostas do organismo a substâncias consideradas alérgenas- muitas vezes se confundem por apresentarem quatro dos principais sintomas de gripes e resfriados: coriza, espirros, prurido (mais ralo e incolor, ao contrário do produzido em casos de gripes e resfriados, mais amarelados ou esverdeados) e obstrução nasal. Ao contrário de gripes e resfriados, são causadas pelo contato direto com a substância que causa a irritação e não causam febre e mal-estar generalizado.
Complicação
Uma das complicações mais frequentes associadas à gripe é a pneumonia. Isso acontece porque, quando o corpo está infectado pelo vírus influenza, os mecanismos de defesa ficam debilitados, de forma que o organismo se torna mais suscetível a infecções secundárias – daí a importância da vacinação. A pneumonia pode ser viral (quando o próprio vírus da gripe se dissemina nos pulmões) ou bacteriana (quando bactérias, como os pneumococos, se aproveitam da fragilidade do organismo para se multiplicar).

Revista Crescer