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quarta-feira, 22 de março de 2017
quarta-feira, 1 de março de 2017
Estudo: silêncio nas UTIs não é tão benéfico para desenvolvimento de prematuros
Bebês que passam as primeiras semanas de vida em quartos individuais em UTIs são privados de sons saudáveis
Quando o bebê chega ao mundo, toda a atenção da família recai sobre ele.
A pele macia e sedosa, os fios de cabelo finos e as mãos pequeninas o
fazem parecer uma criatura tão frágil e insegura que dá até medo de
pegar no colo. Se ele vem antes dos 9 meses de gestação, então, os
cuidados paternos e médicos precisam ser redobrados. Em alguns casos, o
recém-nascido precisa passar as primeiras semanas de vida em um quarto
individual na UTI neonatal para que nada prejudique seu desenvolvimento.
No entanto, se isso nos parece o mais sensato e seguro para o
crescimento do bebê, uma nova pesquisa realizada
na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington vem na contramão
do senso comum. Segundo os pesquisadores do estudo, os bebês que passam
os primeiros dias de vida em quartos individuais em UTIs são privados
de sons e ruídos benéficos (como sons e vozes humanas) que
influenciariam em um melhor desenvolvimento da linguagem no futuro
dessas crianças.
Mas qual a ligação entre os sons que o bebê escuta ainda prematuro na
UTI com a formação da linguagem? Ainda que muitos fatores tomem parte
importante na formação linguística, o fator sonoridade foi o escolhido,
já que uma pesquisa anterior indicou que, caso comparados prematuros que
ficam em quartos compartilhados com prematuros que ficam em quartos
individuais, estes últimos apresentam uma linguagem mais pobre aos 2
anos de idade. E isso pode ser explicado pelos ruídos dos equipamentos
médicos aos quais esses bebês são expostos na UTI: incubadoras,
ventiladores mecânicos e alarmes, por exemplo, aparelhos que produzem
sons muito "mecânicos".A situação piora quando o prematuro nasce em condições de maior risco e é encaminhado para um quarto privado, no qual não existem outros bebês e, portanto, o som de outras crianças, a conversa da equipe médica e até a visita de parentes é limitada ou quase inexistente. Esses barulhos seriam de grande importância para a criança, como aponta o pediatra Lívio Francisco da Silva Chaves, membro do departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria: "Sabemos que, independente de o bebê ser prematuro, o som da voz humana, principalmente a materna, traz um estímulo neurológico para a formação da linguagem e da audição no bebê com o tempo”. Dessa forma, então, o recém-nascido que fica em um quarto privado perde o gatilho de desenvolvimento que existe para outros prematuros que dividem a mesma sala na UTI neonatal e para os bebês no berçário.
Exposição sonora
E como a pesquisa da Universidade de Washington indica, o ideal é expor o bebê o mundo sonoro de uma maneira em que não haja tanto ruído, mas nem a ausência completa dele. "Tememos tanto em mexer no bebê, em fazer barulho por perto dele em prol de promover o silêncio, mas estamos vendo que isso não é necessariamente tão bom. O ruído é prejudicial, mas isolar a criança do contato com sons também. Ouvir vozes humanas é fundamental. Ao nascer, a criança já reconhece sons da língua materna. É importante que ela esteja exposta a isso e que os pais conversem com ela”, completa a fonoaudióloga.
Sons de UTI
No entanto, a pesquisa também trouxe à tona a questão dos barulhos mecânicos encontrados na UTI. Ainda que em dias atuais os ruídos dos aparelhos que compõem esses espaços hospitalares sejam controlados, algumas UTIs no país ainda não tem equipamentos que evitem sons abusivos. “Dentro do útero, a criança escuta em torno de 40 a 50 decibéis. Já na incubadora, o ruído chega a 78 decibéis. Um aparelho respirador tem em torno de 80 decibéis. Isso precisa ser pensado porque os sons interferem no desenvolvimento infantil como um todo”, explica o pediatra Lívio.
Esses ruídos artificiais, por sua vez, podem atrapalhar na qualidade de vida do bebê. Podem originar, por exemplo, alterações na pressão arterial e na frequência cardíaca, diminuição na resistência à dor da criança, estresse, agitação e irritação. O ideal seria construir um acesso mais humanizado que poderia até diminuir o tempo de internação, respeitando as possibilidades do prematuro.
As dicas que os profissionais costumam dar são para que os pais conversem e até cantem para o bebê. “Qualquer estímulo positivo para que a neuroplasticidade seja favorida é importante, e a música é um deles. A intesidade, a característica de ser aguda ou grave pode influenciar na frequencia cardíacada da criança. Além disso, a voz humana para a criança traz benefícios que influenciam na concentração, na memória e nos comportamento futuros”, sintetiza o pediatra.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
“Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar”
Coleção de Rubem Alves trata de temas delicados, como morte, tristeza e coragem
Rubem Alves, escritor e educador, gostava de repetir essa sua frase que aqui nos serve de título. Ele realmente defendia que a leitura é um dos maiores prazeres experimentados pela humanidade. Por isso mesmo, além de pregar sobre os benefícios dos livros, escrevia uma porção deles, para adultos e para crianças. E foram justamente quatro obras de Alves que caíram nas mãos de Lica de Barros, consultora de livros para a Pais & Filhos. Ela sugere e justifica a indicação de quatro volumes: A montanha encantada dos gansos selvagens; A libélula e a tartaruga; A operação de Lili; e O decreto da alegria. A coleção saiu pela editora FTD e todos têm ilustrações de Veridiana Scarpeli.segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Ser uma “mãe chata” faz os filhos serem mais bem-sucedidos
Navegando pela internet, vi este texto no site Bolsa de Mulher achei interessante compartilhar com vocês.
Se você se sente culpada por parecer rígida demais com os filhos e teme que eles pensem que você é uma mãe “chata”, saiba que os especialistas estão do seu lado e que, no futuro, seus pequenos vão lhe agradecer pela forma como a qual foram criados.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Essex, na Inglaterra, filhos de mães rígidas são mais bem-sucedidos profissionalmente do que as crianças que foram criadas por mães menos insistentes.
Para chegar a esta conclusão, pesquisadores acompanharam durante seis anos a vida de 15.500 meninas com idades entre 13 e 14 anos, e descobriram que as meninas com as mães que estabeleceram padrões elevados de educação tinham maiores chances de frequentar uma faculdade e ganhar salários mais altos.
Outro benefício de se ter uma “mãe chata”, de acordo com o estudo, é de que as mesmas meninas analisadas eram menos propensas a engravidar na adolescência. Portanto, se manter a ordem e criar regras em casa parece algo difícil e pouco popular, tenha em mente que, no futuro, seus filhos se tornarão adultos conscientes e independentes.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Paciência! 6 maneiras de ensinar seu filho a esperar
Seu filho acha que um ano passa em dez minutos? Confira as sugestões de Zena Eisenberg, especialista em educação infantil e professora da PUC-Rio, para ele compreender melhor a espera
1: Faça uma pizza em casa
Preparar com a criança alimentos que ela costuma encontrar já prontos, como pão e pizza, é uma ótima maneira de mostrar que é necessário ter dedicação, planejamento, trabalho e paciência para que as coisas se realizem: de ir comprar os ingredientes no supermercado até esperar a massa assar. Seu filho não só vivencia o processo, como vê o resultado concreto.
2: Plante um pé de feijão
A partir de 3 anos, a criança já é capaz de acompanhar o crescimento da planta, ainda que não consiga entendê-lo totalmente. Chame a atenção do seu filho para as diferentes etapas: a formação de raízes, o aparecimento do broto, das folhas, o crescimento. E, claro, envolva-o nos cuidados: regar, deixar ao sol, pôr mais algodão.
3: Registre a rotina
É por meio de suas obrigações diárias que a criança começa a entender que os acontecimentos têm certa frequência e duração. Fotografe seu filho nas principais tarefas do dia: acordando, escovando os dentes, tomando café da manhã, vestindo o uniforme. Imprima as fotos, monte um painel ou um varal e peça para que ele coloque os eventos em ordem. Assim, ele adquire a noção do que vem antes, depois e de tudo o que cabe em um dia.
4: Crie um calendário
Monte um grande calendário anual, colocando os principais acontecimentos: Carnaval, Páscoa, Natal, Dia das Crianças e aniversários de parentes e amigos (você pode colocar pequenas fotos deles). A partir de 2 anos, a criança já começa a contar. E ainda que não saiba quantificar com precisão, vai entender que falta muito tempo para o próprio aniversário quando vir todos aqueles quadrados em branco...
5: Desmonte objetos
Deixar seu filho desconstruir um relógio ou um brinquedo velho dará a ele a possibilidade de ver que eles funcionam por mecanismos. Cada peça é importante, tem seu papel e precisa estar no lugar exato, trabalhando em conjunto. Seu filho vai entender que algumas coisas são mais complexas do que ele imaginava.
6: Não diga "É rapidinho"
A criança precisa de medidas mais concretas, em uma linguagem inteligível e relacionada ao universo dela. Se o seu filho quer brincar enquanto você vê um filme, não diga: “Já, já eu vou” ou “Espere um pouco”. Responda que vai assim que o filme acabar. Para dar uma dimensão ainda mais precisa, use programas de que ele gosta: “Vou demorar dois episódios da Dora” ou “Você precisa esperar o tempo do Rei Leão”.
Preparar com a criança alimentos que ela costuma encontrar já prontos, como pão e pizza, é uma ótima maneira de mostrar que é necessário ter dedicação, planejamento, trabalho e paciência para que as coisas se realizem: de ir comprar os ingredientes no supermercado até esperar a massa assar. Seu filho não só vivencia o processo, como vê o resultado concreto.
2: Plante um pé de feijão
A partir de 3 anos, a criança já é capaz de acompanhar o crescimento da planta, ainda que não consiga entendê-lo totalmente. Chame a atenção do seu filho para as diferentes etapas: a formação de raízes, o aparecimento do broto, das folhas, o crescimento. E, claro, envolva-o nos cuidados: regar, deixar ao sol, pôr mais algodão.
3: Registre a rotina
É por meio de suas obrigações diárias que a criança começa a entender que os acontecimentos têm certa frequência e duração. Fotografe seu filho nas principais tarefas do dia: acordando, escovando os dentes, tomando café da manhã, vestindo o uniforme. Imprima as fotos, monte um painel ou um varal e peça para que ele coloque os eventos em ordem. Assim, ele adquire a noção do que vem antes, depois e de tudo o que cabe em um dia.
4: Crie um calendário
Monte um grande calendário anual, colocando os principais acontecimentos: Carnaval, Páscoa, Natal, Dia das Crianças e aniversários de parentes e amigos (você pode colocar pequenas fotos deles). A partir de 2 anos, a criança já começa a contar. E ainda que não saiba quantificar com precisão, vai entender que falta muito tempo para o próprio aniversário quando vir todos aqueles quadrados em branco...
5: Desmonte objetos
Deixar seu filho desconstruir um relógio ou um brinquedo velho dará a ele a possibilidade de ver que eles funcionam por mecanismos. Cada peça é importante, tem seu papel e precisa estar no lugar exato, trabalhando em conjunto. Seu filho vai entender que algumas coisas são mais complexas do que ele imaginava.
6: Não diga "É rapidinho"
A criança precisa de medidas mais concretas, em uma linguagem inteligível e relacionada ao universo dela. Se o seu filho quer brincar enquanto você vê um filme, não diga: “Já, já eu vou” ou “Espere um pouco”. Responda que vai assim que o filme acabar. Para dar uma dimensão ainda mais precisa, use programas de que ele gosta: “Vou demorar dois episódios da Dora” ou “Você precisa esperar o tempo do Rei Leão”.
Fonte: Revista Crescer
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Hypnobirthing ajuda a relaxar na hora do parto
Técnica americana começa a ser aplicada ainda durante a gestação
Criado nos Estados Unidos na década de 1920, o hypnobirthing chegou ao Brasil em 2013 e está presente em mais de 45 países. É uma técnica e também uma filosofia, que tem como princípio condicionar a mulher a relaxar na hora do parto e fazê-la passar pela gestação com menos medo e ansiedade. Como o nome sugere, o método utiliza a hipnose, mas não do modo como se imagina. A base são meditações guiadas que invocam imagens de tranquilidade, como flores desabrochando, que ajudam a mulher a visualizar a hora de dar à luz de uma forma mais serena. “O momento do parto é intenso, mas não precisa ter sofrimento. Com o curso, a mulher consegue estar preparada para aproveitar”, explica Lúcia Desideri Junqueira, fisioterapeuta, doula e instrutora de hypnobirthing. Esses roteiros de meditação devem ser praticados em casa e, durante as aulas, são combinados a outras técnicas de relaxamento, como massagens. A mulher é encorajada a escolher alguém em quem confie para gravar os comandos da meditação. Assim, quando as ouvir, o efeito calmante é potencializado e ela consegue relaxar com mais facilidade.sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Como dar limites para as crianças de acordo com a idade!
Bom dia!
Acho que toda mãe se preocupa em como dar uma boa educação e limites aos filhos , mas temos muitas dúvidas e inseguranças se estamos fazendo a coisa certa. A partir de qual idade temos que começar a dar limites? Quando eles começam a entender os tais limites? Enfim, temos mil questionamentos!
Encontrei um texto excelente na Revista Crescer, que recomenda os pais a darem limites de acordo com a idade. Segundo esse artigo, engana-se quem pensa que um bebê não tem limites. A rotina, por si só, já é o primeiro contato que seu filho tem com as regras da casa. Mas a maneira como elas são impostas varia conforme a maturidade da criança.
É natural que a criança menor demande mais atenção, inclusive na hora de dar limites. Porém, é importante ter as mesmas regras para todos em determinados casos – se devem comer à mesa, se podem mexer no computador da mãe, se precisam lavar a cabeça todos os dias… Entenda em que fase seu filho está e como funciona o limite em cada uma.
Até os 6 meses:
Ele não tem noção de que existem outras coisas além dele. Mas os horários de banhos e mamadas são suas primeiras regras.
Até os 2 anos:
Seu filho começa a perceber o mundo e as pessoas ao seu redor, mas ainda não sabe dividir – é a tradicional fase do “é meu!”. É nesse período que o “não”, principalmente relacionado à segurança, passa a fazer parte mais ativamente da vida dele. Porém, a criança nessa idade quase não entende essa palavrinha. Portanto, não ache que isso será suficiente para que ela não ponha mais o dedo na tomada. Se for preciso, retire-a de perto do perigo.
Dos 3 aos 5 anos:
É quando tem início os períodos de birra e da aquisição da fala, o que permite mais argumentação – é a fase dos porquês. Por isso, vale usar uma explicação mais elaborada, passando valores, questões morais e conceitos de bem-estar dela e do outro.
Após os 6 anos:
A autoridade dos pais começa a enfraquecer, pois passa a ser ainda mais dividida entre professores, pais de amigos, e outros. Nessa idade, começa o contraste das responsabilidades. Portanto, use a proibição somente nos casos em que a argumentação não é suficiente. O elogio continua sendo poderoso, mas ele precisa ser merecido. Isso não significa parabenizar só quando seu filho acertar, mas também quando ele se empenhar para conseguir. Quanto mais velha a criança, mais trabalho dá para colocar limites, mas nunca é tarde!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Dicas que podem ajudar a promover a amizade entre irmãos – por Carla Poppa
Se por um lado o filho mais velho pode perder subitamente o seu lugar de bebê na família quando nasce um irmão mais novo, por outro lado, também é comum que o filho mais novo não usufrua da mesma atenção dedicada ao primeiro filho. Essa combinação de experiências, se não for reconhecida e cuidada pelos pais, pode provocar ressentimentos e insatisfações na relação entre os irmãos. Quando isso acontece, os pequenos conflitos do dia a dia se transformam em oportunidades de expressar e encontrar algum alívio para a raiva que eles vêm acumulando ao longo do tempo. Essa dinâmica impede que as brincadeiras e as trocas afetivas entre as crianças possam acontecer, e com o passar do tempo, a relação entre os irmãos pode se desgastar e permanecer distante.
Para evitar que as brigas se tornem uma rotina, é possível oferecer alguns cuidados tanto no dia a dia da relação com as crianças como nos momentos das brigas. A ideia é tentar reconhecer e respeitar as necessidades emocionais de cada filho para que os ressentimentos não se acumulem:
Cuidado para não exigir do seu filho mais velho uma maturidade maior do que a idade dele permite
Quando nasce um novo filho e o primeiro filho se torna o “irmão mais velho” é preciso cuidado para não associar a esse novo papel da criança uma súbita cobrança por comportamentos mais maduros. É compreensível que com a chegada de um bebê na família, os pais incentivem a independência do filho mais velho. Porém, essa cobrança não pode ser excessiva. Se o filho mais velho for recriminado quando solicitar a atenção dos pais, ou perder seu direito de ser “paparicado” ou de receber “colo”, é possível que ele se sinta insatisfeito e ressentido com os pais e com seu irmão mais novo. Algumas crianças se esforçam e tentam corresponder com a expectativa dos pais e passam a agir de maneira mais independente do que a maioria das crianças da sua idade. Muitas vezes, ajudam até a cuidar do irmão mais novo, mas permanecem ressentidos por não terem sua fragilidade acolhida na relação com seus pais. Nesses casos, apesar do esforço que a criança faz para ser um filho que “não dá trabalho”, em algumas situações do dia a dia o ressentimento que sente foge do seu controle e ele pode ser agressivo com seus pais ou com seu irmão. Se os pais não conseguirem se sintonizar com os sentimentos (ressentimento, ciúmes, anseio de se sentir protegido…) que estão por trás da agressividade da criança é possível que se instale um ciclo vicioso na família: o irmão mais velho se sente ressentido, é agressivo com os pais e com o irmão mais novo, é colocado de castigo, se sente rejeitado e seu ressentimento se intensifica, assim como seus comportamentos agressivos…
Cuidado para cultivar um vinculo forte com o filho mais novo que permita impor limites às suas atitudes
Muitos pais costumam dizer que criar o segundo, ou terceiro filho é “muito mais fácil”. Essa afirmação faz mesmo sentido, já que é no nascimento do primeiro filho que os pais precisam aprender a serem pais e, mais importante, a se reconhecer e se apropriar dessa nova função. Com os outros filhos esse desafio não se apresenta mais. Por isso, muitas vezes, as mães e os pais se sentem mais tranquilos nos primeiros meses de vida do segundo filho, o que pode ajudá-lo a dormir melhor, a chorar menos e a se adaptar à rotina da casa com maior facilidade. Por outro lado, a atenção que os pais dedicam ao segundo filho, mesmo nos seus primeiros meses de vida, não costuma ser uma atenção exclusiva como foi com o primeiro filho. Se para alguns pais essa percepção não traz grandes consequência, pois, com o tempo, a relação com o segundo filho também vai se estreitando, para outros pais, que não conseguem estreitar a relação com o filho mais novo, essa percepção pode fazer com que se sintam muito culpados. Nesse contexto, é possível que os pais sejam mais coniventes e menos exigentes, ou ainda, que exagerem nos elogios ao segundo filho como uma maneira de compensar e se redimir pelo desequilíbrio que acreditam que existe na atenção que dedicam aos seus filhos.
Essa dinâmica tem consequências tanto para o filho mais novo quanto para o mais velho. O mais novo tende a agir com a intenção de conseguir atenção. Pode invadir as brincadeiras do irmão mais velho com seus amigos, e ter atitudes que irritam o irmão. E o mais velho pode se sentir ressentido por não ser protegido nesses momentos pelos pais e também desvalorizado, quando os elogios ao filho mais novo são desproporcionais.
O risco é que os dois filhos permaneçam ressentidos e se sintam menos amados pelos pais, o que pode impedir as trocas de afeto entre eles. Por isso, quando essa dinâmica é identificada é preciso atenção para que as reais necessidades das crianças possam ser atendidas (no caso do mais novo, uma maior proximidade e intimidade com os pais; e do mais velho, a proteção e o reconhecimento das suas qualidades).
Permita que seus filhos expressem suas dificuldades de lidar com o irmão e os ajude a lidar com essas situações
Mesmo nas famílias em que a atenção aos filhos é bem equilibrada, a convivência entre irmãos pode levar a alguns conflitos. Nessas situações, é comum que os irmãos sintam raiva e, como ainda precisam aprender a lidar com esse sentimento, podem ser agressivos um com o outro. Por isso, as brigas representam uma oportunidade de ensiná-los a lidar com a raiva, o que é mais fácil de fazer quando o autocontrole dos pais está bem desenvolvido e eles conseguem se manter calmos nessas situações para pedir que as crianças respirem fundo, se acalmem e contem o que aconteceu. Quando a intenção dos pais não é de “buscar culpados”, mas de ajudar as crianças a lidar com suas emoções, o relato da briga não tem como objetivo descobrir quem está certo e quem está errado, mas passa a ser o de ajudar as crianças a verbalizar o que desejam e buscar um acordo por meio do diálogo. Quanto mais as crianças puderem desenvolver a sua capacidade de verbalizar suas emoções, desejos e expectativas, menos precisarão recorrer à agressividade. Isso porque a agressividade aparece (inclusive nos adultos!!) como recurso quando faltam palavras!!
Reserve um tempo para usufruir da companhia de cada filho
A melhor maneira de diminuir a competitividade, os ressentimentos, e favorecer a amizades e as brincadeiras entre os irmãos é cuidar para que se sintam bem em relação a quem eles são. Quando as crianças se sentem bem em relação a si mesmas, elas ficam abertas para a troca de afetos e para as brincadeiras. Para isso, tente reservar um tempo para fazer uma atividade prazerosa com cada um dos seus filhos. As interações em que a criança tem a atenção dos pais dedicada a ela são muito importantes para o fortalecimento da sua autoestima. Não só por ela perceber que é capaz de proporcionar momentos de alegria para as pessoas que ama, como também porque nesses momentos os pais podem perceber com maior clareza as qualidades do seu filho e contar para ele. Quanto mais fortalecida emocionalmente a criança estiver, mais ela poderá se relacionar em uma posição de igualdade não só com seus irmãos como com as outras crianças, para estreitar e aproveitar os seus laços de amizade!!
Carla Poppa é psicóloga formada pela PUC-SP, fez especialização em Gestalt Terapia pelo Instituto Sedes Sapientae. É mestre e doutoranda em Desenvolvimento Infantil na PUC-SP.
Atende em seu consultório, na Rua Dr. Veiga Filho, 350, em Higienópolis, crianças, adolescentes e adultos, onde também orienta pais em sessões individuais ou em grupo.
fonte; Blog Just Real Moms
quinta-feira, 31 de julho de 2014
10 razões pelas quais aparelhos móveis devem ser proibidos para crianças menores de 12 anos!
A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria afirmam que crianças de 0 a 2 anos não devem ter nenhuma exposição à tecnologia, crianças de 3 a 5 anos devem ser limitadas à uma hora de exposição por dia e crianças e adolescentes de 6 a 18 anos devem ser restritas a duas horas por dia (AAP 2001/13, CPS 2010). Crianças e jovens usam de quatro a cinco vezes a quantidade de tecnologia recomendada, provocando consequências graves e, em muitos casos, colocando suas vidas em risco (Fundação Kaiser 2010, Active Healthy Kids Canada 2012). Aparelhos eletrônicos móveis (telefones celulares, tablets, jogos eletrônicos) aumentaram muito o acesso e uso de tecnologia, especialmente por crianças muito pequenas (Common Sense Media, 2013). Como terapeuta ocupacional pediátrica, convoco pais, professores e governos a proibir o uso de todos os mobiles para crianças com menos de 12 anos. Seguem dez razões, todas apoiadas em pesquisas, para justificar essa proibição. Para ter acesso às pesquisas com referências, procure o Zone'in Fact Sheet no site zonein.ca.
1. Crescimento cerebral acelerado
Entre 0 e 2 anos de idade, o cérebro da criança triplica de tamanho, e ele continua em estado de desenvolvimento acelerado até os 21 anos de idade (Christakis 2011). O desenvolvimento cerebral infantil é determinado pelos estímulos do ambiente ou a ausência deles. Já foi comprovado que o estímulo a um cérebro em desenvolvimento causado por superexposição a tecnologias (celulares, internet, iPad, TV) é associado ao déficit de funcionamento executivo e atenção, atrasos cognitivos, prejuízo da aprendizagem, aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de se autorregular, por exemplo, acessos de raiva (Small 2008, Pagini 2010).
Entre 0 e 2 anos de idade, o cérebro da criança triplica de tamanho, e ele continua em estado de desenvolvimento acelerado até os 21 anos de idade (Christakis 2011). O desenvolvimento cerebral infantil é determinado pelos estímulos do ambiente ou a ausência deles. Já foi comprovado que o estímulo a um cérebro em desenvolvimento causado por superexposição a tecnologias (celulares, internet, iPad, TV) é associado ao déficit de funcionamento executivo e atenção, atrasos cognitivos, prejuízo da aprendizagem, aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de se autorregular, por exemplo, acessos de raiva (Small 2008, Pagini 2010).
2. Atraso no desenvolvimento
O uso de tecnologia restringe os movimentos, o que pode resultar em atraso no desenvolvimento. Hoje uma em cada três crianças ingressa na escola com atraso no desenvolvimento, o que provoca impacto negativo sobre a alfabetização e o aproveitamento escolar (HELP EDI Maps 2013). A movimentação reforça a capacidade de atenção e aprendizado (Ratey 2008). O uso de tecnologia por menores de 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento e aprendizado infantis (Rowan 2010).
O uso de tecnologia restringe os movimentos, o que pode resultar em atraso no desenvolvimento. Hoje uma em cada três crianças ingressa na escola com atraso no desenvolvimento, o que provoca impacto negativo sobre a alfabetização e o aproveitamento escolar (HELP EDI Maps 2013). A movimentação reforça a capacidade de atenção e aprendizado (Ratey 2008). O uso de tecnologia por menores de 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento e aprendizado infantis (Rowan 2010).
3. Obesidade epidêmica
Existe uma correlação entre o uso de televisão e videogames e o aumento da obesidade (Tremblay 2005). Crianças às quais se permite que usem um aparelho digital no quarto têm incidência 30% mais alta de obesidade (Feng 2011). Uma em cada quatro crianças canadenses e uma em cada três crianças americanas são obesas (Tremblay 2011). 30% das crianças com obesidade vão desenvolver diabetes, e os obesos correm risco maior de AVC e ataque cardíaco precoce, resultando em grave redução da expectativa de vida (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, 2010). Em grande medida devido à obesidade, as crianças do século 21 talvez formem a primeira geração da qual muitos integrantes não terão vida mais longa que seus pais (Professor Andrew Prentice, BBC News 2002).
Existe uma correlação entre o uso de televisão e videogames e o aumento da obesidade (Tremblay 2005). Crianças às quais se permite que usem um aparelho digital no quarto têm incidência 30% mais alta de obesidade (Feng 2011). Uma em cada quatro crianças canadenses e uma em cada três crianças americanas são obesas (Tremblay 2011). 30% das crianças com obesidade vão desenvolver diabetes, e os obesos correm risco maior de AVC e ataque cardíaco precoce, resultando em grave redução da expectativa de vida (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, 2010). Em grande medida devido à obesidade, as crianças do século 21 talvez formem a primeira geração da qual muitos integrantes não terão vida mais longa que seus pais (Professor Andrew Prentice, BBC News 2002).
4. Privação de sono
60% dos pais não supervisionam o uso que seus filhos fazem de tecnologia, e 75% das crianças são autorizadas a usar tecnologia no quarto de dormir (Fundação Kaiser 2010). 75% das crianças de 9 e 10 anos têm déficit de sono em grau tão alto que suas notas escolares sofrem impacto negativo (Boston College 2012).
60% dos pais não supervisionam o uso que seus filhos fazem de tecnologia, e 75% das crianças são autorizadas a usar tecnologia no quarto de dormir (Fundação Kaiser 2010). 75% das crianças de 9 e 10 anos têm déficit de sono em grau tão alto que suas notas escolares sofrem impacto negativo (Boston College 2012).
5. Doença mental
O uso excessivo de tecnologia é um dos fatores responsáveis pelas incidências crescentes de depressão infantil, ansiedade, transtorno do apego, déficit de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento infantil problemático (Bristol University 2010, Mentzoni 2011, Shin 2011, Liberatore 2011, Robinson 2008). Uma em cada seis crianças canadenses tem uma doença mental diagnosticada, e muitas tomam medicação psicotrópica que apresenta riscos (Waddell 2007).
O uso excessivo de tecnologia é um dos fatores responsáveis pelas incidências crescentes de depressão infantil, ansiedade, transtorno do apego, déficit de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento infantil problemático (Bristol University 2010, Mentzoni 2011, Shin 2011, Liberatore 2011, Robinson 2008). Uma em cada seis crianças canadenses tem uma doença mental diagnosticada, e muitas tomam medicação psicotrópica que apresenta riscos (Waddell 2007).
6. Agressividade
Conteúdos de mídia violentos podem causar agressividade infantil (Anderson, 2007). A mídia de hoje expõe as crianças pequenas cada vez mais violência física e sexual. O game "Grand Theft Auto V" retrata sexo explícito, assassinato, estupros, tortura e mutilação; muitos filmes e programas de TV fazem o mesmo. Os EUA classificaram a violência na mídia como Risco à Saúde Pública, devido a seu impacto causal sobre a agressividade infantil (Huesmann 2007). A mídia informao uso crescente de restrições físicas e salas de isolamento para crianças que exibem agressividade descontrolada.
Conteúdos de mídia violentos podem causar agressividade infantil (Anderson, 2007). A mídia de hoje expõe as crianças pequenas cada vez mais violência física e sexual. O game "Grand Theft Auto V" retrata sexo explícito, assassinato, estupros, tortura e mutilação; muitos filmes e programas de TV fazem o mesmo. Os EUA classificaram a violência na mídia como Risco à Saúde Pública, devido a seu impacto causal sobre a agressividade infantil (Huesmann 2007). A mídia informao uso crescente de restrições físicas e salas de isolamento para crianças que exibem agressividade descontrolada.
7. Demência digital
O conteúdo de mídia que passa em alta velocidade pode contribuir para o déficit de atenção e também para a redução de concentração e memória, devido ao fato de o cérebro "podar" os caminhos neurais até o córtex frontal (Christakis 2004, Small 2008). Crianças que não conseguem prestar atenção não conseguem aprender.
O conteúdo de mídia que passa em alta velocidade pode contribuir para o déficit de atenção e também para a redução de concentração e memória, devido ao fato de o cérebro "podar" os caminhos neurais até o córtex frontal (Christakis 2004, Small 2008). Crianças que não conseguem prestar atenção não conseguem aprender.
8. Criação de dependência
À medida que os pais se apegam mais e mais à tecnologia, eles se desapegam de seus filhos. Na ausência de apego parental, as crianças podem apegar-se aos aparelhos digitais, e isso pode resultar em dependência (Rowan 2010). Uma em cada 11 crianças e jovens de 8 a 18 anos é viciada em tecnologia (Gentile 2009).
À medida que os pais se apegam mais e mais à tecnologia, eles se desapegam de seus filhos. Na ausência de apego parental, as crianças podem apegar-se aos aparelhos digitais, e isso pode resultar em dependência (Rowan 2010). Uma em cada 11 crianças e jovens de 8 a 18 anos é viciada em tecnologia (Gentile 2009).
9. Emissão de radiação
Em maio de 2011 a Organização Mundial de Saúde classificou os telefones celulares (e outros aparelhos sem fios) como risco de categoria 2B (possivelmente carcinogênico), devido à emissão de radiação (OMS 2011). Em outubro de 2011, James McNamee, da Health Canada, lançou um aviso cautelar dizendo: "As crianças são mais sensíveis que os adultos a uma série de agentes, porque seus cérebros e sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento." (Globe and Mail 2011). Em dezembro de 2013 o Dr. Anthony Miller, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Toronto, recomendou que, com base em pesquisas novas, a exposição a frequências de rádio seja reclassificada como risco de categoria 2A (provavelmente carcinogênico), não 2B (possivelmente carcinogênico). A Academia Americana de Pediatria pediu uma revisão das emissões de radiação de campo eletromagnético de aparelhos de tecnologia, citando três razões relativas ao impacto sobre as crianças (AAP 2013).
Em maio de 2011 a Organização Mundial de Saúde classificou os telefones celulares (e outros aparelhos sem fios) como risco de categoria 2B (possivelmente carcinogênico), devido à emissão de radiação (OMS 2011). Em outubro de 2011, James McNamee, da Health Canada, lançou um aviso cautelar dizendo: "As crianças são mais sensíveis que os adultos a uma série de agentes, porque seus cérebros e sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento." (Globe and Mail 2011). Em dezembro de 2013 o Dr. Anthony Miller, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Toronto, recomendou que, com base em pesquisas novas, a exposição a frequências de rádio seja reclassificada como risco de categoria 2A (provavelmente carcinogênico), não 2B (possivelmente carcinogênico). A Academia Americana de Pediatria pediu uma revisão das emissões de radiação de campo eletromagnético de aparelhos de tecnologia, citando três razões relativas ao impacto sobre as crianças (AAP 2013).
10. Insustentável
O modo em que as crianças são criadas e educadas com a tecnologia deixou de ser sustentável (Rowan 2010). As crianças são nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia. É necessária e urgente uma abordagem de equipe para reduzir o uso de tecnologia pelas crianças.
O modo em que as crianças são criadas e educadas com a tecnologia deixou de ser sustentável (Rowan 2010). As crianças são nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia. É necessária e urgente uma abordagem de equipe para reduzir o uso de tecnologia pelas crianças.
As Diretrizes de Uso de Tecnologia para crianças e adolescentes, vistas abaixo, foram desenvolvidas por Cris Rowan, terapeuta ocupacional pediátrica e autora de Virtual Child; o Dr. Andrew Doan, neurocientista e autor de Hooked on Games; e a Dra. Hilarie Cash, diretora do Programa reSTART de Recuperação da Dependência da Internet e autora de Video Games and Your Kids, com contribuições da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Pediátrica Canadense, no intuito de assegurar um futuro sustentável para todas as crianças.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Academia Americana de Pediatria recomenda a leitura para bebês desde o nascimento
O objetivo é estimular os pais a incluírem esse hábito na rotina. Especialistas apontam que ler para a criança fortalece o vínculo e estimula a aquisição da linguagem no futuro.
Folhear as páginas, admirar as ilustrações, sentir o cheiro do papel e descobrir uma nova história. Ler um livro é quase uma poesia. Agora imagine fazer isso para o seu bebê, desde os seus primeiros dias, com a certeza de ter uma série de benefícios em um futuro breve.
Essa é a nova recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP), baseada em muitos estudos que comprovam que ler para o seu filho - desde o nascimento - estimula o cérebro e reforça o vínculo entre filhos e pais. “As crianças desenvolvem a linguagem, o aprendizado da leitura e adquirem capacidades emocionais importantes para o resto de suas vidas”, explicou em nota a AAP. Para a pediatra Pamela C. High, autora da nova conduta, fortes evidências científicas mostram que o fato de o pediatra, durante a consulta, recomendar a leitura em casa pode fazer a diferença na vida das crianças e de suas famílias.
O escritor Ilan Brenman, doutor em educação e colunista da CRESCER, comemora a recomendação. Como autor de livros (Até as Princesas Soltam Pum, Clara, Telefone sem Fio) e pai de duas meninas, a Lis, de 10 anos, e a Íris, 7, ele sabe como a literatura é capaz de criar vínculos fortes na família. “O bebê entende que aquele é um momento em que a atenção do pai ou da mãe é só dele e, com o tempo, pede pelas histórias. Foi assim com as minhas filhas que, com poucos meses, já engatinhavam pela casa em busca de livros e entregavam para mim ou para a mãe. Elas queriam ouvir histórias e nós éramos os portadores das palavras. Não existe relação mais bonita”, conta.
Para a psicóloga Melina Blanco Amarins, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), a leitura deve ser um momento de prazer. “Para que isso aconteça, pai e mãe devem estar despreocupados, com a mente livre, para também curtir a história com a criança. E, por isso, não existe uma regra de horário ou do melhor jeito. Cada família vai descobrir o seu ao ver a expressão do bebê diante de uma voz diferente, de uma música, de uma gargalhada”, explica a especialista.
Quando se fala em desenvolvimento da linguagem que a contação de histórias proporciona às crianças, Ilan ressalta que, ao ouvir o pai ou mãe lendo um livro, a criança escuta um tipo de narração diferente da nossa fala coloquial, aquela que usamos no dia a dia. “Ela vai aprender palavras e expressões novas e vai guardar na sua memória para usar em um futuro breve.”
O melhor jeito de começar essa relação com seu filho é fazer uma visita a livrarias ou bibliotecas ainda na gravidez. Aqui no site CRESCER, você encontra a Lista dos 30 melhores livros infantis do ano, que pode ajudá-lo. Você vai descobrir que existem verdadeiras obras de arte na literatura infantil. Compre alguns, separe as suas histórias e personagens preferidos. Quando a criança nascer, apresente a ela e deixe que tenha contato com os livros. “Elas colocam na boca, fazem de cabaninha, exploram as obras de forma diferente. É assim que criam proximidade com o objeto e com as histórias”, completa Ilan.
E quando você tiver vontade de ler um livro para o seu filho, não se preocupe com a hora ou o lugar, apenas faça. Esse, certamente, vai se tornar mais um dos momentos inesquecíveis entre vocês!
O escritor Ilan Brenman, doutor em educação e colunista da CRESCER, comemora a recomendação. Como autor de livros (Até as Princesas Soltam Pum, Clara, Telefone sem Fio) e pai de duas meninas, a Lis, de 10 anos, e a Íris, 7, ele sabe como a literatura é capaz de criar vínculos fortes na família. “O bebê entende que aquele é um momento em que a atenção do pai ou da mãe é só dele e, com o tempo, pede pelas histórias. Foi assim com as minhas filhas que, com poucos meses, já engatinhavam pela casa em busca de livros e entregavam para mim ou para a mãe. Elas queriam ouvir histórias e nós éramos os portadores das palavras. Não existe relação mais bonita”, conta.
Para a psicóloga Melina Blanco Amarins, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), a leitura deve ser um momento de prazer. “Para que isso aconteça, pai e mãe devem estar despreocupados, com a mente livre, para também curtir a história com a criança. E, por isso, não existe uma regra de horário ou do melhor jeito. Cada família vai descobrir o seu ao ver a expressão do bebê diante de uma voz diferente, de uma música, de uma gargalhada”, explica a especialista.
Quando se fala em desenvolvimento da linguagem que a contação de histórias proporciona às crianças, Ilan ressalta que, ao ouvir o pai ou mãe lendo um livro, a criança escuta um tipo de narração diferente da nossa fala coloquial, aquela que usamos no dia a dia. “Ela vai aprender palavras e expressões novas e vai guardar na sua memória para usar em um futuro breve.”
O melhor jeito de começar essa relação com seu filho é fazer uma visita a livrarias ou bibliotecas ainda na gravidez. Aqui no site CRESCER, você encontra a Lista dos 30 melhores livros infantis do ano, que pode ajudá-lo. Você vai descobrir que existem verdadeiras obras de arte na literatura infantil. Compre alguns, separe as suas histórias e personagens preferidos. Quando a criança nascer, apresente a ela e deixe que tenha contato com os livros. “Elas colocam na boca, fazem de cabaninha, exploram as obras de forma diferente. É assim que criam proximidade com o objeto e com as histórias”, completa Ilan.
E quando você tiver vontade de ler um livro para o seu filho, não se preocupe com a hora ou o lugar, apenas faça. Esse, certamente, vai se tornar mais um dos momentos inesquecíveis entre vocês!
4 dicas para contar histórias para bebês
- Na hora de apresentar um livro, escolha histórias curtas, mas que tenham um enredo que você também goste;
- Prepare o ambiente, coloque o bebê no colo e conte a história sem pressa;
- Bebês adoram histórias com repetição, grandes ilustrações, poemas e brincadeiras com palavras;
- Embora conheçam tudo com as mãos e a boca, não quer dizer que só precise ser de plástico para não estragar. Vá, aos poucos, ensinando que livro não se põe na boca, não se rabisca, nem rasga...
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Como dar limites para as crianças de acordo com a idade!
Bom dia mamães!!!
Quando nos tornamos mães começamos a ir atrás de informações com finalidade de tentarmos melhorar em alguns quesitos. E, para mim, o que mais me faz entrar e pesquisar na internet são os assuntos “limites” e “educação”. Então achei interessante compartilhar com vocês este post do Blog Just Real Moms.
A partir de qual idade temos que começar a dar limites? Quando eles começam a entender os tais limites? Enfim, temos mil questionamentos!
Encontrei um texto excelente na Revista Crescer, que recomenda os pais a darem limites de acordo com a idade. Segundo esse artigo, engana-se quem pensa que um bebê não tem limites. A rotina, por si só, já é o primeiro contato que seu filho tem com as regras da casa. Mas a maneira como elas são impostas varia conforme a maturidade da criança.
É natural que a criança menor demande mais atenção, inclusive na hora de dar limites. Porém, é importante ter as mesmas regras para todos em determinados casos – se devem comer à mesa, se podem mexer no computador da mãe, se precisam lavar a cabeça todos os dias… Entenda em que fase seu filho está e como funciona o limite em cada uma.
Até os 6 meses:
Ele não tem noção de que existem outras coisas além dele. Mas os horários de banhos e mamadas são suas primeiras regras.
Até os 2 anos:
Seu filho começa a perceber o mundo e as pessoas ao seu redor, mas ainda não sabe dividir – é a tradicional fase do “é meu!”. É nesse período que o “não”, principalmente relacionado à segurança, passa a fazer parte mais ativamente da vida dele. Porém, a criança nessa idade quase não entende essa palavrinha. Portanto, não ache que isso será suficiente para que ela não ponha mais o dedo na tomada. Se for preciso, retire-a de perto do perigo.
Dos 3 aos 5 anos:
É quando tem início os períodos de birra e da aquisição da fala, o que permite mais argumentação – é a fase dos porquês. Por isso, vale usar uma explicação mais elaborada, passando valores, questões morais e conceitos de bem-estar dela e do outro.
Após os 6 anos:
A autoridade dos pais começa a enfraquecer, pois passa a ser ainda mais dividida entre professores, pais de amigos, e outros. Nessa idade, começa o contraste das responsabilidades. Portanto, use a proibição somente nos casos em que a argumentação não é suficiente. O elogio continua sendo poderoso, mas ele precisa ser merecido. Isso não significa parabenizar só quando seu filho acertar, mas também quando ele se empenhar para conseguir. Quanto mais velha a criança, mais trabalho dá para colocar limites, mas nunca é tarde!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
10 coisas que você deve saber sobre a “naninha” do seu filho!
Oi mamães, tudo bem?
No post de hoje vou falar sobre as famosas “naninhas” que a maioria da mães já conhece, né? Os paninhos, fraldinhas, cobertores e brinquedos de pano costumam fazer sucesso entre os bebês.
Denominados objetos transicionais, eles conferem às crianças suporte emocional, especialmente nos momentos de separação ou solidão. Sua importância é tão grande que até os personagens infantis os carregam consigo onde quer que estejam.
1. Nem toda criança tem objeto de transição
Ele entra em cena para ajudar o bebê a se sentir seguro e a lidar com a descoberta do mundo que o cerca. Mas, assim como algumas crianças sentem necessidade de usar o objeto, outras não precisam – e não há nada de errado nisso.
2. Ele só pode ser escolhido por seu filho
Você até pode oferecer algum objeto como paninho ou travesseiro enquanto ele pega no sono. Mas nada garante que ele o adotará. E não adianta insistir. A escolha é pessoal, feita pelo bebê, e pode surpreender os pais. Até um cheiro ou um som – como a música que você canta para ele dormir – pode se tornar o objeto de transição. Nesses casos, talvez você nem perceba qual é o item escolhido.
3. É saudável
Ele diminui a ansiedade do bebê nos momentos de separação da mãe, além de marcar uma fase importante do desenvolvimento psíquico. Através da interação com o meio e com o objeto de transição, o bebê passa a desenvolver criatividade, imaginação, cognição e afetividade.
4. Deve ser lavado (se for mesmo preciso)
O ideal é não lavar, pois o cheiro do item costuma remeter à mãe, e isso deve ser respeitado. Porém, como algumas crianças o carregam para todo lado, é inevitável que suje. A recomendação, então, é lavar se preciso. Seu filho notará a diferença, mas deixá-lo sujo pode trazer riscos à saúde, já que entra em contato com o nariz, olhos e boca. Uma conversa em que se estabeleçam acordos é a melhor solução – você pode sugerir que ele procure um objeto substituto.
5. Um, dois, três… Objetos de transição
Pode acontecer de a criança aceitar um segundo objeto enquanto o principal está fora de alcance. Também pode ser que ela escolha duas coisas ao mesmo tempo, como o cabelo da mãe e uma música, ou dedo na boca e um paninho. Mas, novamente, é a criança quem decide. Não adianta forçar para que ela tenha mais de um objeto.
6.Esqueceu em casa? Perdeu?
Se você já viajou e percebeu só quando chegou ao destino que o item de apego do seu filho ficou em casa, sabe bem o trabalho que isso pode dar. Algumas crianças sentem dificuldade para dormir, podem ficar manhosas e cair no choro. Cabe aos pais explicar a situação com clareza, independente da idade. Antes de oferecer um novo objeto, deixe seu filho tentar se adaptar com o que há disponível no local – geralmente funciona. Essa também pode ser uma chance de abandonar o hábito. “As crianças têm grande capacidade de se adaptar e encontram uma forma de lidar com a situação, seja encontrando um objeto substituto ou pegando no sono sozinhas”, explica Rita Lous, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR).
7. Quando levar pra escola?
Seu filho até pode levar o objeto para a classe, mas só enquanto for bebê ou estiver no período de adaptação, vivendo os primeiros momentos na escola – e fizer muita questão disso. Nessa fase, ele pode precisar de um apoio. Mas, à medida que se adapta à turma e ao ambiente, a escola costuma pedir ao aluno que o guarde na mochila até o final das aulas. Depois de um tempo, alguns colégios incentivam que ele seja deixado em casa. É comum também a criança perceber que os colegas não usam e, assim, resolver parar de levar.
8. E quando é uma parte do corpo
Não há problema nenhum se for cabelo, orelha, cotovelo ou qualquer parte do corpo da própria criança ou de terceiros. Porém, quando a necessidade do “objeto” for excessiva, é preciso cuidado. Ele serve para acalmar, e não pode ser usado o tempo todo nem restringir a vida dos pais – no caso de o item ser a parte do corpo de um deles. Se isso acontecer, vale consultar um psicólogo, pois pode se tratar de alguma angústia, de uma dificuldade de o bebê se separar da mãe (e vice-versa).
9. Passou da hora
Não há idade ideal para largar o objeto de transição. Em geral, o objeto é gradualmente substituído por outros interesses e, dos 3 aos 5 anos, a criança já tem condições de deixá-lo – cada uma no seu tempo, que é emocional e não cronológico. O importante, segundo especialistas, é os pais não prejulgarem o filho. Mas, como tudo na vida, o hábito requer atenção quando é exagerado. Se após os 5 anos ou o período de adaptação na escola, a criança se recusa a ficar longe do paninho, ou ainda se o uso do objeto prejudica o convívio social dela (sofrer bullying, por exemplo), vale procurar orientação médica ou psicológica para tentar identificar o motivo do apego. Situações difíceis para ela, como a morte de alguém ou o nascimento de um irmão, podem estar por trás disso.
10. Esconder, nunca!
Os pais nunca devem dar, jogar fora ou esconder o objeto sem que a criança saiba e concorde com isso. “É uma forma de agressão. Ao tomar essa atitude, ocorre uma quebra de confiança e a criança sofre”, diz Rita.
Fonte: Blog Just Real Moms e Revista Crescer
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Leitura da semana- 3 livros que você precisa ler!
Bom dia mamães!! E para começar bem a semana, hoje o nosso post é sobre algumas dicas de livros para vocês. Espero que gostem e boa leitura a todas!
A ciência dos bebês – da gravidez aos 5 anos, como criar filhos inteligentes e felizes
Autor: John Medina
Editora: Zahar
O autor John Medina aliou seu conhecimento científico e sua vivência de pai para escrever “A ciência dos bebês – da gravidez aos 5 anos, como criar filhos inteligentes e felizes”. Ele revela como as mais recentes descobertas nas áreas da neurociência e da psicologia podem ajudar nessa difícil e maravilhosa tarefa de educar os filhos. Através de uma linguagem simples e exemplos divertidos, Medina explica como o cérebro do bebê se desenvolve e o que fazer para otimizá-lo. O que os pais fazem antes, durante e depois do nascimento será determinante para a felicidade de seus filhos.
A culpa é da mãe
Autora: Elizabeth Monteiro
Editora: Summus
Neste livro emocionante, a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro relata suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso.
Quantas mulheres enfrentam o desafio de ser mãe sem ter aquele sentimento de fracasso e culpa rondando 24 horas por dia? Afinal, viver entre brigas, choros, fraldas, chupetas, além de cuidar da casa, do marido e dar conta do trabalho, não é bem o “paraíso”. É um cotidiano tão estressante que é raro encontrar uma mãe confiante e tranquila sobre o seu papel. A autora sentencia: a maternidade pode ser menos árdua e mais prazerosa. Para isso, as mães devem se permitir fazer o que consideram melhor para si e para seus filhos sem se guiar por regras ou modelos que, na maioria das vezes, não se adaptam ao seu modo de ser e à sua dinâmica de vida.
Grito de guerra da mãe-tigre
Autor: Amy Chua
Editora: Intrínseca
“Grito de guerra da mãe-tigre” expõe o choque das visões do mundo oriental e ocidental no que diz respeito à criação dos filhos. Mas é basicamente a história das expectativas de uma mãe em relação às duas filhas e os riscos que está disposta a enfrentar para investir no futuro de ambas. Encantador, divertido e provocante, um livro único que traz a história incontestavelmente honesta, muitas vezes engraçada e sempre instigante de uma mãe radical. Por se opor de maneira drástica à indulgência dos pais ocidentais, Amy Chua tomou a decisão de criar as filhas, Sophia e Lulu, à moda chinesa.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Que tipo de Família faz uma Criança Feliz?
Bom dia gente! Vamos começar a semana com este texto que achei no blog Dika Kids. O texto é do site " Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal", que atua no desenvolvimento da primeira infância e traz sempre conteúdos interessantes.
Vale a pena conferir o site www.fmcsv.org.br.
Que tipo de Família faz uma Criança Feliz?
Vale a pena conferir o site www.fmcsv.org.br.
Que tipo de Família faz uma Criança Feliz?
Uma pesquisa realizada na Inglaterra mostra que não é conformação familiar em si que pode garantir felicidade à criança, mas, sim, a qualidade das relações entre ela e seus responsáveis.
Eis aqui mais um bom tema para uma reunião de pais na creche ou pré-escola onde você atua. Embora o estudo tenha sido realizado em um país europeu, algumas questões levantadas podem servir à nossa realidade.
O que a pesquisa detectou é que crianças que vivem com um pai, com dois pais, com uma mãe ou com o padrasto podem ser tão ou mais felizes que meninos e meninas nascidos e criados em famílias de composição tradicional.
Segundo Jennt Chandreau, da equipe NatCen Social Research que conduziu o estudo, “é a qualidade dos relacionamentos em casa que importa – e não a composição familiar”.
Crianças entrevistadas, de sete anos, que declararam ter uma boa relação com os irmãos, divertirem-se com a família nos finais de semana, ter pai, madrasta ou outro responsável, que cuida delas e que não usa a violência física nem verbal, disseram sentirem-se felizes o tempo todo.
Os pesquisadores analisaram dados coletados de treze mil crianças britânicas de sete anos, que participaram de uma pesquisa em 2008. Não houve diferença significativa nos níveis de felicidade entre as crianças em três situações parentais diferentes: um pai biológico e padrasto; dois pais biológicos ou residindo com um único pai.
No geral, 36% das crianças disseram que estavam felizes o tempo todo, e 64% afirmaram que se sentiam felizes às vezes ou nunca.
O que também foi percebido é que a felicidade dos pequenos sofre forte influência das relações com outras crianças, na escola.
A equipe NatCen Pesquisa Social também analisou dados colhidos em entrevistas com 2.700 crianças britânicas entre onze a quinze anos e encontraram resultados semelhantes aos das crianças mais novas.
Vale uma abordagem com os pais para falar dessa realidade e, também, uma atenção redobrada na escola para detectar quando hostilidades entre os pequenos podem ocorrer e afetar o seu bem-estar.
Confira a matéria completa e conte aqui pra gente se você já presenciou situações ou conheceu crianças, no seu trabalho, que demostravam infelicidade, e como conduziu esse problema na escola.
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