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quarta-feira, 5 de abril de 2017

"Não desprincese as meninas; empodere as princesas"

Curso online discute novas perspectivas para se educar crianças a partir das relações de gêneros

Princesas de capa, heróis de avental – esse é nome do curso online que tem como objetivo estimular o pensamento crítico e combater as diferenças na criação de meninos e meninas. Criado pela pedagoga Caroline Arcari e com a co-autoria da psicóloga Nathália Borges, o projeto foi desenvolvido pelo Instituto Cores e se vale de web-conferências, e-books, vídeos e fóruns para questionar os estereótipos de homens e mulheres na sociedade e ajudar pais e profissionais da educação e saúde a construirem novas possibilidades para as crianças.
Motes como "não desprincese as meninas, empodere até as princesas" e discussões sobre a construção de novos tipos de masculinidade são focos das atividades do curso, que acaba de fechar sua terceira turma e começa neste final de semana. “O curso é totalmente à distância e abrimos um turma a cada mês. Por meio da plataforma Moodle, dispomos o conteúdo, que contêm documentários, planos de aula, sugestões e estratégias de educação familiar pra estabelecer igualdade entre meninos e meninas”, explica a pedagoga Caroline Arcari, presidente do Instituto Cores. 

Capa do projeto "Princesas de capa, heróis de avental", desenvolvido pelo Instituto Cores (Foto: Divulgação


O mais interessante é que todas as atividades do curso foram elaboradas por crianças. “O Princesas de capa, heróis de avental é a concretização de um projeto de dois anos elaborado na Escola de Ser [projeto social também dirigido por Caroline], desenvolvido no bairro Rio Verde, em Goiás, inspirado na Escola da Ponte, de Portugal. Lá, desenvolvemos a autonomia das crianças, que ajudam a gerir o processo de aprendizagem e criamos essas produções", comenta.
Por isso, princesas de histórias infantis e super-heróis famosos estão nos materias do curso, como, por exemplo, a Ariel. "Um exemplo que contestamos é o que acontece com a Pequena Sereia, que se casa aos 16 anos. Questionamos para as crianças: 'Será que com essa idade vale a pena se casar? Será que ela precisava dar a sua voz, que fazia parte de sua identidade, para conquistar um príncipe?' O problema não é ser princesa, mas as situações as quais elas são submetidas que as tornam criaturas frágeis", exemplifica a especialista. 

 O material do curso traz super-heróis e princesas do imaginário infantil (Foto: Divulgação / Escola de Ser)

 Também é discutida a necessidade de deixar que os meninos sejam sensíveis e ensiná-los, também, a capacidade de ser pais. 
A sensibilidade nos garotos é um dos temas abordados no curso. Na foto, um aluno da Escola de Ser aprende cuidados com bebês (Foto: Divulgação / Escolar de Ser)


O curso é online, tem duração de 30 dias e abre turmas a cada mês, custando R$ 160. Todos os participantes recebem uma certificação do Instituto Cores.


SERVIÇO:
Endereço: www.escoladeser.org.br/princesas-de-capa
Mais informações: www.facebook.com/escoladeser


Fonte: Revista Crescer
 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

19 mandamentos da pedagoga Maria Montessori para os pais

O método Montessori está, cada vez mais, influenciando pais a lidarem com seus filhos e com o ambiente em que eles vivem de forma diferente. Estudos dizem que quatro pedagogos do século XX revolucionaram a criação dos pequenos. São eles: o americano John Dewey, o alemão Georg Kerschensteiner, o pedagogo da então União Soviética, Antón Makarénko e a italiana Maria Montessori. E é sobre ela que falaremos hoje.
Maria Montessori ficou conhecida pelo método educativo que desenvolveu e que ainda é usado hoje em dia em escolas públicas e privadas mundo afora. Destacou a importância da liberdade, da atividade e do estímulo para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Para ela, liberdade e disciplina se equilibrariam, não sendo possível conquistar uma sem a outra. Adotou o princípio da autoeducação, que consiste na interferência mínima dos professores, pois a aprendizagem teria como base o espaço escolar e o material didático. Também foi ela a responsável por criar quartos no estilo Montessorianos, que muitas de vocês já devem ter ouvido falar.
No auge da sua carreira, escreveu pequenos mandamentos para pais de família. São orientações simples, mas se você refletir sobre elas, verá que possuem grande sabedoria em poucas palavras. É provável que – se aplicados esses mandamentos – sua relação com seus filhos melhore em qualidade e quantidade. Além disso, eles crescerão com uma personalidade mais desenvolvida e serão indivíduos mais próximos da vida em harmonia.

Confira alguns conselhos dados por Maria Montessori:
1) Crianças aprendem com aquilo que está a seu redor.
2) Se você critica muito uma criança, ela aprenderá a julgar.
3) Se você elogia uma criança com frequência, ela aprenderá a valorizar.
4) Se a criança é tratada com hostilidade, ela aprenderá a brigar.
5) Se você for justo com a criança, ela aprenderá a ser justa.
6) Se você frequentemente ridicularizar a criança, ela se transformará em uma pessoa tímida.
7) Se a criança cresce sentindo-se segura, aprenderá a confiar nos outros.
8) Se você denigre a criança com frequência, ela desenvolverá um sentimento de culpa que não é saudável.
9) Se as ideias da criança são aceitas regularmente, ela aprenderá a se sentir bem consigo mesma.
10) Se você for condescendente com a criança, ela aprenderá a ser paciente.
11) Se você elogia o que a criança faz, ela conquistará autoconfiança.
12) Se a criança vive em uma atmosfera amigável, sentindo-se necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.
13) Não fale mal de seu filho ou filha, nem quando ele ou ela estiver por perto, nem se estiver longe.
14) Concentre-se em desenvolver o lado bom da criança, de maneira que não sobre espaço para o lado mau.
15) Escute sempre a seu filho e o responda quando ele quiser fazer uma pergunta ou comentário.
16) Respeite seu filho mesmo que ele tenha cometido um erro. Deixe para corrigi-lo depois.
17) Esteja disposto a ajudar quando seu filho estiver procurando algo, mas esteja também disposto a passar despercebido se ele já encontrou o que procurava.
18) Ajude a criança a assimilar o que ela não conseguiu. Faça isso enchendo o espaço que o rodeia com cuidado, discrição, silêncio oportuno e amor.
19) Quando se dirigir a seu filho, faça isso da melhor maneira possível. Dê a ele o melhor que há em você.
 Fonte: Blog Just Real Moms

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

10 Vantagens de aprender uma segunda língua durante a infância

Existem muitas teorias que apontam benefícios para crianças que são expostas a uma segunda língua na primeira infância. Mais do que “vantagens” em relação a aquisição dessa língua quando comparado ao adulto: excelente pronúncia, naturalidade e melhor compreensão; existem benefícios no desenvolvimento da criança como um todo, seu crescimento biológico, social e linguístico.
– Estudos mostram que quanto mais cedo a criança começar a aprender uma segunda língua, mais fácil ela adquirirá os sons desta língua, tendo maiores chances de produzir uma ótima pronúncia. Ao produzir sons que são diferentes dos de sua língua materna, a criança faz movimentos que ajudam na maturação de seus músculos faciais.
– Ao ouvir uma segunda língua, a criança pode ter sua compreensão oral desenvolvida, uma vez que estimula os caminhos do córtex auditivo.
– Através das brincadeiras e jogos de dramatização promovidos na aula de inglês, a criança tem a oportunidade de viver diferentes papéis em outra língua, ajudando assim no seu autoconhecimento.
– Uma vez motivada, a criança aprende uma segunda língua de forma natural e livre de pressões (se comparado a um adulto) assim, através de uma metodologia voltada para o seu universo, ela vivencia uma segunda língua de uma forma muito prazerosa, o que facilita a aprendizagem.
– De acordo com a teoria sócio-cultural, a linguagem faz parte da estruturação dos processos cognitivos através do seu uso social e como uma forma de organizar o pensamento. Pode-se então considerar que uma segunda língua é uma nova oportunidade de aprender novos conceitos.
– Aprender uma segunda língua pode trazer uma conscientização sobre as diferenças entre as línguas e culturas existentes no mundo, fazendo com que a criança fique mais tolerante e respeitosa ao diferente.
– Algumas teorias sobre o cérebro apontam que existem as “janelas de oportunidade”, ou que o período da primeira infância é propício para as crianças receberem diferentes estímulos, como o de aprender uma segunda língua.
– Indivíduos que falam uma segunda língua têm maior facilidade para aprender uma terceira, quarta e/ou quinta língua, o que, na atualidade pode ser uma diferencial na sua vida profissional.
– Estudos recentes mostram que o bilingualismo pode retardar doenças mentais no futuro, como o Mal de Alzeimer, por exemplo.
– Aprender uma segunda língua ajuda a criança a entender a sua língua materna e a reconhecê-la como um um sistema linguístico entre tantos outros, beneficiando assim o desenvolvimento de suas habilidades linguísticas.
Fonte: Blog Just Real Moms

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

9 comportamentos da vida adulta que são influenciados pela infância

Inúmeras pesquisas já provaram que o comportamento adotado na vida adulta é, em grande parte, decorrente das experiências pelas quais passamos na infância. Obesidade e subserviência são alguns problemas que têm raízes no passado e podem ser atribuídos às atitudes de nossos pais.
Para ajudar você a fazer conexões entre o passado e o presente e se entender melhor – e quem sabe até tentar melhorar as características que lhe incomodam -, o Business Insider reuniu 14 fatores que podem ter sofrido influência de acontecimentos passados. Veja quais deles selecionamos:
Codependência
Se quando criança seus pais não deixavam você tomar decisões, você pode ter se tornado um adulto dependente física ou emocionalmente de outra pessoa. De acordo com a conselheira mental Laura JJ Dessauer, aquelas crianças que não puderam escolher como se vestir ou com quem brincar se tornaram adultos codependentes, o que significa que você nunca tem controle em seus relacionamentos, sendo facilmente manipulado.
Intimidade
Como foi a relação com seu pai? Se na infância você era ligado a seu pai, como adulto, sabe lidar com intimidade. “A pesquisa encontrou uma conexão definitiva entre a qualidade da relação pai-filho e as relações interpessoais mais tarde na vida”, disse o pesquisador-chefe Dr. Nurit Nahmani. O que quer dizer que se quando criança você teve uma conexão emocional com seu pai, você é capaz de ingressar em um relacionamento íntimo saudável com um eventual parceiro amoroso.
Teimosia
Se você teve pais muito controladores, você pode ter se tornado um adulto teimoso. Teimosia é um mecanismo de defesa que as crianças adotam para escapar da vontade de seus superprotetores. Quando crescerem, elas provavelmente carregarão esse comportamento para a fase adulta.
Problemas de comunicação
Você via muitos programas de televisão quando criança? Se sim, você pode ter prejudicado suas habilidades de comunicação. Pesquisadores descobriram que a TV diminui a comunicação entre pais e filhos. Depois de observar crianças mães e seus rebentos, eles concluíram que mesmo quando havia diálogos, os comentários dos pais eram alheios à fala de seus filhos, resultando em uma “troca improdutiva que poderia dificultar oportunidade de aprendizagem para as crianças”.
Agressividade
Aqueles que assistiram a muita violência na televisão estão propensos a se tornarem adultos agressivos. De acordo com um estudo que durou 15 anos, as crianças modelam seus comportamentos nas cenas violentas, nas quais gestos agressivos são recompensados.
Mau comportamento
Se você apanhou muito quando criança, pode ter se tornado um adulto dissimulado. No livro “Drive”, Daniel Pink explica que a tentativa de moldar o comportamento de uma criança através de recompensas ou punições não vai atingir o objetivo desejado. Em vez disso, se corrigirem ao receber palmadas ou retaliações do gênero, as crianças vão se empenhar cada vez mais para não serem pegas da próxima vez. A conclusão é que se seus pais bateram muito em você na infância, provavelmente você vai se deter a um mau comportamento, contudo, vai aprender como agir assim sem ser pego.
Hábitos alimentares
Traumas na infância podem ocasionar a obesidade na fase adulta. Vários estudos indicam uma correlação entre transtornos alimentares e o abuso sexual e outras experiências traumáticas na infância. Um estudo de 2007 apontou que o abuso sexual na infância aumenta o risco de obesidade em 27% em comparação com mulheres que nunca foram abusados ​​sexualmente. Quanto aos homens, um estudo de 2009 mostrou que sofrer abuso sexual na infância aumenta o risco de obesidade em 66% em comparação com os homens que nunca foram abusados sexualmente.
Desempenho fraco
Se você sofreu bullying quando criança, provavelmente se tornou um adulto pouco prático. Um estudo britânico que acompanhou 7.771 pessoas dos 7 aos 50 anos descobriu que as vítimas de bullying na infância tinham baixa escolaridade, maior ansiedade, salários mais baixos e maior índice de depressão.
Depressão
Maus tratos na infância aumentam a predisposição à depressão. Um estudo do King’s College de London realizado em 26 mil pessoas constatou que aqueles que enfrentaram diferentes formas de maus tratos têm 2,27 vezes mais chances de ter casos recorrentes de depressão.
Os maus-tratos, de acordo com relatório do The Guardian são:
• Rejeição por parte da mãe
• Disciplina severa por um dos pais
• Comportamento inconstante por parte do cuidador primário durante toda a infância
• Maus tratos físicos ou sexuais

terça-feira, 29 de julho de 2014

A importância do esporte na vida da criança

Bom dia!!
Hoje foi compartilhar com vocês um texto que foi escrito especialmente para o blog Just Real Moms, ele fala sobre a importância do esporte na vida das crianças. Espero que gostem e boa leitura!
Iniciação aos esportes

Como já dizia o poeta há muitos anos atrás… Mens sana in corpo sano!
Esse provérbio do poeta romano Juvenal é super atual. Todos nós sabemos o quanto é importante cuidar da nossa mente e do nosso corpo. Com os nossos filhos não pode ser diferente. Se nos preocupamos com que tenham acesso a bons livros para ler, que frequentem uma boa escola, não podemos nos esquecer de auxiliar no desenvolvimento corporal deles.
Quando estamos lidando com coordenação motora, precisamos nos atentar tanto a praxia fina (ter a capacidade de pegar um copo de água sem derrubar ou segurar um lápis de cor) quanto à grossa (correr, saltar, engatinhar…).
O desenvolvimento cognitivo, motor e social precisa andar lado a lado. A prática regular de exercícios físicos é uma ótima solução para auxiliar nesse desenvolvimento. Além disso, também contribui para:
- Socialização;
- Conhecimento de seu corpo;
- Conhecimento de seus limites e superação de barreiras;
- Aprendizado do seguimento de regras;
- Lidar com as emoções.
Vejam a seguir, o que é mais indicado para as crianças, de acordo com a faixa etária:
De 1 a 3 anos
Nessa fase o importante é brincar livremente, explorar o ambiente e assim, aos poucos, conhecer o que é possível fazer com o corpo, desenvolvendo as expressões corporais. Atividades que aliam música com movimento são bem motivadoras também, bem como aulas lúdias de natação, afinal, qual criança não gosta de água? Aliás, a natação traz segurança no meio líquido, treina a coordenação motora, estimula o sistema cardiovascular e aumenta a capacidade pulmonar.

De 4 a 6 anos
Nesse estágio as crianças já conhecem mais o que podem fazer com o corpo, e isso as deixa bem felizes. Aqui é a fase de conhecer brincadeiras e jogos com poucas regras (corre cutia, pato ganso, amarelinha, brincadeiras de roda…). Brincar com bolas e bambolês, correr em parques, andar de bicicleta são propostas ideais para esta faixa etária também. Outra opção é matriculá-las na iniciação esportiva, para que tenham contato com diversas modalidades e descubram, aos poucos, qual é a preferida!

De 7 a 10 anos
Nessa fase do desenvolvimento as crianças já têm bem desenvolvido a capacidade de coordenar movimento e olhar. Por isso, a iniciação de jogos pré-esportivos é indicada. Algumas atividades interessantes são: futebol, ballet, capoeira, judô e circo, que desenvolvem também a disciplina. Nessa fase, gradativamente, as crianças vão conhecendo as regras dos desportos.
Importante lembrar que o esporte não deve ser imposto e nem visto como obrigação ou como imposição do desejo dos pais de transformar seus filhos em atletas. A criança tem que gostar e se divertir com o esporte que escolher!
Vamos todos nos mexer?
Usem nossas dicas e criem uma rotina de atividades corporais para seus filhos. Ela não precisa ser sempre acompanhada por um professor ou aula específica. A atividade física pode ocorrer em casa, no parque, em qualquer local!

Texto produzido pelas pedagogas da Orientace Pedagogia

quarta-feira, 2 de julho de 2014

10 coisas que você deve saber sobre a “naninha” do seu filho!

Oi mamães, tudo bem?
No post de hoje vou falar sobre as famosas “naninhas” que a maioria da mães já conhece, né? Os paninhos, fraldinhas, cobertores e brinquedos de pano costumam fazer sucesso entre os bebês.
Denominados objetos transicionais, eles conferem às crianças suporte emocional, especialmente nos momentos de separação ou solidão. Sua importância é tão grande que até os personagens infantis os carregam consigo onde quer que estejam.
1. Nem toda criança tem objeto de transição
Ele entra em cena para ajudar o bebê a se sentir seguro e a lidar com a descoberta do mundo que o cerca. Mas, assim como algumas crianças sentem necessidade de usar o objeto, outras não precisam – e não há nada de errado nisso.

2. Ele só pode ser escolhido por seu filho
Você até pode oferecer algum objeto como paninho ou travesseiro enquanto ele pega no sono. Mas nada garante que ele o adotará. E não adianta insistir. A escolha é pessoal, feita pelo bebê, e pode surpreender os pais. Até um cheiro ou um som – como a música que você canta para ele dormir – pode se tornar o objeto de transição. Nesses casos, talvez você nem perceba qual é o item escolhido.

3. É saudável
Ele diminui a ansiedade do bebê nos momentos de separação da mãe, além de marcar uma fase importante do desenvolvimento psíquico. Através da interação com o meio e com o objeto de transição, o bebê passa a desenvolver criatividade, imaginação, cognição e afetividade.

4. Deve ser lavado (se for mesmo preciso)
O ideal é não lavar, pois o cheiro do item costuma remeter à mãe, e isso deve ser respeitado. Porém, como algumas crianças o carregam para todo lado, é inevitável que suje. A recomendação, então, é lavar se preciso. Seu filho notará a diferença, mas deixá-lo sujo pode trazer riscos à saúde, já que entra em contato com o nariz, olhos e boca. Uma conversa em que se estabeleçam acordos é a melhor solução – você pode sugerir que ele procure um objeto substituto.

5. Um, dois, três… Objetos de transição
Pode acontecer de a criança aceitar um segundo objeto enquanto o principal está fora de alcance. Também pode ser que ela escolha duas coisas ao mesmo tempo, como o cabelo da mãe e uma música, ou dedo na boca e um paninho. Mas, novamente, é a criança quem decide. Não adianta forçar para que ela tenha mais de um objeto.

6.Esqueceu em casa? Perdeu?
Se você já viajou e percebeu só quando chegou ao destino que o item de apego do seu filho ficou em casa, sabe bem o trabalho que isso pode dar. Algumas crianças sentem dificuldade para dormir, podem ficar manhosas e cair no choro. Cabe aos pais explicar a situação com clareza, independente da idade. Antes de oferecer um novo objeto, deixe seu filho tentar se adaptar com o que há disponível no local – geralmente funciona. Essa também pode ser uma chance de abandonar o hábito. “As crianças têm grande capacidade de se adaptar e encontram uma forma de lidar com a situação, seja encontrando um objeto substituto ou pegando no sono sozinhas”, explica Rita Lous, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

7. Quando levar pra escola?
Seu filho até pode levar o objeto para a classe, mas só enquanto for bebê ou estiver no período de adaptação, vivendo os primeiros momentos na escola – e fizer muita questão disso. Nessa fase, ele pode precisar de um apoio. Mas, à medida que se adapta à turma e ao ambiente, a escola costuma pedir ao aluno que o guarde na mochila até o final das aulas. Depois de um tempo, alguns colégios incentivam que ele seja deixado em casa. É comum também a criança perceber que os colegas não usam e, assim, resolver parar de levar.

8. E quando é uma parte do corpo 
Não há problema nenhum se for cabelo, orelha, cotovelo ou qualquer parte do corpo da própria criança ou de terceiros. Porém, quando a necessidade do “objeto” for excessiva, é preciso cuidado. Ele serve para acalmar, e não pode ser usado o tempo todo nem restringir a vida dos pais – no caso de o item ser a parte do corpo de um deles. Se isso acontecer, vale consultar um psicólogo, pois pode se tratar de alguma angústia, de uma dificuldade de o bebê se separar da mãe (e vice-versa).

9. Passou da hora
Não há idade ideal para largar o objeto de transição. Em geral, o objeto é gradualmente substituído por outros interesses e, dos 3 aos 5 anos, a criança já tem condições de deixá-lo – cada uma no seu tempo, que é emocional e não cronológico. O importante, segundo especialistas, é os pais não prejulgarem o filho. Mas, como tudo na vida, o hábito requer atenção quando é exagerado. Se após os 5 anos ou o período de adaptação na escola, a criança se recusa a ficar longe do paninho, ou ainda se o uso do objeto prejudica o convívio social dela (sofrer bullying, por exemplo), vale procurar orientação médica ou psicológica para tentar identificar o motivo do apego. Situações difíceis para ela, como a morte de alguém ou o nascimento de um irmão, podem estar por trás disso.

10. Esconder, nunca!
Os pais nunca devem dar, jogar fora ou esconder o objeto sem que a criança saiba e concorde com isso. “É uma forma de agressão. Ao tomar essa atitude, ocorre uma quebra de confiança e a criança sofre”, diz Rita.

Fonte: Blog Just Real Moms e Revista Crescer

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Os encantos de Paris, Roma, Londres e Nova York

Adorei essa coleção de guias e livros de viagem da Lonely Planet com os 4 títulos de Proibido para Adultos - “Tudo o que você sempre quis saber”- Paris, Roma, Londres e Nova York.
Para quem não conhece, a coleção é direcionada às crianças com muitas fotos, ilustrações e textos leves, perfeitos para pais que querem aguçar a curiosidade da garotada  e contar com uma ajudinha na formação do gosto dos pequenos viajantes!
Na edição sobre Londres, por exemplo, há informações sobre pessoas célebres e abomináveis, lugares assustadores, acontecimentos sinistros, pratos bizarros, artistas, o movimento punk e, é claro, a família real. As principais atrações turísticas são contempladas, e há destaque para o poeta e dramaturgo William Shakespeare, a peste negra, a história do metrô e a Londres de Harry Potter.
Na edição sobre Paris, os leitores aprenderão sobre a construção da Torre Eiffel. Há três fotografias sobre diferentes momentos da obra, todas de 1888, informações curiosas. Vocês sabiam que a estrutura da torre é presa por 2,5 milhões de parafusos? O livro da cidade do amor também revela a alimentação parisiense, as catacumbas, Asterix, o Rio Sena e o impressionismo. Uma leitura interessante e educativa, é muito bom  saber mais sobre algum lugar que você vai visitar.
Boa leitura à todos!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Como fazer a criança largar a chupeta?

Bom dia gente!! Hoje o assunto é: Como fazer a criança parar de usar chupeta?
Vamos às dicas:
1. Tente aos poucos
Reduza o tempo que a criança fica com o acessório, espaçando os intervalos. É uma forma de ela começar a se desacostumar.
 2. Fora prendedor
Se costuma usar a chupeta presa na roupa, tire o prendedor já! O uso excessivo provoca danos na musculatura oral, que não é fortalecida de forma adequada. A arcada dentária também pode ficar deformada.
 3. Faça uma troca
No caso de bebês, substitua a chupeta por algo de que eles gostem ou pelo qual se interessem e que possa ser colocado na boca.
 4. Gosto ruim
Deixe a chupeta estragar. Segundo os médicos, a criança vai perdendo o interesse porque o “gosto bom” acaba.
 5. Marque o dia
Combine um dia oficial para tirar a chupeta de vez. E não volte atrás. Senão a criança vai entender que, sempre que quiser, você vai devolvê-la.
 6. Retire a chupeta durante a noite
Tente retirar, com delicadeza, a chupeta da boca da criança depois que ela pegar no sono: avise-a, antes de ela adormecer, que você fará isso e explique que deixará o acessório ao lado dela, no travesseiro. Caso ela acorde e queira, poderá recolocar a chupeta novamente. “Jamais descumpra o combinado, sumindo com o objeto”, explica Gerson Matsas, pediatra do Hospital Samaritano de São Paulo.
 7. Falar apenas de boca vazia
Peça para seu filho/a tirar a chupeta da boca antes de falar: insista, todas as vezes que ele/a quiser dizer algo, explicando que é impossível compreender o que está sendo dito. “Não se esforce para entender, porque assim você pode ceder e fazer o que a criança está querendo”, afirma Gerson Matsas.
Fonte- Blog Just Real Moms

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cuidados com o consumo e o consumismo das crianças – por Carla Poppa, psicóloga

Bom dia gente! Achei este texto no blog Just Real Moms e achei muito importante compartilhar aqui com vocês. Acho que todo mundo ,em algum momento, tem suas dúvidas de quando devemos comprar ou nāo presentes para as crianças, vivemos num mundo que o consumismo é estimulado a todo momento e devemos saber dosar bem para não mimar demais nossos filhos. Espero que gostem!

O cuidado com o consumo é a apresentação de critérios de compra claros e consistentes.

Como vivemos em uma sociedade de consumo, as crianças estão imersas em estímulos que as levam a entrar em contato com o desejo de consumir os mais diferentes produtos. Por isso, é muito importante que elas possam contar com o cuidado dos pais para que aprendam a lidar com os desejos que vão experimentar a todo o momento. Nesse contexto, os pais precisam ter clareza de quais são os critérios que norteiam a sua decisão de comprar ou não o produto que a criança pede. Esses critérios são elaborados a partir das crenças, valores e das possibilidades financeiras de cada família. Por exemplo, alguns pais definem que os brinquedos que a criança pede só serão comprados nas datas comemorativas, como Natal, aniversário e dia das crianças. Outros podem preferir reservar um valor mensal para os gastos com lazer, roupas e brinquedos.


Porém, o mais importante é que esses critérios sejam claros tanto para os pais como para a criança e que os pais possam agir de maneira coerente e consistente com o que definem. Isso quer dizer que em algumas ocasiões, as quais serão definidas pelos critérios adotados, os pais precisarão ser firmes e falar “não” para o (a) seu (a) filho (a). Ou negociar para que ele (a) espere para ter o seu desejo atendido. Ou ainda, podem surgir situações nas quais os pais avaliam que é adequado flexibilizar os critérios adotados para comprar o produto que a criança deseja. Como, por exemplo, um material de desenho ou de esporte que pode ajudá-la a enriquecer as suas experiências, ou um presente por uma conquista importante que foi alcançada. Nessas situações, é importante contar para a criança o que motivou essa decisão e ressaltar que se trata de uma exceção. Todos esses são cuidados que ensinam a criança a lidar com o seu desejo de consumir dentro de limites estipulados por critérios, o que favorece que conforme a criança cresça, ela continue se organizado com base em uma estratégia clara e racional e aprenda a lidar com a frustração ou com a experiência de ter que esperar para ter seus desejos atendidos, quando necessário.

No entanto, no dia a dia, muitos pais já adotam práticas semelhantes a essas e mesmo assim observam e se preocupam com seus filhos que parecem cada vez mais ansiosos e insatisfeitos por desejarem sempre um produto novo. Muitas crianças quando ganham o último lançamento do videogame, mal usufruem da sensação de bem-estar de ter o seu desejo atendido e já se sentem ansiosas para ganhar o celular de última geração. Nesses casos, a ansiedade e a insatisfação constante que a criança apresenta são sensações que merecem atenção dos pais, já que podem indicar que existe um sofrimento que está acobertado pelo seu desejo de consumir.

O consumismo pode estar relacionado com uma sensação de inferioridade da criança.

Um dos sofrimentos que pode estar acobertado pela ansiedade que a criança apresenta para consumir novos produtos é a sensação de inferioridade em relação às outras crianças. Quando, por algum motivo, a criança não se sente aceita nas relações familiares, ela pode generalizar essa sensação para as outras relações, inclusive para a suas relações de amizade com as outras crianças. Nesse contexto e levando em consideração que vivemos em uma sociedade de consumo, as crianças podem ser levadas a acreditar pelos estímulos que recebem, que os objetos, as roupas ou os brinquedos que possuem são uma das maneiras de serem aceitas pelo seu grupo familiar ou de amigos.
Em algumas situações é mais fácil identificar o que pode ter provocado esse sofrimento na criança. Os próprios pais, muitas vezes, conseguem reconhecer quando são agressivos, muito rígidos ou exigentes ou até mesmo ausentes da relação com a criança por excesso de trabalho ou por dificuldade de se interessar ou se comunicar dentro do universo infantil. No entanto, existem situações em que os fatores que provocam o sofrimento na criança são menos evidentes e mais sutis. Como por exemplo, quando existe a percepção dos pais de que um filho é mais inteligente, simpático ou carinhoso do que o irmão, e esse filho, por sua vez, acaba agindo de maneira a comprovar e enfatizar a percepção que os pais construíram dele.

Por isso, quando a criança começa a desejar brinquedos, aparelhos eletrônicos ou roupas com a esperança de que possa vir a se relacionar com os amigos a partir de uma posição de igualdade, os pais passam a ter que cuidar do comportamento consumista da criança de duas maneiras diferentes: mantendo-se firme nos critérios que definem a compra e concentrando os seus esforços para construir uma relação mais próxima com a criança.  Para tanto, é importante deixar de dar tanta importância aos comportamentos da criança que incomodam e desencadeiam críticas e tentar descobrir interesses em comum que possam ser compartilhados. A partir dessas experiências, conforme a criança percebe no olhar, nos gestos e na fala dos seus pais e nas suas próprias sensações que eles estão se divertindo juntos, ela entende que a sua espontaneidade é aceita pelo outro e, desse modo, a sua verdadeira necessidade é atendida.

O consumismo pode estar relacionado com uma dificuldade que a criança tem de perceber seus sentimentos.

Existe ainda a possibilidade da ansiedade da criança pelo consumo estar acobertando a dificuldade da criança de nomear e enfrentar seus sentimentos. Por exemplo, pais em processo de separação, ou um parente doente podem ser situações que provocam na criança um sentimento intenso de medo, que ela ainda não consegue nomear ou identificar a relação entre o que esta acontecendo ao seu redor e o que está sentindo. Assim, a criança permanece em contato com uma sensação intensa sem saber o que pode fazer para conseguir algum alívio. Nesse contexto, a criança permanece agitada e ansiosa e o desejo de consumir principalmente os aparelhos eletrônicos ou videogames pode ser uma busca por um alívio temporário ou maneira de anestesiar essa sensação incomoda.

De modo semelhante à situação anterior, o cuidado com o comportamento consumista da criança nesses casos precisa contemplar duas dimensões diferentes. É preciso levar em consideração os critérios de compra que foram definidos e também incluir a criança, sempre que possível, nos acontecimentos, oferecendo informações que possam acalmá-las e espaço para que expressem seus medos e fantasias.
Assim como acontece com os adultos o que leva as crianças do consumo responsável para o consumismo não é apenas a ausência de critérios objetivos e racionais, mas também as emoções, os sentimentos e as sensações que muitas vezes são deslocadas para o desejo de comprar pelo alívio rápido, pela busca por aceitação e pertencimento e pela anestesia que essas experiências conseguem provocar nas nossas reais necessidades e sofrimentos. Se para os adultos esse deslocamento já é capaz de provocar novos sofrimentos, com as crianças é preciso ainda mais atenção, uma vez que a sua personalidade esta em formação e o consumismo, se não for cuidado, pode passar a ser um recurso que ela irá recorrer sempre que se deparar com uma situação difícil ou desafiadora ao longo da vida.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Por que aprender inglês tão cedo?

Bom dia ! O post de hoje foi escrito pela Tatina Buniac, proprietária da escola de Inglês para crianças, a GO TALK.

Ela é formada em Psicologia com especialização em aquisição de língua estrangeira, neurociência, linguagem e aprendizagem. E com todo esse “know-how”, defende começar desde cedo a aprendizagem de um novo idioma para as crianças.

Nas últimas décadas, o cérebro humano tem sido uma parte do corpo na qual cientistas e médicos têm se dedicado a estudar profundamente, especialmente no que diz respeito à aquisição de linguagem. Esses estudos têm mostrado que todos nós, após o nascimento, possuímos a habilidade de reconhecer e reproduzir sons de línguas faladas em qualquer parte do mundo, o que significa que temos a capacidade de nascer em qualquer país e aprender qualquer língua. 

Enquanto crescemos e somos expostos aos sons da nossa língua de origem (materna), nosso cérebro se ajusta ao ambiente linguístico e, eventualmente/gradativamente, perdemos a flexilibilidade linguística com a qual previamente nascemos. Portanto, quanto mais cedo a criança for exposta a uma segunda língua/língua estrangeira, mais rápido e facilmente a criança aprende, sem fazer esforço, sem sotaque acentuado e de forma espontânea.

Os estudos ainda indicam que crianças bilíngues aprendem uma terceira, quarta, quinta língua mais rapidamente e apresentam uma “superioridade intelectual”, ou seja, essas crianças possuem uma maior flexibilidade cognitiva devido ao fato de constantemente passarem de um sistema linguístico a outro. 
Clique aqui para entrar no site da GoTalk.

Fonte: Blog Just Real Moms

sábado, 8 de março de 2014

Como escolhi a escola dos meus filhos por Gustavo Ioschpe

Texto recomendadíssimo sobre o processo de escolha da escola para nossos filhos escrito pelo colunista da revista Veja - Gustavo Ioschpe 
Como escolhi a escola dos meus filhos
Nos últimos dois anos, culminando no fim do ano passado, eu e minha mulher passamos pelo processo angustiante de escolher a escola em que nossos filhos estudarão. Ao longo dos anos, muitos leitores e conhecidos me perguntam onde meus filhos estudam, e, ainda que ache que a escola que escolhemos é pouco relevante para terceiros, por motivos que explicito a seguir, talvez o processo que trilhamos ajude quem está nessa encruzilhada.
O cenário é bem distinto dependendo se o aluno cursará uma escola pública ou privada. Para os pais que matricularão os filhos em escola pública, a sugestão é simples: matricule seu filho na escola com o Ideb mais alto que você conseguir. Como o currículo é teoricamente igual em todas as escolas da rede, o Ideb é o melhor indicador da qualidade da instrução que a escola oferece. Ele é medido para o 5º e o 9º anos, o que permite dar uma boa ideia da qualidade ao longo do Ensino Fundamental.
Para quem pode mandar o filho para uma escola particular, a escolha é um pouco mais complicada. O único indicador objetivo e externo de qualidade é o ENEM (escolas particulares não participam daProva Brasil e, assim, não têm Ideb). O ENEM é um teste feito para medir o aprendizado do aluno, não a performance da escola. No Estado de São Paulo e em alguns outros em que até recentemente as universidades públicas não usavam o ENEM em seu processo seletivo, muitos alunos dos colégios top tinham pouco incentivo para ir bem no teste, o que reduzia a média da escola. Outro problema doENEM é que ele só avalia o aluno no último ano do ensino médio. É possível, ainda que pouco provável, que uma escola manipule a entrada de alunos em seu último ano selecionando alunos excelentes, o que faz com que uma escola ruim apareça bem na foto por na verdade ter arregimentado os melhores alunos (digo que isso é pouco provável porque é difícil que os melhores alunos optem por uma escola ruim).
Tudo isso, porém, é de relevância menor, porque o fato que vem sendo demonstrado inescapavelmente pela pesquisa há décadas é que o impacto da escola sobre o aprendizado é menor do que a maioria dos pais imagina. Cerca de 80% da variação de desempenho escolar dos alunos é explicada pelas condições econômicas e, especialmente, culturais/educacionais de seus pais. Â escola cabem os outros 20%. Não que isso seja pouco relevante: em um cenário muito competitivo, mesmo 5% de diferença na formação pode fazer a pessoa entrar ou não na universidade ou no emprego dos sonhos. Mas a escola tem menos poder de mudança do que os pais imaginam.
Por isso, minha recomendação principal aos afortunados que podem escolher onde o filho estudará é: prefiram a escola cuja proposta e valores mais se encaixem com aqueles da família. Não existe “a melhor” escola; existe a melhor escola para a demanda daqueles pais. O importante é saber qual o foco principal. É o lado acadêmico? A formação religiosa? É ser bilíngue? É a preparação para a cidadania? O desenvolvimento da criatividade? A segunda coisa importante é saber que nenhuma escola vai alcançar a excelência em todas essas dimensões. Porque o tempo letivo é finito; toda escola tem prioridades. Cabe aos pais saber o que procuram – e ficar de olho aberto em relação às escolas que dizem ser possível assobiar e chupar cana ao mesmo tempo.
O mais importante, especialmente para quem mora em cidade grande, com ampla oferta educacional, é decidir aquilo que você não quer. Ninguém consegue visitar dezenas de escolas, então o primeiro passo é filtrar aquelas que não se encaixam no que você procura.
No nosso caso, tomamos algumas decisões. A primeira é que não seguiríamos o ditado, proferido por alguns conhecidos, de que “escola boa é a escola mais perto de casa”. A escola dos meus filhos é uma decisão importante demais para ficar sujeita à conveniência do meu deslocamento. É verdade que uma distância maior entre a casa e a escola é um fator que impacta negativamente o aprendizado (fontes em twitter.com/gioschpe), mas o jeito de resolver isso é mudando de casa, não de escola. Meu avô se mudou de cidade para que meu pai pudesse estudar em escolas melhores; no meu caso, por já morar em uma cidade com muitas ótimas escolas, só preciso mudar de bairro. Decidimos não circunscrever nossas buscas a nenhuma área específica, portanto.
A segunda decisão importante é que buscaríamos uma escola “normal”. Eu e minha mulher somos judeus e fizemos universidade nos EUA; a maioria dos nossos amigos imaginava que nossos filhos estudariam em uma escola judaica e/ou bilíngue. Negativo. Não escolhi escola judaica porque sou um racionalista, ateu e cosmopolita. Acho que uma escola deve defender a supremacia e a universalidade do saber. Em uma escola religiosa, por mais light que seja, sempre haverá um conflito entre o dogma religioso e a curiosidade ilimitada do pensamento. Como é possível que uma escola ensine ao mesmo tempo que descendemos de primatas e de Adão e Eva? Não pode. Um dos dois está mentindo. Também acho que uma escola deve abrir portas, não construir muros. Não quero colocar meus filhos em um ambiente em que estejam rodeados de iguais, mas sim que aprendam a conviver com a diferença.
Sobre as bilíngues: ainda que seja de fundamental importância o domínio de línguas estrangeiras, não acho que essa deveria ser a principal função da escola. Há muitas maneiras de adquirir fluência em um idioma. Tanto eu quanto minha mulher nunca estudamos em escola bilíngue e entramos em boas universidades americanas. A questão relevante aqui é se o benefício da educação bilíngue compensa os custos. Quais são eles? Há o financeiro: escolas internacionais viraram grife e, como toda grife, podem cobrar um premium por suas marcas. Mais importante: há o desenraizamento. Conheço bastante gente que estudou em escola internacional e domina pouco o português, não conhece a história do país etc. E, ao mesmo tempo, não é americano, nem suíço ou francês. Fica num limbo, não é nem uma coisa nem outra. Alguém já escreveu que árvores sem raízes não dão frutos. Concordo. Espero que meus filhos conquistem o mundo, mas sabendo muito bem de onde vieram. Finalmente, o problema de muitas escolas bilíngues e internacionais é que não têm uma medição externa de qualidade. A maioria dos alunos não faz o ENEM, nem faz vestibulares concorridos. Certamente deve haver excelentes escolas internacionais espalhadas pelo país, mas é mais difícil separar o joio do trigo.
Feitas essas exclusões, como escolher, então, a escola ideal para nós? Meu pensamento foi escolher a escola que melhor suprisse aquilo que nós, pais, não conseguimos suprir, e que não se arrogasse tarefas que são de nossa alçada. Não procuramos, portanto, uma escola que dê uma educação de valores ou que esteja preocupada em “formar o cidadão crítico e consciente”: isso é tarefa nossa, da qual não abrimos mão. Procuramos uma escola forte academicamente, que desenvolva em nossos filhos o gosto pelo saber e a capacidade de raciocínio analítico. Especialmente na área de exatas, já que, se um filho meu não gostar de ler, eu vou mandar fazer teste de DNA…
Usamos o ENEM como o, primeiro corte, procurando as melhores escolas da cidade. (Usamos o ENEM, digamos, “pra valer”: descartamos uma escola que faz parte de uma rede grande e seleciona os melhores alunos de toda a rede e os concentra em uma unidade. Aí o mérito é mais do aluno do que da escola.) O segundo corte foi feito utilizando os critérios acima. Selecionamos então três escolas para visitar e conversar com a equipe. As três me pareceram academicamente excelentes.
A primeira é muito repressora. Não permite namoros no pátio, política estudantil etc. Nós somos muito liberais e, além disso, acho que dificilmente o pensamento pode ser livre e questionador em um ambiente tão controlado. Não era a escola para a gente, portanto. A segunda é uma escola muito tradicional, linda, liberal, de altíssima qualidade. Poderia colocar meus filhos lá. Só duas coisas incomodavam um pouco. Primeiro, a maioria dos alunos é filha de ex-alunos, o que não só gera um ambiente pouco arejado como ajuda a inflar os resultados do ENEM. Segundo, é uma escola de padres, e, ainda que não fosse estritamente religiosa, essa associação com o plano superior nos causava algum desconforto. A terceira foi a que mais nos agradou. Muito rigorosa academicamente, sem ser repressora. Ótimo resultado no ENEM. especialmente em matemática, uma área em que mesmo as boas escolas brasileiras patinam. Um ambiente estimulante – salas de aula abarrotadas de livros, materiais escolares e trabalhos de alunos. Até o pátio da pré-escola, com coelhos, peixes e tartarugas, é um ambiente de estimulação, de abertura para o mundo. Havia uma consistência muito grande entre o discurso e a prática, e via-se que havia atenção ao detalhe (até o tipo de bolo que o aluno pode trazer em seu dia de aniversário é pensado. Essa atenção ao detalhe é um bom indicador da qualidade de qualquer instituição). E a grande maioria dos alunos entra na escola por sorteio. Ainda que obviamente haja um recorte por renda, já que a mensalidade não é barata, é um bom sinal: é mais difícil ter um bom desempenho acadêmico quando a origem dos alunos não é tão controlada. Essa, então, foi a escola que escolhemos, mesmo que o sorteio não nos tenha sido generoso (levamos dois anos para conseguir entrar).
Por mais que esse processo tenha sido longo e angustiante, sei que ele marca o começo dessa caminhada, não o seu fim. Pretendo ser um pai presente, que acompanha o que se passa no dia a dia da escola e discute com os filhos, como a pesquisa recomenda. Mas de casa, a distância, sem fazer a tarefa dos meninos, deixando que eles quebrem um pouco a cabeça, frustrem-se, que se esforcem muito, que entendam o valor do trabalho, da perseverança, da paciência e do foco. Pelo menos esse é o meu plano racional. Se o coração de pai vai deixar, isso eu conto para vocês daqui a uns anos.