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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Meu Primeiro Municipal - Música Erudita para Crianças

Que tal fazer um programa diferente e apresentar o universo da música lírica às crianças?
Aos finais de semana, sempre às 12h, o Theatro Municipal de São Paulo realiza a série infantojuvenil “Meu Primeiro Municipal”, um programa voltado às crianças e interessados em conhecer música erudita, que vai contar com apresentações de cantores da Ópera Studio e também dos alunos da Escola de Dança de São Paulo, instituições vinculadas ao Theatro.

Neste sábado a programação traz o espetáculo João de Barro para crianças, fazendo uma linda homenagem à Braguinha (1907-2006), compositor de mais de 400 músicas, dentre as quais sucessos como: Pirata da Perna de Pau, Chiquita Bacana, Turma do Funil e muitas outras.
Braguinha (ou João de Barro) foi um dos responsáveis pela famosa coleção “Disquinho”, lançada pela gravadora Continental nos anos 1960 em compactos de vinil coloridos, trazendo histórias e músicas por ele adaptadas.
Nesta montagem, os cantores do Opera Studio do Theatro Municipal de São Paulo encenam algumas das histórias transcritas das gravações originais, Chapeuzinho vermelho, Dona baratinha, A formiguinha e a neve e A cigarra e a formiga. Um espetáculo divertido para toda a família. Bora conferir?
  • Dica bora.aí: evite ingressos no “setor 3 - anfiteatro” - sentamos lá no dia 30 de abril de 2017 e as crianças tiveram dificuldade de enxergar o palco.
  • Confira aqui mais dicas de shows com os pequenos
Programação fornecida pela produção/estabelecimento e sujeita à alteração. Confirme antes de sair de casa.

Horários
10/06/2017 (Sábado)
12h00
Theatro Municipal
Praca Ramos de Azevedo s/n , Centro
São Paulo, SP
01037-010
Brasil

domingo, 21 de maio de 2017

Literatura de Berço- Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho

A Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho recebe no dia 25 de maio mais uma edição do encontro “Literatura de Berço”, criado em 2013 pela psicóloga Cássia V. Bittens com o objetivo de oferecer Literatura de qualidade para mamães e bebês.
Desta vez a atividade terá como tema “A força materna, uma leitura mitológica” e a convidada será a psicóloga Cristina Balieiro, especialista em mitologia feminina e autora do livro “ O feminino e o sagrado”. Para os pequeninos, Cássia Bittens trará livros sobre Águas, livrinhos de pano, brinquedos, alfabeto de borracha, bolinhas e objetos lúdicos e no dia ainda será servido o tradicional chá da tarde para aquecer. Bora aí?
  • O projeto convida pais, mães e bebês para conhecerem, a cada encontro, a obra literária de um autor renomado
  • São oferecidas 15 vagas destinadas às famílias com bebês de até 15 meses.    

Horários
25/05/2017 (Quinta)
das 14h00 às 16h00
As inscrições são feitas pelo email contato@funcadi.com.br - Telefone: 3862-1925.
Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho
Rua Almirante Pereira Guimarães, 314. Pacaembu
São Paulo, SP
Brasil

segunda-feira, 13 de março de 2017

Exposição Frida e Eu - Uma exposição sobre Frida Kahlo para Crianças

De 11 de março a 30 de junho os pequenos poderão conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra da pintora mexicana Frida Kahlo com a exposição Frida e Eu, com curadoria de Deidré Guevara e co-realização da Unibes Cultural.
A mostra, que já passou pela França, Inglaterra, Espanha, México e pelo Rio de Janeiro, tem como foco o público infantil, e convida os visitantes a conhecerem mais sobre a história, as dores, amores, a vida e a obra da artista, famosa por seus autorretratos e por ser a primeira latino-americana a ter um quadro vendido por um milhão de dólares.
Composta por diversas instalações a atividade vai oferecer também oficinas ligadas ao universo da pintora. Confira um pouco do que você vai encontrar na estações:
  • Frida e o autorretrato: A criança é convidada a criar “sua” Casa Azul, famosa morada da artista em diversas fases de sua vida 
  • Frida e Família: Espaço para brincar com a árvore genealógica da pintora, colocando figuras de rostos e imãs formando a ascendência de Frida e, numa segunda árvore, identificando os familiares da artista por meio de fotos 
  • Frida e a dor: Depois de sofrer um grave acidente aos 18 anos, a artista ficou presa à cama por muito tempo, fato que marcou o princípio da sua relação com a pintura. Um espelho no teto e um cavalete foram adaptados para que ela pudesse pintar. Nesse ambiente o visitante é convidado a sentar-se em diferentes posições, experimentando diversos pontos de vista e também pode montar o quebra-cabeça de um esqueleto de espuma, com indicações dos principais pontos de dor espalhados pelo corpo da pintora 
  • Frida e a natureza: Aqui os pequenos poderão identificar os animais através dos sons, além disso o espaço promove um jogo interativo para descobrir seu “animal de alma” 
  • Frida e Diego: Frida e Diego Rivera eram um casal apaixonado, que apesar dos interesses em comum também tinham muitas diferenças: ele era mais velho, mais alto e pesava bem mais que Frida. Nessa estação a ideia é promover a comparação de um jeito lúdico, entre características físicas e suas diferenças 
  • Frida e Paris: Aqui um quebra-cabeça pode ser montado da maneira convencional ou de uma forma inventada, recombinando as peças 
Frida e eu não é uma exposição de obras do acervo da artista, mas uma experiência interativa para as crianças. Bora conferir?
Unibes Cultural
Rua Oscar Freire,2500- Pinheiros - São Paulo,SP
Horários
De 11/03 a 30/06/2017
Seg a Sáb das 10h30 às 19h30

sexta-feira, 10 de março de 2017

O Jardim do Imperador

Vamos ao teatro? A Cia Pelo Cano leva aos palcos o espetáculo “O Jardim do Imperador”, em que duas palhaças contam a história de um imperador que escolhe seu sucessor com a ajuda das plantas que cultiva. A peça acaba de estrear no Sesc Vila Mariana  e fica em cartaz até o dia 21 de maio. 

 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Teatro no museu: "Se Essa Rua Fosse Minha"no Mube

Teatro no museu: a peça “Se Essa Rua Fosse Minha” está em cartaz no MuBE, em São Paulo, até o dia 25.03. O espetáculo é totalmente interativo e conta a história dos personagens Teresinha de Jesus e Alecrim Dourado, que se reúnem todos os dias na rua onde moram para brincar.

 SE ESSA RUA FOSSE MINHA – ESPETÁCULO DE BRINCAR

Teatro – Arte Educação – Folclore – Música
Auditório MuBE
Sábado as 17 horas
Temporada de 14 de Janeiro a 25 Março
No espetáculo, “Teresinha de Jesus” e “Alecrim Dourado” (extraídos do folclore infantil em diferentes raízes folclóricas – raiz lusa e indígena) são personagens “brincantes”, com diferentes origens e realidades culturais, mas que se reúnem todos os dias na rua onde moram para brincar. Enquanto brincam eles tecem reflexões e comentários sobre a vida, e, sobre a experiência única que é crescer, amadurecer.
A peça, que podemos chamar de “espetáculo brincante”, é totalmente interativa, fazendo com que os espectadores “experienciem o brincar” junto aos atores no palco. (brincadeiras folclóricas que fazem e/ou fizeram parte do universo infantil brasileiro). O espetáculo é o resultado prático de um trabalho baseado em pesquisa na área do folclore infantil brasileiro desenvolvido pela equipe da Palco Produções, sob coordenação do Folclorista Inami Custódio Pinto e de Paula Giannini (autora do  texto).
Uma experiência de interatividade que apresenta às crianças a riqueza da gama de brincadeiras de rua do folclore brasileiro infantil e proporciona aos adultos um mergulho de volta a sua infância. Durante o espetáculo, é compartilhada entre pais, avós, filhos e netos a experiência do brincar junto aos atores.
SERVIÇO
Gênero: Espetáculo para a Infância e Juventude
Público alvo: Crianças e família
Duração: 70 minutos
Classificação Livre
Ingresso: R$ 40 – Inteira / R$ 20 – Meia

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Onde Vivem os Monstros - Ópera Infantil

A ópera, composta por Oliver Knussen em 1952, é baseada no livro “Onde Vivem os Monstros” de Maurice Sendak. Montagem inédita no Theatro São Pedro foi eita em comemoração ao Dia das Crianças, com regência e direção musical do maestro André Dos Santos.
Na história, o travesso menino Max Records acaba amargando um longo castigo em seu quarto depois de desobedecer sua mãe. Mas a imaginação do menino o transporta para além daquelas quatro paredes, até uma misteriosa terra habitada por Monstros Selvagens onde Max é o rei! 
Antes do início do espetáculo haverá uma palestra ministrada por Henrique Vilas Boas, que irá bordar de forma divertida a vida dos compositores, a história das óperas e curiosidades.
Horários
8/10/2016 - 16/10/2016
Sáb - Dom: 17h00
12/10/2016
Qua: 11h00,17h00
Não recomendado para menores de 08 anos.
Theatro São Pedro
Rua Albuquerque Lins, 207 - Barra Funda
São PauloSP
01230-001
Brasil

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Exposição interativa Alice no País das Maravilhas

São Paulo recebe primeira exposição interativa de Alice no País das Maravilhas
1° lote de ingressos à vendas:  06 à 16 de Outubro
Apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev, a mostra Experiência Alice, idealizada e concebida no Brasil, comemora os 150 anos da obra de Lewis Carroll
Um dos personagens mais icônicos e atemporais da literatura, a Alice, do clássico Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, terá pela primeira vez uma mostra exclusiva e interativa dedicada à sua história. De 06 de outubro a 30 de novembro, a exposição que foi projetada para ser vivenciada e não somente assistida, estará no Shopping JK Iguatemi. Os mais de 150 anos de Alice serão exibidos em 15 ambientes diferentes que misturam o clássico com experiências tecnológicas, prometendo encantar todas as gerações.
Pioneira, a mostra foi idealizada e concebida no Brasil, onde será exposta pela primeira vez. A experiência, concebida em uma estrutura de 800m², começa com uma sala com ilustrações e livros inéditos de Alice, uma das personagens mais ilustradas do mundo. O ambiente traz alguns desenhos singulares que representam a evolução da prensagem ao longo dos anos.
Apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev Seguros e Previdência, empresa especialista no setor de previdência privada, Experiência Alice é uma realização da ONG Orientavida, Disney Brasil e Shopping JK Iguatemi com produção cenográfica da Case Lúdico.
Meia Entrada: Crianças de 2 a 12 anos, estudantes (desde que haja apresentação de carteira de estudante), Pessoa com deficiência e um acompanhante, Idosos (pessoas com mais de 60 anos), Jovens pertencentes a famílias de baixa renda, com idades de 15 a 29 anos, Diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores e titulares de cargos do quadro de apoio das escolas das redes estadual e municipais, Professores da rede pública estadual e das redes municipais de ensino.
Para mais informações, você pode conversar conosco através do Chat online, ele está disponível aqui mesmo na home do nosso site. Este atendimento é rápido e prático.
Ponto de Venda Sem Taxa de Conveniência: bilheteria do evento do Shopping JK Iguatemi à partir de 06/11/2016. Funcionamento somente as 2as e 3as feiras.
Horários: segunda a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 19h.
Local: Shopping JK Iguatemi – 3º piso
Classificação: Livre (Crianças até dois anos não pagam ingresso)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Tucca - Aprendiz de Maestro: música clássica para crianças

A próxima apresentação da série Tucca Aprendiz de Maestro acontece no dia 03 de setembro, sábado, às 11h na Sala São Paulo e será apresentado o espetáculo “O Mundo do Ludovico”, com trechos da obra de Beethoven .
Os ingressos podem ser adquiridos diretamente na TUCCA pelo 11-2344.1051 e ingressos@tucca.org.br ou no site do Ingresso Rápido.
Ouça a playlist Música Clássica para Crianças, preparada pelo Maestro João Galino especialmente para os leitores do bora.ai e confira abaixo os próximos espetáculos desta temporada:
  • 03/09 “O Mundo do Ludovico” 
  • 29/10 “A volta ao Mundo em 80 Compassos” 
  • 26/11 “A Orquestra do Sargento Pimenta” 
  • 03/12 “Joãozinho e Maria à procura do Papai Noel” 
Dica bora.ai: Baixe o aplicativo TUCCAPP e compre ingressos com 5% de desconto e sem taxa de conveniência!
Saiba mais: A série Aprendiz de Maestro é uma iniciativa da TUCCA, Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, e a renda da bilheteria é revertida para o tratamento de crianças e adolescentes carentes com câncer assistidos pela TUCCA em parceria com o Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, São Paulo.
Ingressos entre R$70 e R$80.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sabedoria oriental inspira lindo espetáculo para crianças



O Menino e a Cerejeira’ fala de esperança e perseverança, apoiando-se em ritmo e estética milenares do Japão


Stella Tobar tem construído uma carreira promissora no teatro para crianças. Recentemente, vi de sua direção uma boa adaptação de Dois Idiotas Cada Qual Sentado em Seu Barril, a partir do livro conhecido de Ruth Rocha. Fez carreira curta, deveria voltar. Agora, ela vem com outra adaptação de livro, O Menino e a Cerejeira, em um espetáculo digno de todo o nosso respeito e admiração. Sua primeira temporada, com ingressos gratuitos, no Teatro João Caetano, na Vila Mariana, teve lotação esgotada em todas as oito sessões, perfazendo um total de 3.500 espectadores – e muita gente ia embora sem conseguir entrar, segundo me informaram.
O livro em que se baseia, de mesmo nome, é de autoria do pacifista japonês Daisaku Ikeda, de 88 anos. Ele perdeu familiares e amigos em guerras mundiais e virou um importante porta-voz do combate ao uso de armas nucleares. Sua obra fala de valores fundamentais para o estabelecimento da paz universal. São livros traduzidos no mundo todo e admirados por seu teor humanista.
Aqui, em O Menino e a Cerejeira, ele fala de amizade, de esperança, de comprometimento, de perseverança. Um velho (Paulo de Pontes) ensina um menino (Cleber Tolini) a cuidar de uma velha cerejeira, castigada pelo frio e pelos horrores da guerra. Juntos, eles têm certeza de que ela vai florir de novo na primavera. É um bonito exercício de paciência e dedicação, enquanto se estreitam os laços entre velho e menino.
A diretora parece ter optado pelo ritmo lento e compassado das narrativas orientais. De tal forma que esse enredo acima, sobre a cerejeira castigada, demora a surgir no palco, custando a emplacar. Há todo um tempo introdutório inicial e até ritualístico (pela ajuda percussiva de tambores japoneses), que, pelo que ouvi de opiniões à saída do espetáculo, em cartaz em São Paulo, no Teatro Viradalata, agrada a uns, justamente pela lição de calmaria e pelo exercício de desprendimento, mas desagrada a outros pelo ritmo exageradamente ralentado. Eu fico na segunda turma. Entendo que o tema é justamente a paciência e a passagem do tempo, mas acho que a peça demora demais a ‘acontecer’, justamente por essa introdução extensa.
Por falar em passagem do tempo, a meu ver, a cena mais linda do espetáculo é aquela em que os biombos de madeira e papel arroz (bem próprios da estética oriental) são movidos de forma circular pelo elenco, em torno da árvore quase morta, simbolizando a troca de estações. Chega a ser tocante. “Depois do inverno, sempre vem a primavera”, ensina o velho. É lindo. Os figurinos de Paula de Paoli (também cenógrafa da peça) também são dignos de nota dez, sobretudo as blusas arrematadas por um capuz feito de palha oriental. Toda essa beleza é valorizada pelo excelente jogo de luz proposto por Giuliano Caratori e pela delicada trilha sonora original, a cargo de Sérvulo Augusto.
No elenco, Paulo de Pontes se destaca pela emoção na medida certa. No papel do velho sábio, detentor e porta-voz da lição que a peça quer passar, ele poderia cair no piegas, mas não deixa o exagero emotivo dominar sua atuação. Demonstra essa sabedoria de ator veterano e talentoso, que, além de tudo, usa uma potente voz de narrador seminal como instrumento favorável à composição de seu personagem. Sai de sua boca uma das frases mais encantadoras do belo e calmo espetáculo: “Chega um tempo em que os meninos precisam aprender a usar suas asas.”
SERVIÇO
Local: Teatro Viradalata. Endereço: Rua  Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo. Telefone: (11) 3868-2535. Quando: Sábados e domingos, 15 h.Ingressos: R$ 20,00. Temporada: Até 28 de agosto de 2016
Fonte: Revista Crescer

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Exposição Só no Nós, de Stela Barbieri

Um lugar de experiências táteis, de paladar sutil e de estética apurada. Um lugar para adultos e crianças explorarem a arte com suas próprias mãos. Assim é SoNoNós, uma exposição num ambiente completamente interativo. Eu estive lá com minha filha e foi maravilhoso. Diferente do ambiente de arte em que os objetos são para serem apreciados sem serem tocados, a obra da Stela Barbieri convida para a interação. Perfeito para ir com as crianças. 
Nesta exposição, Stela nos apresenta dois ambientes. Um deles com cheiros, cores, temperaturas e gostos. Num mundo de descobertas que passeiam do comum no nosso dia a dia para o inusitado num obra de arte. No segundo ambiente, podemos construir nosso próprio lugar pois nos são oferecidas possibilidades diversas de materiais, com cores e texturas, planos e espaços.
Enfim, SoNoNós é uma deliciosa e poética possibilidade que nos permite pesquisar, inventar e brincar. A arte e o brincar juntos. Belíssimo programa para as férias.
Por Lucianne Motta, da Casa do Brincar
Programação fornecida pela produção e sujeita à alteração. Confirme antes de sair de casa.
Horários
2/7/2016 - 7/8/2016
Seg - Sex: 10h00 às 18h00
Sáb - Dom: 10h00 às 16h00
Centro Brasileiro Britânico
Rua Ferreira de Araujo 741, Pinheiros
São PauloSP
05428-002
Brasil

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Exposição “O Mundo de Tim Burton”

Entre fevereiro e maio de 2016, o MIS será ocupado por uma das exposições mais aguardadas: O Mundo de Tim Burton. A exposição explora toda a gama do trabalho criativo de Tim Burton e apresenta desde desenhos da primeira infância até sua carreira consolidada como diretor. A exposição O Mundo de Tim Burton foi organizada pelo Museu da Imagem e do Som e pela curadora independente Jenny He, em colaboração com a Tim Burton Productions.
A mostra reúne cerca de quinhentos itens incluindo obras de arte e esboços raramente ou nunca vistos, pinturas, storyboards e bonecos de sua vasta filmografia, que inclui Edward mãos de tesoura, O estranho mundo de Jack, Batman, Marte Ataca!, Ed Wood, Os fantasmas se divertem, entre outros, e de projetos não realizados e pouco conhecidos que revelam seu talento como artista, ilustrador, fotógrafo e escritor.A retrospectiva de trabalhos de Tim Burton foi originalmente montada pelo MoMA em 2009 e depois viajou para as cidades de Melbourne, Toronto, Los Angeles, Paris e Seul. Após estas paradas O Mundo de Tim Burton se aprofundou na temática de Burton, seus assuntos e sua perspectiva criativa única, apresentando mais de 150 novas obras não vistas na exposição anterior. Depois de paradas em Praga, Tóquio, Osaka e Brühl, Alemanha, onde está em exibição no Museu Max Ernst, até Janeiro de 2016, o MIS será a primeira instituição da América Latina a sediar esta exposição.
Sobre Tim Burton

Timothy Walter Burton nasceu em 25 de agosto de 1958, em Burbank, sul da Califórnia (EUA). Quando era adolescente, entediado com a vida nos subúrbios, Burton se divertia pintando, desenhando e fazendo curtas. Em 1976, iniciou seus estudos no California Institute of The Arts e alguns anos depois, em 1979, entrou para a The Walt Disney Company onde conseguiu um emprego como estagiário de animação.
A carreira cinematográfica de Burton começou em 1985 na Warner Bros, com As Grande Aventuras de Pe-weeBeetlejuice (1988) e Batman (1989), e sua reputação como um autor com um estilo visual único foi alcançada mundialmente com os sucessos de crítica e de bilheteria de Edward Mãos de Tesoura(1990) e The Nightmare Before Christmas (1993). Em seus 18 longas, Burton explorou os mais variados e díspares gêneros como biografia Ed Wood (1994), ficção-científica, Marte Ataca! (1996), horror A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999), fantasia Big Fish (2003), animação em stop-motion A Noiva Cadáver(2005), literatura infantil Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e musical Sweeney Todd(2007).
Além do cinema, Burton realizou trabalhos para a televisão, comerciais, lançou livros e também empreendeu na internet. Para a televisão fez Aladdin e a Lâmpada Maravilhosa (1984) e Alfred Hitchcock Presents: The Jar (1986), comerciais para a Hollywood Gum e Timex; na internet criou a web série The World of Stainboy (2000) e no campo musical dirigiu o videoclipe de Bones (2006), música da banda The Killers. Em 1997, publicou o livro ilustrado The Melancholy Death of Oyster Boy and The Other Stories e em 2003, a editora norte-americana Dark Horse Comics apresentou os bonecos colecionáveis Tragic Toys for Girls and Boys. Embora seja conhecido, sobretudo como cineasta, Burton tem prosseguido com seus projetos pessoais como ilustrador, pintor e fotógrafo.
Os visitantes podem esperar muitas surpresas. Entre as novidades estão a expografia especial, criada pela equipe do museu em parceria com a Caselúdico, e uma nova divisão das seções originalmente criadas. O Mundo de Tim Burton conta ainda com uma sala inédita que revela quais foram as inspirações que influenciaram o cineasta em seu trabalho. O espaço foi montado a partir de uma lista feita por Tim Burton. Entre os itens estão pôsteres promocionais dos filmes King Kong (1976) e Frankenstein (1931), uma cópia do quadro A noite estrelada, de Vincent van Gogh, e uma foto de Edgar Allan Poe. A mostra traz ainda uma sala dedicada a projetos não realizados, e outra, à sua filmografia.
02/02 a 15/05. Recomendamos comprar o ingresso com antecedência. O MIS ocupado por uma das exposições mais aguardadas do ano!
Horários:
Terça-feira: 10h às 20h
Quarta, quinta e sexta-feira: 11h às 20h
Sábados: 9h às 21h
Domingos e feriados: 11h às 19h

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Histórias da infância

O MASP inaugurou , no dia 7 de abril, a exposição Histórias da infância, que reúne múltiplas e diversas representações da infância de diferentes períodos, territórios e escolas, da arte africana e asiática à brasileira, cusquenha e europeia, incluindo arte sacra, barroca, acadêmica, moderna, contemporânea, e a chamada arte popular, bem como desenhos feitos por crianças, posicionados no mesmo espaço, ao lado das demais obras.
Esta é a primeira mostra da nova gestão, iniciada em 2014, a ser realizada com empréstimos externos, de outras instituições e colecionadores particulares. A exposição tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico; Fernando Oliva, curador; e Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias; e ocupa os espaços expositivos do 1º andar e 1º subsolo do museu até o dia 31 de julho de 2016.
Histórias da infância reúne cerca de 200 trabalhos, entre obras e desenhos de crianças, e se organiza em torno de núcleos temáticos permeáveis. No primeiro andar, há retratos, representações de família, imagens de educação e de brincadeiras, crianças artistas, crianças anjos e, por fim, a morte; no primeiro subsolo, surgem os temas da natividade e maternidade. Obras icônicas do MASP — como O escolar (1888), de Van Gogh, Rosa e azul (1881), de Renoir, Retrato de Auguste Gabriel Gaudefroy (1741), de Chardin, e Criança morta (1944), de Portinari — aparecem em novos contextos, transversais e contemporâneos, em justaposição a trabalhos de todas as épocas.
A expografia com painéis suspensos, que não formam salas fechadas, permite uma articulação entre os diversos núcleos e trabalhos. A exposição dialoga com Playgrounds 2016, no 2º subsolo e Vão Livre, mediante o jogo, o lúdico, e a brincadeira, e com um programa de oficinas de desenho, iniciado em janeiro de 2016, e que se estende até o final exposição. Deste modo, a mostra reconhece e inclui as histórias das próprias crianças: em pé de igualdade com os demais trabalhos, serão expostos desenhos feitos por elas nos anos 1970, anos 2000, e mais recentemente em 2016, todos do acervo do museu. É importante lembrar que eles não estarão em uma sala ou seção específica, apartados do conjunto, mas integrados aos demais trabalhos, conferindo a eles uma situação de equilíbrio, para um diálogo possível e sem hierarquias pré-estabelecidas pela expografia. O museu entende que há muito o que aprender com esses desenhos, essas trocas e essas histórias.
A altura média em que as obras costumam ser expostas foi rebaixada da medida padrão, de 1.50 m para 1.20 m (na galeria do 1º andar) e para 1.30 m (no 1o. subsolo), buscando tanto um olhar mais direto da criança quanto uma maior aproximação corporal. Outra ação decisiva no contexto pedagógico foi o convite a artistas contemporâneos para conduzirem oficinas com crianças, caso de Rivane Neuenschwander, Cinthia Marcelle, Nicolás Robbio, Lays Myrrha, Thiago Martins de Melo e Thiago Honório. O museu entende esta ação como uma outra maneira, inédita e experimental, de se relacionar com as ideias e a produção destes artistas.
Histórias da infância, ao resgatar alguns dos temas que permeiam a idade infantil, não organiza as obras de maneira cronológica, mas justapõe trabalhos de diferentes períodos, buscando novas aproximações e fricções. Por exemplo, no 1º subsolo, acontecem diálogos entre pinturas e esculturas de Nossa Senhora, Menino Jesus e fotografias de amas de leite, evidenciando imagens de maternidade e natividade. Também estão no mesmo espaço obras de Thiago Martins de Melo, Adriana Varejão e Cássio M’Boy, além de uma escultura de Nossa Senhora do Rosário, do século 19, que pertenceu ao casal Lina Bo e P. M. Bardi; um conjunto de marfins indo-portugueses retratando o Menino Jesus, da coleção do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro; e uma escultura contemporânea, de madeira e gesso, de Edgar de Souza.
De forma similar, no 1o andar do museu, retratos de crianças nobres e abastadas são colocados ao lado de retratos de crianças de origens menos favorecidas, enfatizando não só o contraste social, mas também as diferenças culturais e de tratamento da imagem da infância em épocas diversas. É o caso, por exemplo, da obra Rosa e azul (as meninas Cahen D’Anvers), de Renoir, de 1881, que estará justaposta à fotografia de Barbara Wagner, da série Brasília Teimosa, de 2005. Enquanto a primeira ilustra duas irmãs de uma família aristocrática francesa, em trajes luxuosos, no fim do século 19, a segunda retrata dois meninos, que também parecem irmãos, em trajes de banho, na praia Brasília Teimosa, em Recife.
Histórias da infância se insere num projeto do MASP de friccionar diferentes acervos, desrespeitando hierarquias e territórios entre eles. Nesse sentido, são também histórias descolonizadoras e assumem um sentido político – há um entendimento de que as histórias que podemos contar não são apenas aquelas das classes dominantes, ou da cultura europeia e suas convenções visuais. Assim, integra um programa mais amplo de exposições sobre diferentes histórias(múltiplas, diversas e plurais), para além das narrativas tradicionais – Histórias da loucura e Histórias feministas(iniciadas em 2015), Histórias da sexualidade (em 2017) e Histórias da escravidão (em 2018). São outras histórias, que incluem grupos, vozes e imagens que foram reprimidas ou marginalizadas, nas quais se inserem as crianças e sua maneira de ver o mundo.
O curador Fernando Oliva destaca que “a relação entre o MASP, as crianças e suas formas de expressão é pioneira no Brasil e remonta aos anos iniciais do museu, fundado em 2 de outubro de 1947, e ao trabalho sistemático de Suzana Rodrigues (1919-2010), educadora que, em 3 de abril de 1948, apenas seis meses após a inauguração do museu, abria ao público de 5 a 12 anos o Club Infantil de Arte. A formação educativa era, não por acaso, um dos pilares do projeto de museu moderno concebido pelo casal Lina Bo (1914-1992) e Pietro Maria Bardi (1900-1999), arquiteta e diretor-fundador do MASP, como provam suas primeiras mostras, a partir de 1947, as Exposições Didáticas, com percursos explicativos pela história da criatividade humana desde a antiguidade”. Oliva afirma que “Suzana Rodrigues entendeu de imediato esta proposta e deixou evidente a importância do papel formativo e ético no ensino das crianças que frequentavam os cursos do MASP. Ela falava com frequência sobre a construção de indivíduos íntegros, educados intelectual, emocional, estética e moralmente, capazes de agir de maneira cooperativa. Outro pilar de seu projeto era propiciar um ambiente adequado para, em suas palavras, dar à criança condições dela se expressar como ela quiser.”
Histórias da infância busca reencenar algo daqueles desejos dos educadores e das crianças que participaram dos momentos iniciais do MASP, especialmente no que se refere às noções de respeito pela individualidade da criança e de criação de um espaço para que ela pudesse se expressar, evitando sempre que possível o dirigismo nas atividades propostas.
Para o período da exposição acontecem dois projetos especiais de mediação que colocam as crianças em protagonismo. O primeiro deles é a produção de áudios desenvolvidos em colaboração com duas escolas, no qual as crianças elaboram o conteúdo e participam da gravação, ao longo de um processo de pesquisa, tanto no museu como na escola. O material estará disponível para o público no site do MASP (www.masp.org.br), onde será possível ouvir as gravações. O segundo projeto, que já teve início em janeiro de 2016, compreende uma série de oficinas de desenho para crianças de 5 a 11 anos, realizadas a partir da pergunta “como contar suas próprias histórias em desenhos?”. Com a abertura da exposição, as oficinas passam a ocupar os finais de semana em novo formato. A coordenação dos projetos é de Luiza Proença e Lucas Oliveira, da equipe do núcleo de Mediação e Programas Públicos do MASP.
No dia 9 de abril, sábado, das 15h às 17h, acontece um bate-papo com três artistas da exposição no Auditório MASP Unilever. Barbara Wagner, Luiz Braga e Paula Trope irão falar sobre suas obras em exibição, bem como mostrar outros trabalhos que se relacionam com o tema da infância. A mediação é do curador Fernando Oliva.
Um seminário foi organizado em 6.10.2015 com o objetivo de estabelecer uma discussão sobre a construção da ideia da infância a partir de perspectivas e enfoques variados, dando especial importância à sua representação social, cultural, política e iconográfica. O encontro reuniu educadores, historiadores, antropólogos, curadores e críticos. Os palestrantes foram Ana Lucia Lopes, Marcos Cezar de Freitas, Maria Filomena Gregori, Maria Helena Machado, Mary del Priore, Renato Pinto Venâncio e Telma Anita Piacentini. Os vídeos do seminário estão disponíveis online no site e no canal de youtube do MASP.
Em maio, o MASP lança o catálogo de Histórias da infância, amplamente ilustrado com imagens das obras, vistas dos espaços expositivos, textos dos curadores (Adriano Pedrosa, Fernando Oliva e Lilia Schwarcz), bem como de outros autores (José Gondra, Maria Filomena Gregori e Maria Helena Machado).

sexta-feira, 11 de março de 2016

Pequeno Príncipe volta ao teatro com leveza e poesia

Montagem paulistana de Tony Giusti arrebata pelo inusitado, pela criatividade e pela delicadeza

De tempos em tempos, infelizmente com uma frequência menor do que eu gostaria, uma montagem de peça para crianças me desconcerta, a ponto de influir na objetividade que todos esperam de minha condição de “crítico”. São peças que me arrebatam e me deixam em um estado de encantamento mudo, um inebriamento zonzo e imediato, um certo flutuar por entre as nuvens do sublime. Coisas que só o teatro pode fazer por alguém, acho eu. E, então, ao começar a escrever sobre o que vi, tento seguir por outras vias que não sejam as de uma análise formal e técnica, buscando atalhos impregnados de sensações, mais do que tudo.
Quero tentar falar assim da magnífica versão de ‘O Pequeno Príncipe’, em cartaz no Top Teatro, em São Paulo, pois ela me “cativou”. O responsável: o chamado Nosso Grupo de Teatro, capitaneado por Tony Giusti. Acompanho há tempos as montagens sempre atraentes dessa companhia e me lembro de já ter saído assim arrebatado de pelo menos três delas: em 2003, com o texto inteligente de ‘A Alma Sem Menino’; em 2008, no poético jogo de palavras de ‘O Jardim dos Duendes’, e em 2013, na versão nada infantilizada de ‘O Patinho Feio’.
Agora, também adaptando de forma bastante inusitada e nada linear o clássico de Antoine de Saint Exupéry, Tony Giusti volta a nos brindar com teatro da melhor qualidade, feito com muito rigor e incrível criatividade. Sua direção é precisa, delicada, harmoniosa. Nos transporta para um ritmo de sonho, às vezes desconexo, às vezes hipnotizante, às vezes simplesmente belo. O espetáculo transmite o tempo todo a segurança de que tudo ali foi muito bem pensado, desenhado, arquitetado – mas com material evanescente. Como uma sucessão de belas imagens enevoadas, de lindos diálogos poéticos, de canções ternas e pontuais. Fiquei com a exata sensação de presenciar uma dramaturgia sendo tecida lentamente, laço por laço, bordado por bordado, prega por prega. Fernando Azevedo, no design de luz, contribui para a poesia climática que nos acolhe e nos abraça na plateia.
As frases mais conhecidas do Pequeno Príncipe estão todas lá, como: “Só se vê bem com o coração, pois o essencial é invisível aos olhos.” Ou: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Porém, elas não pesam, não se sobressaem.  Fluem na narrativa como se estivessem sendo ditas pela primeira vez e como se não carregassem em si toda a carga de significados que elas acumularam com o sucesso mundial do livro. Mais um ponto para o adaptador Tony Giusti. O momento mais nonsense é o programa de auditório apresentado pelo Sol, que terá o principezinho como entrevistado. É um oásis de diversão e descontração, que acaba por valorizar ainda mais a linguagem simbólica e alegórica que permeia todo o espetáculo.
O diretor/adaptador teve a seu favor um elenco impecável, que soube entender a sua proposta. São eles: Artur Henrique, Marília Grampa, Rafael Anastasi e Rogério Nóbrega. Todos demonstram pleno domínio vocal, clareza de dicção, economia de gestos, precisão em cada olhar. Os momentos narrados são primorosos, no tom certo de memorialismo que brota do coração. E são atores que cantam bem afinados e com emoção a trilha original criada por Lucas Vasconcelos. Não posso deixar de citar também o bom gosto de Tony Giusti ao assinar figurinos elegantes, retrôs, de cores suaves e excelente caimento nos corpos em ação de todo o elenco. Inteligentemente, ele foge do conhecido casaco e da coroa do pequeno príncipe. E para todos os personagens, como a rosa, o baobá, a raposa, o sol, o contador de estrelas, ele criou chapéus repletos de informação, ou seja, as características de cada personagem estão basicamente concentradas nos chapéus que os atores usam durante o espetáculo. Uma simplicidade luxuosa, uma criatividade transbordante. ‘O Pequeno Príncipe’, de Tony Giusti, entra para a galeria de delicadezas do teatro brasileiro.
Top Teatro. Rua Rui Barbosa, 201, Bela Vista, tel. 11 2309-4102. Sábados e domingos às 16h e segundas às 21h. Ingressos a R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Até 27 de março.
Fonte: Revista Crescer

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Sobrevento chega aos 30 com mostra de seis infantis

Nos próximos sábados, o Sesc Consolação abrigará um espetáculo por semana desse vitorioso grupo de teatro, consagrado internacionalmente
A partir de amanhã e até 13 de fevereiro, todo sábado, às 11 horas, o Sesc Consolação, em São Paulo, exibe meia dúzias de peças infantis premiadas do Grupo Sobrevento, que este ano comemora suas três décadas de existência. Uma mostra muito especial e imperdível nessas férias escolares. Você e sua família poderão ver ou rever as seguintes pérolas de um repertório brilhante: O Anjo e a Princesa (amanhã, dia 9), A Cortina da Babá (dia 16), Mozart Moments (dia 23), Cadê o Meu Herói? (dia 30), Bailarina (dia 6/2) e Meu Jardim (dia 13/2). Fundado em 1986 por Luiz André Cherubini, Sandra Vargas e Miguel Vellinho, o Sobrevento se dedica principalmente à pesquisa da animação de bonecos, formas e objetos. Mas não só isso. Recentemente, mergulharam nas descobertas do teatro para bebês, por exemplo.  Já se apresentaram em mais de uma centena de cidades de 19 estados brasileiros, além de países como Peru, Chile, Espanha, Colômbia, Escócia, Irlanda, Argentina, Angola, Irã, México, Suécia e Estônia. Fiz seis perguntas para o grupo, que foram magnificamente respondidas por Luiz André Cherubini. Prestigie! Eles merecem sua presença.
CRESCER – O que significa para um grupo de teatro brasileiro conseguir a marca de 30 anos de trabalho?
Luiz André Cherubini – Nunca ligamos muito para efemérides – aniversários sempre foram acidentes matemáticos, para nós –, nunca fizemos festas, mas, em um breve olhar para trás, nos surpreendemos ao ver que fizemos cerca de 200 apresentações por ano, ao longo de trinta anos. Isto é mais do que uma apresentação, dia sim dia, não, em todos os anos de nossa longa carreira. E fomos a umas duzentas cidades de quase todos os estados brasileiros, a umas quarenta cidades espanholas, a uma dúzia de países de quatro continentes, a lugares tão distantes quanto o Irã e a Estônia e tão próximos como a Argentina e a Colômbia. Para um grupo de Teatro – sobretudo um de repertório, de pesquisa e de animação (tão na contramão) – esta é uma conquista extraordinária. Estamos orgulhosos e entusiasmados. Vimos o Teatro de Grupo se firmar, no Brasil, como um Teatro de Arte, avançado e provocador, comprometido com o público, com a qualidade, com o seu aperfeiçoamento e com a sua renovação. Vimos o Teatro para a Infância e a Juventude amadurecer e ganhar público. Vimos o Teatro de Animação transformar-se em um teatro complexo e plural, diverso e rico, igualmente popular e erudito, tradicional e de vanguarda. Vimos o Teatro de pesquisa sair do seu gueto e ganhar reconhecimento. Vimos o Teatro para Bebês nascer. Somos parte deste movimento que não tem nem 50 anos e temos, até mesmo, o nosso quinhão nestas mudanças. Sentimos que somos parte de uma grande onda, de um grande número de artistas e grupos, que renovou o perfil do Teatro em nosso país e que ganhou espaço e reconhecimento no exterior. Continuar ativos, animados e inquietos, depois de trinta anos, significa que fomos capazes de nos transformar continuamente. E que tivemos, não só garra e amor à nossa Arte, mas muita sorte. De modo que, agora, vamos celebrar: vamos festejar.
CRESCER – Quais as principais dificuldades enfrentadas por vocês desde o início da carreira e que ainda persistem até hoje?
Cherubini – Mais do que uma reunião de pessoas que se dedicam à mesma Arte, um grupo de Teatro é um projeto artístico. Mantê-lo por trinta anos não é ser fiel a uma estética ou a um ideal: é manter-se em movimento, renovando-se, desafiando – constantemente – o nosso público e a nós mesmos. É caminhar, aos pulos, à beira do abismo. É equilibrar pratinhos chineses. É dirigir uma ambulância. É manter uma família unida em almoços de domingo que acontecem todos os dias. Sobretudo porque um grupo de teatro é uma forma de organização curiosa, cooperativada, familiar, artesanal, pouco ou nada hierarquizada, que vive um equilíbrio precário e que se obriga a um risco constante. Vivemos um tempo em que quase não havia festivais de Teatro no país, em que o Teatro de Grupo era desmerecido, em que o Teatro coletivo era tido como uma aventura de amadores, em que o Teatro de Animação era confundido com um entretenimento de festas infantis, em que fazer Teatro para Bebês era quase como fazer Teatro para cachorros. Isso mudou. O que nunca mudou foi a falta de apoio nacional à presença do Teatro brasileiro no exterior – muitos países tomam o Teatro como um símbolo de sua Cultura, de sua presença no estrangeiro e o Brasil tem Teatro de sobra para ser mais do que o país do Carnaval e do futebol. Como nunca mudou a fragilidade da ligação entre Escola e Teatro, quando a Cultura e a Arte são vitais para o desenvolvimento do ser humano e têm que estar ligadas estreitamente à Educação. E ainda há muito para se fazer para que o Teatro seja entendido como Arte e não um simples negócio e entretenimento. E ainda é preciso que a infância – e, especialmente, a primeira infância – seja entendida, respeitada e priorizada.
CRESCER – Qual o (s) espetáculo (s) que mais repercutiu (repercutiram) na imprensa nesses 30 anos e por quê?
Cherubini – Nunca nos preocupamos muito nem em medir repercussões na Imprensa, que muitas vezes tem mais a ver com um projeto mercadológico, nem em nos medir por elas. Nunca preferimos agradar críticos, que frequentemente têm mais a ver com fazer um teatro muito bem feito ou muito chamativo, a correr riscos verdadeiros. Nunca buscamos prêmios. Assim, tivemos momentos em que estivemos mais na moda e momentos em que estivemos mais desaparecidos da mídia, mas soubemos criar alternativas de divulgação e conseguimos, sempre, manter o nosso público. Mantivemos um perfil discreto e, talvez por isso, sejamos respeitados e pouco temidos. E, mesmo surpreendendo, decepcionando, desagradando – o que é próprio de um teatro experimental e de pesquisa –, criamos poucos desafetos. Colecionamos, entretanto, um grande número de matérias, sobretudo, de nossos espetáculos BeckettMozart MomentsSão Manuel BuenoMártirCadê o meu Herói?Submundo, do nosso Teatro para Bebês, mas desconfiamos que, mais do que por uma moda momentânea, pela longevidade desses espetáculos.
CRESCER – Como é a repercussão internacional dos espetáculos do grupo Sobrevento? As temáticas e linguagens escolhidas atingem também o público de outras culturas e realidades?
Cherubini – O Sobrevento é muito reconhecido no meio teatral de muitos países, não só por sua presença com espetáculos em muitos festivais importantes, mas também pela colaboração e intercâmbios com várias companhias estrangeiras e pela curadoria de muitos festivais internacionais de teatro no Brasil (Rio Cena Contemporânea, SESI Bonecos, Festival Internacional de Teatro de Objetos, Primeiro Olhar, Semana Internacional de Teatro de Animação do Sobrevento, Rio Bonecos, Mostra Maria Mazzetti, entre outros). E o Sobrevento é muito querido: tanto é assim, que é chamado, constantemente, para festivais no exterior. Porém, fazer Teatro fora do Brasil é sempre uma aventura. Naturalmente, há culturas que conhecemos mais, há alguns idiomas que dominamos, porém, definitivamente, a transculturalidade não existe. Vivemos isso em muitas situações cotidianas, em diferentes países: desde interromper alguém que está falando ou tocar pessoas até cometer gafes só perdoáveis a um estrangeiro desavisado. E isso se potencializa muito em um palco onde você apresenta um espetáculo delicado. Há espetáculos que são fechados, firmes, que são o que são, mas há espetáculos que dependem mais do encontro que todo Teatro é, que dependem mais do público. E, feliz ou infelizmente, nossos espetáculos são todos assim. Nos jornais da Estônia, por exemplo, éramos um grupo vindo de um país “exótico”. No Irã, censores nos obrigaram a dançar uma valsa a um palmo de distância um do outro. E um espetáculo nosso que criou filas imensas na Irlanda, foi um fiasco em sua primeira apresentação na Escócia, dois dias depois, e outro sucesso na Espanha, na semana seguinte. Porque irlandeses, escoceses e espanhóis são, definitivamente, diferentes. E um espetáculo nosso no País Basco será bem diferente na Andaluzia e na Catalunha, mesmo com um intervalo de um único dia entre as apresentações. Quando se conhece bem um povo, esse diálogo se dá de forma mais controlada. De todo modo, fazer Teatro fora do Brasil é sempre navegar um mar desconhecido, não só por conta de temáticas e linguagens, de idiomas, musicalidades, gestos e ritmos, mas também por conta de muitas idiossincrasias sutis, frutos de história, de cultura, que se manifestam por canais que não conhecemos e não somos nem mesmos capazes, vindos de outro berço, de perceber.
CRESCER – Mais recentemente, o grupo virou um dos maiores representantes brasileiros do chamado ‘teatro para bebês’. Como foi a repercussão dessa vertente com o público?
Cherubini – Há um preconceito enorme contra os bebês. À primeira infância é negado o direito à integração social, ao convívio comunitário. Os bebês pensam, se emocionam, se comunicam. Todo pai sabe disso, todo professor e funcionário de creche, todo artista que faz teatro para bebês sabe disso, mas ainda há meio mundo a convencer. Os pais lotam as apresentações, se envolvem, se emocionam. Bebês convivem com bebês, formam-se estacionamentos de carrinhos de bebês. E é uma surpresa para os pais descobrir que seus bebês são autônomos em uma experiência teatral. E que gostam não só de xilofone e cores vivas ou tons pastel, mas de violino, piano, branco, marrom, cinza. O problema com os espetáculos para bebês é o excesso de público e a pouca oferta de espetáculos (sobretudo os que traduzam um pensamento firme e uma proposta estética fruto de reflexão e posicionamento), o que é difícil de administrar por programadores e espaços teatrais. Os pais e professores, porém, acreditam no Teatro e o que acontece com os bebês, a partir daí, é uma experiência profundamente comovedora e transformadora: um Teatro como o Teatro deveria sempre ser.

CRESCER – Quais os planos após essa mostra comemorativa no Sesc Consolação? O que vem por aí?
Cherubini – Depois do privilégio de apresentar seis de nossos infantis em um dos melhores teatros do país e um dos Teatros mais queridos por nós e todos os paulistanos, queremos apresentar os adultos de nosso repertório. E outros espetáculos especiais, para todo o público, que também mantemos vivos. Faremos uma nova edição de nosso Festival Internacional de Teatro para Bebês, circularemos com nossos adultos mais recentes pelo interior de São Paulo e por diferentes estados brasileiros e, se tudo der certo, visitaremos Rondônia e Rio Grande do Norte, os dois únicos estados brasileiros onde nunca estivemos. E queremos voltar a cartaz com o nosso último espetáculo – Só – e criar um novo espetáculo, comemorativo dos nossos trinta anos, e recompor esta nossa trajetória, quem sabe em uma exposição, quem sabe em um livro, se contarmos com mais sorte do que temos tido (porque ainda precisamos de uma subvenção pela qual estamos lutando). Nossos planos só vão, por enquanto, até aí. Construímos nossa carreira fazendo, fazendo, fazendo – Teatro e planos – e assim seguiremos adiante, juntos, intranquilos, tanto tempo quanto o tempo nos der.
SERVIÇO
Sesc Consolação. Rua Dr. Vila Nova, 245, tel.: (11) 3234-3000. Sábados, sempre às 11 h. Ingressos a R$ 17 (inteira); R$ 8,50 (meia) e R$ 5 (credenciados do Sesc). Dia 09/01: O Anjo e a Princesa. Dia 16/01: A Cortina da Babá. Dia 23/01: Mozart Moments. Dia 30/01: Cadê o Meu Herói? Dia 06/02: Bailarina. Dia 13/02: Meu Jardim.
Fonte: Revista Crescer